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	<title>Papo de Gordo &#187; medicina</title>
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		<title>Papo de Gordo &#187; medicina</title>
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		<title>Centro de Referência para Obesos é inaugurado no Rio de Janeiro</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2011/07/18/centro-de-referencia-para-obesos-e-inaugurado-no-rio-de-janeiro/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Jul 2011 17:30:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Secretaria de Saúde do Rio inaugura primeira Clínica de Referência para Obesos no bairro de Acari.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://papodegordo.mtv.uol.com.br/wp-content/uploads/2010/clinicadafamiliadeacari.jpg" alt="" title="Centro de Referência para Obesos é inaugurado no Rio" width="210" height="183" class="alignright size-full wp-image-21664" />A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro inaugurou na última quinta-feira seu primeiro Centro de Referência para Obesos. A unidade contará com psicólogos, nutricionistas e endocrinoogistas especializados no assunto e funcionará na Clínica da Família de Acari. Há previsão de que mais dois centros sejam abertos na cidade até o fim do ano.</p>
<p>A unidade funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h, e possui equipamentos apropriados, como maca com suporte para até 200kg e balança de até 300kg, além de cadeiras e aparelhos de pressão especiais. A promessa é de que os obesos receberão gratuitamente os medicamentos de que precisarem. Também será possível fazer exames, receber orientação psicológica e, se for o caso, ser encaminhado para cirurgia.</p>
<p>A Clínica da Família fica na Avenida Pastor Martin Luther King, 10.976.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>Fonte:</strong><br />
<a href="http://odia.terra.com.br/portal/cienciaesaude/html/2011/7/rio_ganha_centro_para_tratar_obesos_177839.html" target="_blank">Rio ganha centro para tratar obesos</a></p>
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		<title>Doença rara impede menina de comer</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jun 2011 14:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Menina inglesa de cinco anos é diagnosticada com gastroenterite eosinofílica, doença rara que a impede que ingerir qualquer tipo de alimento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-21210" title="Ella Campbell" src="http://papodegordo.mtv.uol.com.br/wp-content/uploads/2010/ellacampbell.jpg" alt="" width="250" height="239" />Imagine não poder comer absolutamente nada porque, caso contrário, sentirá dores absurdamente fortes? O que já seria algo horrível para um adulto aguentar é o caso de uma menininha de apenas 5 anos, que possui uma doença rara chamada <a href="http://www.e-gastroped.com.br/jun04/gastroenterite.htm" target="_blank"><strong>gastroenterite eosinofílica</strong></a> que a impede de ingerir qualquer tipo de alimento.</p>
<p><strong>Ella Campbell</strong>, a pequena garotinha inglesa que possui essa doença incurável, ficou a quase totalidade de seus poucos anos de vida no hospital <strong><a href="http://www.ucl.ac.uk/ich/homepage" target="_blank">Great Ormond Street</a></strong>, onde passou por vários testes até os médicos descobrirem o que causava suas fortes dores de estômago.</p>
<p>Atualmente, Ella tem que ser alimentada com uma fórmula hipoalergênica dada através de um tubo de alimentação permanente em seu estômago, além de precisar tomar imunossupressores (um tipo de quimioterapia), fazendo com que fique vulnerável a infecções.</p>
<p>A doença não impede Ella de ir à escola, para a qual sempre leva uma lancheira com almoço. Segundo sua mãe, <strong>Karen Campbell</strong>, de 31 anos, a menina come um pouquinho na hora do recreio, apesar das fortes dores, para não se sentir excluída pelos colegas.</p>
<p>O irmão mais novo de Ella, <strong>Adam</strong> (dois anos de idade), tem a mesma doença. Contudo, por ter sido diagnosticado ao nascer, consegue se alimentar melhor, embora com uma dieta extremamente rigorosa. Além disso, por não ter sofrido dores tão intensas, não desenvolveu o &#8220;medo&#8221; de comer que a irmã tem.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>Fonte:</strong><br />
<a href="http://www.dailymail.co.uk/health/article-2002981/Eosinophilic-Gastrointestinal-Disease-Ella-Campbell-eat-takes-lunch-school.html" target="_blank">The little girl who can&#8217;t eat (but still takes a packed lunch to school every day so she doesn&#8217;t feel left out)</a></p>
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		<title>Ficar sentado por muito tempo prejudica a saúde</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Nov 2010 14:15:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brunno Elias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ficar muito tempo sentado pode anular os efeitos positivos da prática de atividade física.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://papodegordo.mtv.uol.com.br/wp-content/uploads/2010/homemsentado.jpg" alt="" title="Ficar sentado por muito tempo prejudica a saúde" width="250" height="326" class="alignright size-full wp-image-15393" />Fazer atividades físicas ao menos três vezes por semana é muito importante. Vale caminhada, musculação, ciclismo, hidroginástica ou outra qualquer para cuidar da saúde. Porém, mesmo que você mantenha essa frequência (que é aceita como padrão para iniciar um programa de atividade física), pode colocar tudo a perder se ficar muito tempo sentado: Pesquisas recentes afirmam que os efeitos da prática de atividade física podem ser anulados quando a gente não &#8220;tira o bumbum&#8221; da cadeira.</p>
<p>Apesar da prática frequente de atividade física melhorar os níveis de pressão arterial, metabolismo da glicose, tônus muscular, densidade mineral óssea e outros fatores de saúde, o tempo excessivo sentado pode comprometer esses efeitos. Isso acontece porque o metabolismo diminui de forma considerável durante longos períodos sem estímulos (ou seja: quando você está aí sentado lendo esse texto, por exemplo). Segundo a <em>Sociedade Americana do Câncer</em>, a partir de seis horas diárias sentadas, as mulheres aumentam em 37% a chance de morte e os homens em 17%.</p>
<p>Esse risco maior de morte, que pode ser chamada de risco do sedentarismo, advém do metabolismo mais lento, que leva ao acúmulo excessivo de gordura e que, por sua vez, causa desequilíbrio hormonal (estrogênio e testosterona). A inatividade também dificulta a ação do hormônio insulina em captar a glicose circulante na corrente sanguínea para o consumo dentro das células e acaba armazenando o nutriente na forma de tecido gordurosa.</p>
<p>Ficar sentado por muitas horas também causa efeito na massa muscular, que é o tecido que mais consome energia no organismo humano. A inatividade provoca sua diminuição, o efeito chamado atrofia. Isso acontece para economia do organismo, mas também colabora para o acúmulo de gordura visceral, aquela que se aloja nos órgãos e colabora para os problemas cardíacos e metabólicos. Com essa diminuição de músculos, também ocorre a deterioração da massa óssea, a qual tem a resistência regida pela contração muscular. Isso quer dizer que, para ossos fortes que matem a osteoporose longe, você tem de usar os músculos.</p>
<p>O ideal é evitar que a pessoa acumule muitas horas sentada ao longo do dia. Reveja seus hábitos no trabalho, em casa, no trânsito e em seus momentos de lazer, procurando colocar mais movimento. Se for preciso passar longas horas no metabolismo lento, tente se movimentar a cada hora. Vale uma caminhada no corredor, trocar o elevador pela escada por até dois andares, ir buscar o café, participar da ginástica laboral em sua empresa ou mesmo tentar alguns exercícios de alongamento ao longo do dia. O importante é se movimentar!</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>Fonte:<br />
<a href="http://saude.abril.com.br/edicoes/0328/corpo/levante-se-ja-cadeira-ganhe-anos-vida-598255.shtml?pag=1" target="_blank">Levante-se já da cadeira e ganhe anos de vida. </a></p>
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		<title>Chás: benefícios e perigos</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2010/09/16/chas-beneficios-e-perigos/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Sep 2010 18:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Passadiço</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Conheça os benefícios e os cuidados que devem sertomados ao ingerir a segunda bebida mais consumida no mundo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/cha_boldo.jpg" alt="" title="Boldo" width="180" height="180" class="alignright size-full wp-image-13603" />O brasileiro adotou o chá como <em>remedinho</em> pra muita coisa, seja pra ajudar na dor de garganta, pra passar o enjoo ou pra auxiliar no emagrecimento. Quase todo mundo tem uma receitinha milagrosa de uma infusão que &#8220;funciona que é uma beleza&#8221;. Tem até pra quando você exagera na &#8220;birita&#8221; (hic). Ainda assim, vale lembrar que todo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ch%C3%A1" target="_blank">chá</a> é uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Infus%C3%A3o" target="_blank">infusão</a>, mas o contrário nem sempre é verdade. No Brasil, porém, é tudo popularmente chamado de chá mesmo. Vejamos alguns exemplos:</p>
<p><strong>Erva-mate:</strong> Presente no chimarrão da Região sul e no tererê da Centro-Oeste, a infusão da erva é consumida pura ou, no resto do Brasil, misturada a sucos ou leite. Sem dúvida, é a &#8220;paixão nacional&#8221; dos chás. É estimulante, diurética, antioxidante e ajuda a prevenir doenças cardíacas.</p>
<p><strong>Boldo-do-Chile:</strong> Essa plantinha amarga é amiga do fígado. Um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alcal%C3%B3ide" target="_blank">alcaloide</a> presente nas folhas, a boldina, é um excelente hepatoprotetor. Alguns benefícios dessa infusão amarga é o tratamento de intestino preso, pedras nos rins e gastrite.</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/cha_hortela.jpg" alt="" title="Hortelã" width="180" height="180" class="alignright size-full wp-image-13604" /><strong>Chá verde:</strong> É um dos chás &#8220;de verdade&#8221;, isso porquê é feito a partir da planta <em><a title="Camellia sinensis" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Camellia_sinensis" target="_blank">Camellia sinensis</a></em>. E, no caso do chá verde, por não haver fermentação ou oxidação, seus benefícios são, entre outros, o auxílio à digestão, o tratamento de câncer e o efeito antioxidante.</p>
<p><strong>Hortelã:</strong> Muito popular em nosso país, o chá de hortelã é muito consumido no inverno, quando os problemas respiratórios são mais comuns. Ótimo para aliviar a tosse, tratar resfriados, enjoos e dores de cabeça. É também estimulante.</p>
<p><strong>Chá preto:</strong> É praticamente a mesma coisa que o chá verde, mas num estágio de fermentação avançado. Por essa razão, são encontrados níveis maiores de cafeína na bebida. É um estimulante natural, auxilia na digestão de alimentos mais gordurosos e é um vasodilatador eficiente.</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/cha_cidreira.jpg" alt="" title="Cidreira" width="180" height="180" class="alignright size-full wp-image-13602" /><strong>Erva-cidreira:</strong> Essa planta produz uma infusão de sabor suave e agradável e é de fácil cultivo. Alivia cólicas menstruais, dores de cabeça e é um excelente anti-inflamatório. Tem efeito analgésico e sedativo.</p>
<p>Todos sabemos que os chás têm vários benefícios, mas nem tudo são flores. Médicos e especialistas alertam sobre o consumo exagerado e irresponsável da bebida. Alguns deles, por exemplo, podem prejudicar mais do que ajudar. É o caso do chá preto e do chá-mate, que, se consumidos em excesso, podem acabar prejudicando a saúde por conta dos altos níveis de cafeína.</p>
<p>Há também o problema do fator &#8220;milagre&#8221;. Muitas pessoas usam somente os chás para o tratamento de doenças e nem sempre esse é o melhor caminho. Apesar da fitoterapia ser cada vez mais utilizada, ela não é eficaz em todas as situações. Há doenças que devem ser tratadas pela medicina comum e, na dúvida, o ideal é <em>sempre</em> consultar um médico.</p>
<p>Uma matéria que ilustra bem os perigos na ingestão de chás foi ao ar no <em>Fantástico</em>. Confira o vídeo <a href="http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1616472-15605,00.html" target="_blank">clicando aqui</a>.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>Fontes:</strong><br />
<a href="http://www.maisquebeleza.com/dieta-cha.htm" target="_blank">Os benefícios do chá preto</a><br />
<a href="http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1616472-15605,00.html" target="_blank">Chás e plantas para tratar doenças podem ser perigosos</a><br />
<a href="http://revistacasaejardim.globo.com/Revista/Common/0,,EMI164823-18069,00-ENCICLOPEDIA+DO+CHA.html" target="_blank">Enciclopédia do chá</a></p>
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		<title>Medidas do pescoço e da cintura podem indicar excesso de gordura</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2010/07/20/circunferencia-cintura-pescoco-problemas-metabolicos/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 12:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brunno Elias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O IMC é contestado como melhor medida para aferição da obesidade. Estudo comprovou que a medida do pescoço é mais indicado para se identificar problemas metabólicos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/imc.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-11790" title="O IMC pode não ser a melhor maneira de verificar a obsidade" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/imc.jpg" alt="" width="400" height="394" /></a>Você já leu aqui no <strong>Papo de Gordo</strong> que o Índice de Massa Corporal, o popular IMC, <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/06/24/largue-a-calculadora-e-pegue-a-fita-metrica/" target="_blank"> vem sendo contestado em seu posto como melhor medida para aferição da <em>obesidade</em></a>. Pois um estudo publicado na revista <em>Pediatrics </em>colocou mais concorrentes nessa disputa ao comprovar que a  medida do pescoço é a mais indicada forma para se identificar o excesso de <em>gordura  corporal</em>.</p>
<p>A pesquisa avaliou mil crianças e jovens quanto ao peso corporal, altura, circunferência de cintura e pescoço, além da pressão arterial.</p>
<p>Isso porque a <em>gordura visceral</em> tem se mostrado como responsável por muitos efeitos negativos à saúde. A alta deposição dela junto a órgão internos facilita que ocorra a resistência à <em>insulina</em> (levando ao Diabetes), <em>hipertensão arterial</em> e à própria <em>obesidade</em>.</p>
<p>Já a circunferência de pescoço também se relacionou com a <em>hipertensão arterial</em> e à apnéia (pausas na respiração durante o sono), apontando a necessidade de tratamentos médicos.</p>
<p><a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/medidas2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-11793" title="Pesquisa revela as medidas ideais" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/medidas2.jpg" alt="" width="300" height="382" /></a>Porém, é importante lembrar que a circunferência de pescoço deve levar em conta alguns fatores. Isso porque o <em>acúmulo de gordura</em> pode ser central (<em>andróide</em>) ou periférico (<em>ginóide</em>).</p>
<p>Nos homens, normalmente, a <em>gordura</em> é depositada na região central do tronco, o que pe denominado <em>andróide</em>. Assim, o corpo fica com aparência de uma maçã. Nesses casos, a medida do pescoço é eficaz.</p>
<p>Já se a deposição de <em>gordura</em> é do tipo <em>ginóide</em>, o que ocorre normalmente nas mulheres (do tipo pêra), a medida do pescoço pode ser um indicador não muito confiável no que diz respeito a problemas metabólicos.</p>
<p>Por tudo isso, a atual diretriz tanto para médicos, como para nutricionistas, educadores físicos e outros  profissionais da saúde é escolher avaliações adequadas para cada caso e interpretá-las de acordo com cada paciente.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>Fontes:</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/763809-perimetro-do-pescoco-e-mais-preciso-que-imc-para-detectar-obesidade-diz-pesquisa.shtml" target="_blank">Perímetro do pescoço é mais preciso que IMC para detectar obesidade, diz pesquisa. </a></p>
<p><a href="http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/obesidade/causaseconsequenciasdaobesidade.htm" target="_blank">Obesidade.</a></p>
<p><a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/06/24/largue-a-calculadora-e-pegue-a-fita-metrica/" target="_blank">Largue a calculadora e pegue a fita métrica.</a></p>
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		<title>Esse é pra você, seu neurótico!</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2010/06/05/esse-e-pra-voce-seu-neurotico-estresse/</link>
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		<pubDate>Sat, 05 Jun 2010 20:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Tapioca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O mundo de hoje faz com que as pessoas fiquem estressadas com muita facilidade. Veja a opinião de Dr. Tapioca sobre o assunto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1618" title="Seu Dotô!, por Dr. Tapioca" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/tapioca_vinheta.jpg" alt="Seu Dotô!" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-9684" title="Workaholic" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/workaholic.jpg" alt="" width="250" height="343" />Em minha opinião, a doença do milênio não é a <em>Aids</em>, nem a <em>Influenza A H1N1</em>, e muito menos a <em>obesidade</em>. A doença do milênio é o <em>estresse</em>! O corre-corre, a pressa eterna, o excesso de trabalho com pouco tempo para realizá-lo, o aumento das obrigações e responsabilidades, tudo isso junto tem levado a humanidade a um estado de <em>nervosismo</em> perene. Temos carregado muita coisa nas costas (lá ele) e o peso se faz sentir com as enxaquecas, insônia, palpitações, taquicardias, dores musculares, hipertensão, falta de paciência, agressividade e por aí vai.</p>
<p>Vivemos num mundo de <em>alta velocidade</em>, internet banda larga, correio eletrônico, barbeador elétrico, forno micro-ondas&#8230; Tudo para nos dar mais tempo para nós mesmos. Só que, ao invés de desfrutarmos desse &#8220;tempo extra&#8221;, preferimos vendê-lo ao nosso empregador/contratante acumulando mais funções. O pior é que, se não o fizermos, alguém faz no nosso lugar e perdemos o <em>emprego</em>, sobrando muito mais tempo e bem menos dinheiro. O monstro do <em>capitalismo</em> é insaciável e, por isso, temos que produzir riquezas desenfreadamente, caso contrário vem outra crise mundial e o <em>estresse</em> aumenta ainda mais. Ou seja, nos transformamos em escravos de nós mesmos (nos cobrando cada vez mais) e do mercado duas vezes, pois somos escravizados pela <em>produção</em> (no trabalho) e pelo <em>consumo</em> (quem nunca se apertou pelo menos uma vez para comprar um produto ou equipamento “de marca boa” que tanto almejava?).</p>
<p>A carga horária excessiva por causa da necessidade de aumentar a renda ou pelo crescimento <em>profissional</em> (trabalho + estudo) tem nos levado a apresentar sintomas típicos dos <em>neuróticos</em>, como fobias e paranoia. Vivemos achando que o colega de trabalho quer passar a perna na gente, que o patrão está insatisfeito com o trabalho, que a mulher/marido está “lavando roupa pra fora” e que os vizinhos implicam com a gente. Como mecanismo de defesa, usamos a transferência: dizemos que o colega é um <em>workaholic</em> filho da mãe e não deve ter vida social, pois só pensa no trabalho, que o patrão é um carrasco que deixaria Hitler no chinelo, que a esposa é uma ingrata que não valoriza nosso esforço para botar comida na mesa e que o vizinho é invejoso, gentinha, sem classe, mal-educado, viado e corno (quem é que está implicando agora?). Fazendo-os parecer piores, nos sentimos melhores, mas será que o problema é com eles ou conosco? Quando perdemos a <em>paciência</em> e agredimos verbalmente quem está do nosso lado será que fomos realmente provocados ou não temos mais nem um grãozinho de tolerância?</p>
<p>Outra forma muito comum de demonstrar que o <em>estresse</em> está realmente afetando alguém é a <em>somatização</em> (manifestar um problema psíquico através de sintomas físicos). Queixas como (no popular) dor no peito, falta de ar, “aperto no coração”, tremores nas mãos, secura na boca e “coração disparado” são muito frequentes em pacientes com estafa. Alguns sintomas <em>neurológicos</em>, como amnésia (não aquela de desenho animado que faz o cara esquecer o próprio nome, mas sim esquecer compromissos, obrigações, abrir o armário e esquecer o que ia pegar, etc.), paralisia facial (a boca entorta para o lado) e até perda da fala também ocorrem. E esses pacientes são quem mais se angustiam, pois não aceitam que se trata de um problema puramente psicossocial e acabam realizando inúmeros exames, todos negativos. Inconformados, reclamam do <em>médico</em>, da clínica, do laboratório, dizem que todo mundo é incompetente, já que “não descobre o que é que ele tem”. O problema é que o <em>diagnóstico</em> já está feito, ele que não aceita.</p>
<p>Além de causar problemas, o <em>estresse</em> pode agravar doenças preexistentes como hipertensão, obesidade, diabete, transtornos menstruais, entre outros. Isso dificulta muito o controle dessas mazelas, pois quando o paciente está sobrecarregado no trabalho o <em>médico</em> se vê obrigado a aumentar as doses da medicação para diminuir os sintomas e os riscos de infarto ou AVC. Porém, quando o cara está relaxado, a dose do fármaco torna-se relativamente alta, levando a efeitos indesejáveis e temos que corrigir a prescrição novamente. Isso é péssimo tanto pro médico quanto para o paciente, muitas vezes levando a uma relação difícil entre os dois.</p>
<p>O <em>mundo moderno</em> é um verdadeiro vampiro que nos suga até secarmos, mas para que ele não nos destrua precisamos rever prioridades e moderar nossas tarefas. Temos que avaliar a real necessidade de viver em grandes centros com um trânsito caótico, grades, assaltos e violência. Que tal mudar-se para uma cidade um pouco menor com melhor qualidade de vida? Precisa-se pesar se vale a pena aumentar a renda com uma carga horária incompatível com a vida. Não seria melhor rever os gastos e se adaptar ao seu salário? Saúde é muito cara e paz não tem preço. Reveja seus princípio e pense em você um pouco, só pra variar.</p>
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		<title>Tratamento da obesidade</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2010/04/15/tratamento-da-obesidade/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 20:15:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Tapioca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entenda um pouco mais sobre os tratamentos da obesidade e suas indicações para cada tipo de pessoa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1618" title="Seu Dotô!, por Dr. Tapioca" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/tapioca_vinheta.jpg" alt="Seu Dotô!" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-8401" title="Tratamento da obesidade" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/obeso.jpg" alt="" width="240" height="222" />Falamos muito sobre <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/tag/remedios-para-emagrecer" target="_blank">medicações contra obesidade essa semana</a>, tanto que gerou até um <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/04/15/papo-de-gordo-39-remedios-para-emagrecer-sibutramina-xenical-metanfetamina" target="_blank">episódio do podcast</a> (que vai ao ar daqui a pouco, às 21h). Para fechar o assunto, gostaria de fazer alguns esclarecimentos.</p>
<p>Em primeiro lugar, é bom lembrar que nem todo mundo precisa usar medicações moderadoras do apetite para emagrecer. Algumas pessoas que só querem tirar gordura localizada podem fazer uso apenas de dieta e exercícios e, às vezes, de alimentos ou suplementos <a href="http://www.corpoperfeito.com.br/ce/termogenicos" target="_blank">termogênicos</a>, que aumentam o metabolismo “queimando” mais rapidamente a gordura. Esses suplementos são mais utilizados por nutricionistas associados à reeducação alimentar.</p>
<p>Cada grupo de medicamento é indicado para cada tipo de pessoa e sua forma de obesidade. A grosso modo, poderíamos dizer que os compulsivos alimentares se beneficiariam com inibidores e moderadores de apetite; para os que já fazem uma dieta regular, querendo diminuir a absorção das gorduras ocultas (aquelas presentes nos alimentos mas que a gente não vê), recomenda-se o orlistate; no caso dos pacientes obesos mórbidos (IMC ≥ 40 kg/m² ou ≥ 35 kg/m² com com morbidades associadas à obesidade), geralmente o tratamento é cirúrgico para evitar os riscos de complicações, principalmente cardiovasculares.</p>
<p>É necessário lembrar que a obesidade geralmente é consequência de fatores genéticos, psicossociais e/ou endócrinos (hipotireoidismo, por exemplo), sendo necessário tratar a causa para não cair no chamado “efeito sanfona”. Por isso se fala tanto em acompanhamento multidisciplinar, que consiste em tratamento médico, reeducação alimentar indicada por nutricionista, terapia com psicólogo e treinamento físico supervisionado por educador físico.</p>
<p>Sempre tenha em mente que cada caso é um caso. O que é bom pro seu vizinho pode ser ineficaz pra você. Se quiser perder peso procure um profissional especializado no assunto e siga corretamente as orientações para emagrecer com saúde e manter o peso ideal, pois obesidade é, em geral, uma doença crônica e seu tratamento deve ser de longo prazo.</p>
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		<title>Usar sibutramina é bom ou ruim?</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2010/04/13/usar-sibutramina-e-bom-ou-ruim/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Apr 2010 00:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Tapioca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Saiba o posicionamento oficial de vários órgãos de saúde do mundo todo sobre os prós e contras da sibutramina.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1618" title="Seu Dotô!, por Dr. Tapioca" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/tapioca_vinheta.jpg" alt="Seu Dotô!" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-8358" title="Usar sibutramina é bom ou ruim?" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/sibutramina2.jpg" alt="" width="300" height="300" />O interesse sobre a sibutramina vem crescendo muito desde que a EMEA (European Medicines Agency) <a href="http://www.ema.europa.eu/pdfs/human/referral/sibutramine/3940810en.pdf" target="_blank">proibiu o uso, prescrição e comercialização desta substância em toda a União Europeia</a> em 21 de janeiro de 2010. Tudo isso devido aos resultados do estudo SCOUT (Sibutramine Cardiovascular Outcome Trial), que revelou um aumento do risco cardiovascular associado ao uso desta medicação nos pacientes estudados. A FDA (<a href="http://www.fda.gov/Safety/MedWatch/SafetyInformation/SafetyAlertsforHumanMedicalProducts/ucm198221.htm" target="_blank">Food and Drug Admnistration</a>) e a ANVISA (<a href="http://portal.anvisa.gov.br/wps/portal/anvisa/informetecnico/!ut/p/c5/hY2xCsIwGISfSP5TTDLXik2qJoqDbRZJpYRC2jiI0Lc33UQs3o3fHR9ZSh3cq_Pu2cXBBarI8lteZHItDgD4JocqmObsbFAwlng9y2FWf94lWR9ikzzXyfyxNVIDyojjvjxtAbn84j9ME8dMMpCWsW-pJivmLZzq0Hp3H-nRV-NFLXZvuxU_9A!!/dl3/d3/L0lDU0lKSWdra0EhIS9JTlJBQUlpQ2dBek15cUEhL1lCSlAxTkMxTktfMjd3ISEvN19DR0FINDdMMDBHMTg3MEk4RzVGQlVDMzBWMQ!!/?WCM_PORTLET=PC_7_CGAH47L00G1870I8G5FBUC30V1_WCM&amp;WCM_GLOBAL_CONTEXT=/wps/wcm/connect/anvisa/anvisa/informes+tecnicos/alertas+de+farmacovigilancia/20100128+0001" target="_blank">Agência Nacional de Vigilância Sanitária</a>) também se manifestaram contraindicando a droga para pacientes com história de doenças cardio e cerebrovasculares (infarto, angina, coronariopatias, AVC, insuficiência cardíaca, arritmia, hipertensão descontrolada, doença arterial periférica) ou pacientes diabéticos com sobrepeso ou obesidade com mais algum fator de risco cardiovascular (hipertensão, dislipidemia, etc).</p>
<p>Antes de decidir quem está certo e quem está errado, vamos primeiro avaliar o tal do SCOUT. Esse estudo avaliou durante 6 anos cerca de 10 mil pessoas com 55 anos ou mais e história de doença cardiovascular ou diabetes tipo 2 com um fator de risco cardiovascular adicional, ou seja, gente para quem eu (e provavelmente nenhum médico conhecedor dos riscos da droga) prescreveria sibutramina. O risco desses pacientes já era tão alto que 10% dos usuários de placebo apresentaram eventos cardiovasculares graves como infarto, AVC, parada cardíaca e morte. Ainda assim, o estudo comprovou que os pacientes que usaram sibutramina tiveram um aumento de 16% no risco de complicações cardiovasculares em comparação ao grupo controle. Na minha opinião, o SCOUT &#8220;choveu no molhado&#8221;, já que só colocou em números o que já se sabia. Existem outros estudos anteriores que comprovaram a eficácia e segurança da sibutramina, salvo as contraindicações, mas como o SCOUT foi um ensaio clínico maior e mais longo, chamou mais atenção. O ideal era um estudo das mesmas proporções com pacientes obesos sem história de doenças cardiovasculares.</p>
<p>Sabe o que os médicos acham disso? A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) é <a href="http://www.endocrino.org.br/posicionamento-oficial-sibutramina-obesidade/" target="_blank">a favor do uso racional da sibutramina</a> por médicos com experiência no tratamento da obesidade e convoca os órgãos regulatórios a reforçar a advertência de não utilizar essa substância em pessoas com problemas cardiovasculares graves. A Sociedade Brasileira de Diabetes <a href="http://www.diabetes.org.br/component/content/article/45-noticias-em-destaque/1141-comunicado-sociedade-brasileira-de-diabetes-sibutramina" target="_blank">concorda com a FDA</a> em contraindicar a medicação para pacientes com história de doença cardio e cerebrovasculares, mas acha desnecessária a proibição do uso. A presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Dra. Manuela Carvalheiro, em entrevista à TSF, <a href="http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=1476520" target="_blank">afirmou que o estudo SCOUT é contraditório</a>, pois incluiu apenas pacientes que a priori não deveriam utilizar o fármaco e lamentou que a partir de agora os médicos deixem de ter uma ferramenta realmente eficaz no tratamento da obesidade. No site da SBEM há uma enquete para médicos onde mais de 76% admitem que prescreveriam a medicação, pois ela é segura.</p>
<p>Ai vem as dúvidas: A final de contas, sibutramina faz bem ou faz mal? Posso tomar ou não? São perguntas que precisam ser analisadas individualmente e só seu médico pode respondê-las. A minha posição oficial é igual ao da SBEM: pode-se usar sim, mas com manejo clínico de um profissional experiente que conheça a droga, seu mecanismo de ação, seus riscos e benefícios. O importante é nunca se automedicar e <strong>sempre</strong> procurar um médico.</p>
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		<title>Pílulas para emagrecer</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Apr 2010 18:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Tapioca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Conheça os prós e contras dos mais conhecidos remédios para emagrecer, como anfetaminas, sibutramina e orlistate, entre outros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1618" title="Seu Dotô!, por Dr. Tapioca" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/tapioca_vinheta.jpg" alt="Seu Dotô!" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-8274" title="Pílulas para emagrecer" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/pilulas.jpg" alt="" width="275" height="178" />O tratamento farmacológico da obesidade avançou muito nos últimos anos e se popularizou rapidamente. Afinal, quem não quer emagrecer sem fazer esforço? Só que, à medida em que as drogas vão sendo lançadas, vão também surgindo polêmicas sobre seus efeitos colaterais. Algumas são tarjadas como psicotrópicos, outras são tiradas do mercado e há aquelas que são rejeitadas socialmente.</p>
<p>As primeiras substâncias usadas como anorexígenos foram as anfetaminas. Sintetizadas pela primeira vez em 1887, eram utilizadas inicialmente como descongestionante nasal. Elas agem no sistema nervoso central aumentando a produção de noradrenalina e dopamina, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Neurotransmissor" target="_blank">neurotransmissores</a> que agem no centro da fome, localizado no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipot%C3%A1lamo" target="_blank">hipotálamo</a>. Com isso, inibem o apetite e aumentam a sensação de saciedade. No entanto, também provocam constipação intestinal, insônia, agitação psicomotora, irritabilidade, ansiedade, dor de cabeça, secura na boca, taquicardia, hipertensão e diminuição da libido. Por serem psicotrópicos, podem causar dependência, tolerância (necessidade de doses mais altas com o tempo para manter o mesmo efeito) e crise de abstinência quando interrompido abruptamente. Devido a isso, são medicamentos tarja preta e só podem ser comprados com receita azul, sendo ilegal o uso sem acompanhamento médico adequado.</p>
<p>As anfetaminas mais conhecidas no mercado são a anfepramona (Dualid® e Inibex®) e o femproporex (Desobesi® e Lipomax®). A metanfetamina não é utilizada no tratamento da obesidade devido ao seu grande efeito de excitação e sensação de poder e o alto grau de dependência. As anfetaminas são muito utilizadas (ilicitamente) por caminhoneiros para dirigir durante a noite, chamadas de rebite ou arrebite (a depender da região) e foram usadas durante a 2ª Guerra Mundial pelo exército alemão e na Guerra da Coreia pelas tropas americanas para combater a fadiga da batalha.</p>
<p>Outra droga de ação menos agressiva é o orlistate (Xenical® e Lipiblock®). Ele praticamente não é absorvido e age somente no tubo digestivo inibindo as lipases, enzimas responsáveis pela digestão e absorção das gorduras. Dessa forma, diminui em 30% a assimilação da gordura ingerida, eliminando-a nas fezes. Os efeitos colaterais limitam-se a diarreia, esteatorreia (fezes gordurosas), flatulência com gotículas de gordura (um verdadeiro &#8220;<em>spray</em>&#8221; borrifando a roupa íntima) e cólicas intestinais. Obviamente, esses efeitos variam de intensidade a depender da quantidade de gordura ingerida pelo usuário, obrigando o cidadão a fazer uma dieta hipolipídica rigorosa.</p>
<p>O orlistate ainda beneficia os pacientes com propensão a desenvolver diabete tipo 2, diminuem o risco cardiovascular e reduzem os níveis de LDL-Colesterol (“colesterol ruim”), mas, mesmo sendo uma droga clinicamente segura e confiável, socialmente é rejeitada devido aos efeitos colaterais relatados acima, que embora sejam pouco agressivos à saúde, incomodam muito o dia-a-dia da pessoa.</p>
<p>Atualmente, o fármaco mais utilizado no combate à obesidade é a sibutramina (Plenty®, Reductil®, Sibus®, entre muitos outros, inclusive genéricos). Ela age inibindo a recaptação da serotonina e noradrenalina. Diferentemente das anfetaminas, ela não aumenta a síntese dos neurotransmissores, apenas diminui sua reabsorção. Inicialmente, se pensava que ela fosse ter um efeito antidepressivo como outros inibidores da recaptação da serotonina (fluoxetina, paroxetina, sertralina, etc), no entanto, os estudos não comprovaram sua eficácia nos transtornos do humor, mas sim uma diminuição da ingestão calórica devido a um aumento da saciedade (ação sobre o centro hipotalâmico da fome).</p>
<p>Como efeitos colaterais, apresenta dor de cabeça, secura da boca, insônia, lombalgia (dor nas costas), vasodilatação, taquicardia, palpitações, hipertensão, constipação intestinal, náuseas, dispepsia (queimação no estômago), vertigem, parestesia (dormências), dispnéia, sudorese, alteração do paladar e dismenorréia (transtornos menstruais). Um dado interessante apresentado em alguns estudos foi um número significativamente maior de casos de infecção de ouvido, sinusite e resfriado entre pacientes usuários do medicamento em relação a usuários de placebo, porém esses eventos foram de intensidade leve ou moderada, com duração limitada e sem relação com baixa de defesa do organismo.</p>
<p>A real preocupação da sibutramina são seus riscos cardiovasculares, aumentando em 16% a possibilidade de episódios graves em pacientes com história de doença cardio e cerebrovasculares e em obesos diabéticos com mais um fator de risco cardiovascular (hipertensão, dislipidemia, história familiar). Por esse motivo, foi <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/01/27/sibutramina-proibida-ou-nao/" target="_blank">suspenso o uso deste fármaco na Europa</a> e houve um aumento da preocupação dos órgãos regulatórios nos EUA e no Brasil, <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/03/30/anvisa-exigira-mais-controle-de-venda-da-sibutramina-jornal-hoje/" target="_blank">ampliando as contraindicações desta droga</a>, sendo que aqui ela só pode ser vendida com receita de controle especial (“receita azul”).</p>
<p>Pra não dizer que eu não falei de Acomplia® (rimonabanto), medicação proibida no Brasil desde outubro de 2008, quero apenas informar que se tratava de uma droga que teve um grande impacto no seu lançamento, mas foi rapidamente tirada do mercado mundial devido a estudos que revelaram que os usuários apresentavam o dobro de risco de desenvolver problemas psiquiátricos, como ansiedade e depressão, comparado àqueles que não utilizaram o produto.</p>
<p>A medicação antiobesidade perfeita, aquela que permite comer tudo e faz emagrecer sem esforço e sem efeitos adversos, não existe. O tratamento ideal deve ser multidisciplinar (com médico, nutricionista, psicólogo e educador físico), individualizado (decide-se o que é melhora para cada paciente) e o uso de medicações deve ser acompanhado de perto por um profissional experiente. Nunca se automedique, os riscos à saúde não compensam os quilos a menos.</p>
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		<title>O post que virou fórum (FAQ sobre sibutramina)</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2010/04/07/tudo-sobre-sibutramina-perguntas-e-respostas-faq/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 20:30:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Tapioca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tire suas dúvidas sobre a sibutramina, suas vatanges e desvantagens, com o FAQ (perguntas e respostas) especial do Dr. Tapioca.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1618" title="Seu Dotô!, por Dr. Tapioca" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/tapioca_vinheta.jpg" alt="Seu Dotô!" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-8233" title="Perguntas e respostas sobre a sibutramina" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/sibutramina_duvidas.jpg" alt="" width="270" height="201" />O excelente <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/07/25/sibutramina-os-pros-e-os-contras/" target="_blank">texto do Bruno Mendonça sobre a sibutramina</a>, publicado em 25 de julho de 2009, gera comentários até hoje e se transformou praticamente em um &#8220;fórum&#8221; sobre o uso dessa substância.</p>
<p>Lendo os diversos comentários, Dudu Sales (proprietário deste pardieiro) percebeu que muitas pessoas apresentavam dúvidas que deveriam ser respondidas por uma pessoa altamente capacitada e com vasto conhecimento técnico sobre o assunto. Como não encontrou ninguém com essas qualidades, apelou pra mim mesmo.</p>
<p>Respondi na seção de comentários várias dessas perguntas e como acredito que se tratem de dúvidas comuns a muita gente, resolvi transformá-las em um texto no estilo FAQ (perguntas e respostas).</p>
<p><em>1 &#8211; Se eu parar de tomar sibutramina, volto a engordar (“efeito sanfona”)?</em><br />
R: Se está usando sem orientação, sim. É preciso ter acompanhamento especializado para reeducar a alimentação. Só remédio não resolve.</p>
<p><em>2 &#8211; Sibutramina é tarja preta? Posso comprar sem receita?</em><br />
R: Até 30 de março não era tarja preta, mas só podia ser vendida com retenção da receita. Recentemente, <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/03/30/anvisa-exigira-mais-controle-de-venda-da-sibutramina-jornal-hoje/" target="_blank">tornou-se medicação de controle especial (tarja preta)</a> e só pode ser vendida com receita azul.</p>
<p><em>3 &#8211; Sibutramina aumenta a pressão?</em><br />
R: Sim, em alguns pacientes pode haver aumento pressórico. Se você é hipertenso, só pode usar se estiver bem controlado e sob orientação de um médico. É preciso vigiar a pressão e a frequência cardíaca sempre que usar a droga.</p>
<p><em>4 &#8211; Posso comprar sibutramina pra mim com a receita da minha amiga?</em><br />
R: De jeito nenhum! Ao prescrever a medicação para sua amiga o médico fez uma avaliação risco/benefício para o tratamento <strong>dela e só dela</strong>, inclusive com a dosagem ideal <strong>para ela</strong>. Não dá para extrapolar essa avaliação para todos do círculo de amizade dessa pessoa.</p>
<p><em>5 &#8211; Tomando sibutramina, eu preciso fazer ginástica e dieta pra emagrecer?</em><br />
R: Sim, claro. A medicação é um adjuvante do tratamento. É preciso exercícios, dieta e tratamento psicológico para alcançar o objetivo, que é manter o peso ideal sem a necessidade de comprimidos. Ou você quer tomar remédio para o resto da vida?</p>
<p><em>6 &#8211; Quais os efeitos colaterais mais comuns da sibutramina?</em><br />
R: Além da pressão alta (já referida acima), no início do tratamento os pacientes geralmente referem-se cefaleia (dor de cabeça), náusea, tontura, boca seca, sudorese, taquicardia (coração acelerado), constipação intestinal, alterações de humor e insônia. Em geral, esses sintomas desaparecem em torno de 15 dias após o início do tratamento, mas, se persistirem, o médico deve ser informado.</p>
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<p><em>7 &#8211; Qual a dosagem que deve ser usada?</em><br />
R: A depender de cada caso, usa-se de 10mg a 15mg. Estudos mostram que doses superiores a essas só aumentam os efeitos adversos, sem incremento da eficácia. Então, nada de tomar dois ou três comprimidos de uma vez. Você só vai estar se prejudicando. Como sempre, o correto é seguir precisamente a orientação de seu médico.</p>
<p><em>8 &#8211; Quais as contraindicações da sibutramina?</em><br />
R: Hipersensibilidade (alergia ao medicamento), usuário de IMAO (inibidor da monoaminooxidase), passado de bulimia ou anorexia nervosa, gravidez, lactação, hipertensão não controlada, história de doenças cardio e cerebrovasculares e diabete tipo 2, com sobrepeso ou obesidade e ligada a mais um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.</p>
<p><em>9 &#8211; Tem idade certa pra usar sibutramina?</em><br />
R: Sim. A substância ainda não foi devidamente estudada em pessoas com menos de 18 anos e mais de 65 anos. Portanto, deve ser evitada nessas faixas etárias.</p>
<p><em>10 &#8211; Posso beber álcool usando sibutramina?</em><br />
R: É contraditório. As bulas dizem que pequenas quantidades de álcool não afetam o desempenho psicomotor ou funções cognitivas, no entanto deve-se evitar abusos. Eu não recomendo a associação, pois não há estudos que garantam a segurança neste aspecto.</p>
<p><em>11 &#8211; Qual a diferença da sibutramina “de marca”, a genérica e a manipulada?</em><br />
R: Em teoria não há diferença alguma, já que utilizam a mesma substância. No entanto, sabemos que a fiscalização em nosso país é precária e ninguém garante que certas medicações realmente apresentem o princípio ativo na dosagem que informam. Recomendo usar uma boa marca (mesmo no caso de medicação genérica) ou procurar uma farmácia de manipulação de confiança.</p>
<p><em>12 &#8211; Sibutramina causa infarto e derrame?</em><br />
R: Ela aumenta o risco de complicações cardio e cerebrovasculares e em pacientes suscetíveis pode, sim, causar tanto infarto quanto derrame.</p>
<p>Para encerrar, gostaria de dizer que fiquei preocupado com alguns depoimentos de pessoas que não se preocupam de forma alguma com os riscos e que conseguem a medicação de forma ilícita (comprando sem receita em outros países e até mesmo aqui no Brasil), usando sem nenhuma supervisão profissional e baseadas em informações de origem duvidosa. Não só estão colocando em risco a própria vida como estão estimulando outras pessoas a seguirem o mesmo caminho. Tenha responsabilidade e <strong>só use medicação sob orientação médica</strong>.</p>
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		<title>Medicina ortomolecular: verdade ou charlatanismo?</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2010/03/26/medicina-ortomolecular-verdade-ou-charlatanismo/</link>
		<comments>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2010/03/26/medicina-ortomolecular-verdade-ou-charlatanismo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Mar 2010 18:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Tapioca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entenda o que é medicina ortomolecular, desde sua origem até a maneira como ela é desenvolvida hoje em dia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1618" title="Vinheta Seu Dotô!" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/tapioca_vinheta.jpg" alt="Seu Dotô!" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-7807" title="Medicina ortomolecular" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/ortomolecular.jpg" alt="" width="250" height="343" />Há vários anos a busca por terapias alternativas (que não envolvam drogas ou procedimentos invasivos) e os chamados “tratamentos naturais” têm crescido e se variado bastante. Uma dessas terapias recentemente voltou ao foco devido a uma reportagem no Fantástico exibida em 21 de março de 2010. Mas o que realmente é <strong>medicina ortomolecular</strong> e o que ela prega?</p>
<p>A história da medicina ortomolecular vem desde a década de 1960, quando <a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u622.jhtm" target="_blank">Linus Pauling</a> avaliou os dados de um trabalho científico do psiquiatra Abraham Hoffer, que conseguiu diminuir o tempo de internação de esquizofrênicos com o uso de doses elevadas de vitamina B3. Daí, iniciou-se uma série de especulações sobre a ação de megadoses de vitamina nas doenças e sobre a saúde do indivíduo. Em 1968, baseado nos estudos de Hoffer, Pauling (graças a seu prestígio) publicou na revista <em>Science</em> um artigo chamado “Psiquiatria Ortomolecular”, surgindo assim o nome ainda utilizado até hoje e que significa, segundo o próprio Pauling, “molécula certa no lugar certo” (ORTO = certo).</p>
<p>Linus Pauling foi um gênio, um dos maiores químicos do último século. Ele ganhou dois prêmios Nobel, um de Química, pelo seu trabalho explicando a natureza das ligações químicas, e outro da Paz, pela sua luta contra o uso da energia nuclear para fins bélicos. Nenhum deles foi dado pela sua fixação por vitaminas ou por trabalhos no campo da medicina ortomolecular, então, que me desculpe o presidente da <a href="http://www.medicinacomplementar.com.br/" target="_blank">Associação Brasileira de Medicina Complementar (ABMC)</a>, dr. José de Felippe Jr., quando citou em entrevista ao Fantástico os dois Nobel de Pauling como forma de aprovação da terapia alternativa. Não é porque o cara soube explicar como os átomos se ligavam para formar moléculas que ele vai me dizer que megadoses de vitaminas podem curar Aids e câncer e eu tenho que aceitar isso assim numa boa.</p>
<p>Atualmente o termo &#8220;ortomolecular&#8221; tem sido substituído por &#8220;biomolecular&#8221;, segundo a ABMC. Este último é mais justo e sincero, pois significa “a bioquímica aplicada à clínica”. Essa prática se baseia na luta contra os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Radical_livre" target="_blank">radicais livres</a>, que são basicamente pedaços de moléculas altamente reativos que aceleram o envelhecimento celular e são produzidos em maior quantidade em certas circunstâncias (estresse, por exemplo). Já se sabe que o uso regular de antioxidantes (vitaminas C e E, principalmente) pode diminuir os danos causados pelos radicais livres. O que se questiona é o excesso dessas vitaminas e outros minerais prescritos pelos profissionais adeptos da prática biomolecular. Prega-se também o combate à intoxicação por minerais tóxicos (chumbo, mercúrio, alumínio, etc.), que também provocariam desequilíbrio bioquímico, deteriorando a saúde do indivíduo. A identificação desses minerais, seus excessos e suas carências são diagnosticados pelo contraditório Mineralograma Capilar (tiram alguns fios do seu cabelo e mandam para os EUA pra examinar). Outro exame questionável é a avaliação da gota de sangue, onde se “veria” o radical livre e sua ação maléfica nas células sanguíneas.</p>
<p>O Conselho Federal de Medicina (CFM), em sua <a href="http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/cfm/2010/1938_2010.htm" target="_blank">resolução 1938/2010</a>, regulariza a prática da terapia ortomolecular/biomolecular, com várias ressalvas: não aprova o uso do mineralograma capilar (estudo do fio de cabelo) nem a análise de gota espessa (teste da “gota de sangue”) como forma de diagnóstico de carência nutricional ou desequilíbrio bioquímico (posto que esses métodos não são comprovados cientificamente); não se deve usar megadoses de vitaminas ou minerais como forma de tratamento; proíbe o uso de EDTA (ácido etilenodiaminotetracético) e procaína (anestésico) como forma de terapia antienvelhecimento, anticâncer, antiarteriosclerose ou voltadas para patologias crônicas degenerativas; entre outras proibições. O que o CFM aprova como terapia ortomolecular/biomolecular é: correção nutricional e de hábitos de vida; reposição medicamentosa das deficiências de nutrientes (quando comprovada sua deficiência); remoção de minerais, quando em excesso (ex.: ferro, cobre), ou de minerais tóxicos (ex.: chumbo, mercúrio, alumínio), agrotóxicos, pesticidas ou aditivos alimentares. E só! O resto, segundo o CFM, é balela e não tem fundamento científico.</p>
<p>Sobre a reportagem do Fantástico, na verdade eu achei muito sensacionalista e extremamente tendenciosa. Procuraram uns médicos charlatões que visivelmente queriam só pegar o dinheiro do paciente, pouco se preocupando com seu bem-estar ou mesmo com a melhora dos sintomas. Um cara que me diz que viu num microscópio óptico um “cristal de colesterol com uma cândida (fungo) em cima” não merece meu respeito nem meu comentário. Era pra paciente se levantar e sair sem nem dizer adeus. Outra diz que viu um micoplasma (tipo de bactéria) no sangue da paciente, explicando que se tratava de um “fungo que aumenta a vontade de comer doce”. Essa no mínimo dormiu com o professor de microbiologia pra não repetir a matéria. Uma terceira viu um radical livre (uma molécula extremamente minúscula) usando um microscópio óptico. Nem se ela usasse a Espada Justiceira e o Olho de Thundera conseguiria ver. Vai ser culhudeira assim lá adiante! São situações esdrúxulas, completamente absurdas, com profissionais selecionados a dedo para dar uma matéria chocante e deixar todo mundo de boca aberta, mas que, com isso, destruiu a imagem da terapia ortomolecular/biomolecular.</p>
<p>Vamos usar um paralelo: Há um caso verídico de um profissional médico, ultrassonografista (não sou eu, viu?) que, quando o paciente chega meio tristonho, reclamando da vida, com a moral baixa, ele passa o transdutor na cabeça do pobre coitado e diz que está vendo “a depressão crescendo dentro da cabeça do cidadão”. Fale sério, se o Fantástico coloca uma reportagem dessas no ar, no outro dia todo mundo ia dizer que ultrassom é charlatanismo, que nenhum profissional dessa área prestava, que era tudo trambiqueiro e por aí vai.</p>
<p>O que eu acho é o seguinte: profissional ruim tem em toda parte e não podemos generalizar. Não é por causa de umas maçãs podres que vamos jogar fora todo o saco. Confesso que eu não acredito na eficácia da terapia ortomolecular/biomolecular. Na verdade, acho que tá mais pra modismo . Os trabalhos apresentados sobre essa prática são geralmente baseados em intuições e deduções forçadas, sendo que nada está muito bem fundamentado do ponto de vista científico. Mas isso é minha opinião e ninguém é obrigado a concordar, assim como eu não concordo com essa caça às bruxas que estão criando. Se for no intuito de trazer uma melhora do quadro clínico do paciente e não prejudicar sua saúde de forma alguma, então por mim tá na boa! Você acredita? Leu sobre o assunto e acha que é bom pra você? É seu direito, vai nessa! Mas lembre-se sempre de procurar um profissional sério e competente, seja para ortomolecular/biomolecular, homeopatia, alopatia, acupuntura, etc.</p>
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		<title>Ao doutor com carinho</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2009/12/19/ao-doutor-com-carinho/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Dec 2009 17:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Tapioca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A coisa mais comum ao se tornar médico do interior é a tradicional oferta de presentes. Basta cair na graça da comunidade para começar a receber desde uma muda de erva medicinal até uma porca prenhe. Com a aproximação do Natal aumenta a quantidade de mimos que recebemos dos nossos amados pacientes. Desde a época [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1618" title="Vinheta Seu Dotô!" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/tapioca_vinheta.jpg" alt="Seu Dotô!" /></p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/presente.jpg" alt="Presente" title="Presente" class="alignright size-full wp-image-5703" />A coisa mais comum ao se tornar <em>médico</em> do interior é a tradicional oferta de <em>presentes</em>. Basta cair na graça da comunidade para começar a receber desde uma muda de <em>erva medicinal</em> até uma porca <em>prenhe</em>. Com a aproximação do <em>Natal</em> aumenta a quantidade de mimos que recebemos dos nossos amados pacientes.</p>
<p>Desde a época que eu trabalhava em <em>Salvador</em>, em clínicas de bairro, ainda recém formado e com pouca experiência, já recebia uns presentinhos aqui e ali. Certa vez me foi ofertado uma correntinha com um <em>pingente</em>, ambos em ouro, por uma paciente que nem tinha muita condição financeira. Fiquei sem graça de receber, ainda mais porque nessa época eu só estava acostumado a ganhar saquinhos de <em>sequilhos</em> caseiros, doces, pasteizinhos (o que me ajudou a construir esse corpinho de hoje), mas sabia que negar seria uma grande desfeita. Foi meu primeiro grande <em>presente</em> e nunca me esqueci dele.</p>
<p>As pessoas quando gostam do <em>médico</em> se esforçam além da conta pra presenteá-lo com algo do “nível dele”. Isso às vezes nos deixa até constrangidos, pois sabemos que elas gastaram até o que não podiam para nos comprar aquela <em>lembrança</em>. Tem um colega meu que atendia uma paciente que tinha verdadeira paixão por ele e só dava presentes caro, como camisa de seda, perfume importado, carteira de couro e por aí vai. A mulher dele ficava até desconfiada, achando que o marido estava fazendo algo “além da obrigação”, mas quando conheceu a <em>paciente</em>, uma senhora de seus setenta e poucos anos, viu que não passava de um amor maternal.</p>
<p>Já perdi a conta de quantos presentes eu já recebi, galinhas mesmo foram umas 50 ou mais. Uma vez me deram um pato vivo, pena que eu não pude levar pra casa, pois era em outro município e eu estava com o Uno Mille do meu sogro e o pato iria, digamos, sujar o carro todo na viagem de volta. Já ganhei banana pra dar com o pau, caju, <a href="http://images.google.com.br/images?gbv=2&#038;hl=pt-BR&#038;sa=1&#038;q=siriguela&#038;btnG=Pesquisar+imagens&#038;aq=f&#038;oq=&#038;start=0" target="_blank">siriguela</a>, <a href="http://images.google.com.br/images?gbv=2&#038;hl=pt-BR&#038;sa=1&#038;q=jabuticaba&#038;btnG=Pesquisar+imagens&#038;aq=f&#038;oq=&#038;start=0" target="_blank">jabuticaba</a>, laranja (se juntasse todas dava uns 20 centos), coco (afinal, estou na Bahia), camisa, canetas das mais diversas e mais uma porrada de outras coisas.</p>
<p>Muitas vezes recebo bebidas, já ganhei até <em>whisky</em>, mas o mais comum é ganhar uma <em>pinga</em> da boa. Se até o presidente é chegado numa destilada, quem sou eu pra não prestigiar esse fenômeno etílico nacional? Ganhei uma vez um litro de uma <em>cachaça</em> artesanal que vinha numa garrafinha pet de guaraná e juro que fiquei com medo de ter <em>metanol</em> dentro, mas como a pessoa que me deu era de confiança eu segurei na mão de Deus e fui (não tive nada até hoje). Recebi também uma garrafa da famosa <em>Babilônia</em>, cachaça muito conhecida aqui na região de <em>Amargosa</em>. Essa semana bateu o recorde, trouxeram para mim uma <em>branquinha</em> fabricada por um paciente meu que, graças à minha intervenção, não morreu de úlcera gástrica. O problema é que o cara encheu um garrafão de cinco litros e me mandou. Acho que ele quer passar a <em>úlcera</em> pra mim!</p>
<p>Por mais singelo que seja o <em>brinde</em>, ele sempre passa uma idéia de que você está fazendo um bom trabalho e merece o reconhecimento do seu <em>cliente</em>. O que não podemos permitir é que aquela lembrancinha se torne motivo de privilégios para um ou outro <em>paciente</em>, isso nunca, pois deixa de ser presente e se torna <em>suborno</em>!</p>
<p>Esse hábito de presentear os <em>médicos</em> é uma tradição que espero que perdure por muitos anos. A final de contas, quem não gosta de receber um <em>mimo</em> de vez em quando? Espero que neste <em>Natal</em> todos meus leitores, médicos ou não, recebam vários presentes e que no próximo ano nos encontremos muitas outras vezes.</p>
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		<title>Um toque para as gordinhas que querem ser mães</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Dec 2009 17:00:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Convidado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cá estou mais uma vez a me meter neste Papo de Gordo. Dessa vez quero abordar um assunto importantíssimo para todas as gordinhas que desejam ser mães. É fato que eu estou bem acima do meu peso e que isso, apesar de incomodar algumas vezes, nunca foi o grande problema da minha vida. Como vocês [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3856" title="Gorda Convidada" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordaconvidada.jpg" alt="Gorda Convidada" /></p>
<p>Cá estou mais uma vez a me meter neste <strong>Papo de Gordo</strong>. Dessa vez quero abordar um assunto importantíssimo para todas as gordinhas que desejam ser <em>mães</em>.</p>
<p>É fato que eu estou bem acima do meu <em>peso</em> e que isso, apesar de incomodar algumas vezes, nunca foi o grande problema da minha vida. Como vocês viram na <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/08/29/chega-pra-la-que-tem-gordinha-nesse-papo/" target="_blank">minha coluna anterior</a>, sou muito bem resolvida com o meu peso e meu corpo, me considero sim uma <em>gordinha yeah yeah</em>! Mas bastou eu descobrir que estava <em>grávida</em> e muita coisa mudou.</p>
<p>Foi desesperador ouvir em minha primeira consulta de <em>pré-natal</em> que, devido o meu excesso de <em>peso</em>, minha gestação seria de alto risco. Logo imaginei mil coisas, fiquei abatida, preocupada, nervosa. Mas a minha <em>médica</em> procurou me acalmar e disse que bastava eu seguir algumas instruções para ter uma <em>gravidez</em> tranquila.</p>
<p>Então passei a fazer uma série de <em>exames</em>, como toda <em>grávida</em>, e também a seguir uma dieta de reeducação alimentar. Resultado: em um mês eliminei (porque nunca é bom perder, vai que eu ache de volta, né?) quatro quilos. Fiquei feliz, pois a <em>médica</em> me disse que, devido o meu peso, não poderia engordar mais do que seis quilos em toda <em>gestação</em>, e olha que uma mulher de peso “normal” pode engordar até 13 quilos.  Enfim, fui me adaptando a um novo comportamento <em>alimentar</em>.</p>
<p>Quando achei que estava tudo bem e controladinho, descobri que, além do <em>bebê</em>, a gestação me trouxe outros “anexos”: <em>hipertensão</em> e <em>diabetes</em>. Isso mesmo, eu que sou gordinha há anos, nunca havia tido este tipo de problema, os médicos até riam comentando que eu sabotava os meus exames, que tinha resultados de gente <em>magra</em>. Menos mal.</p>
<p>Com a hipertensão e a diabetes, além dos cuidados diários de medicação e controle, tive que adotar uma nova <em>dieta</em>, eliminar uma série de alimentos do meu cardápio e me adaptar novamente a um jeito novo de <em>comer</em>. Lá seu foi o meu desejo de devorar o trio <em>Quarteirão+Fritas+Coca</em>. Isso para uma grávida já é torturante; para uma gordinha grávida, então, nem se fala.</p>
<p>Fiz tudo direitinho e fiquei feliz porque consegui seguir à risca todos os cuidados solicitados pelos <em>médicos</em>. Em cinco meses de gestação não engordei um quilo sequer. Ao contrário, fui me tornando uma <em>gordinha</em> ainda mais gostosa e saudável.</p>
<p>Infelizmente a minha <em>gestação</em> chegou ao fim antes da hora. Por causa de alguns problemas que tenho no útero sofri um aborto espontâneo. Nada exatamente relacionado ao meu excesso de <em>peso</em>, mas sei que isso contribuiu para o fato. E foi o que me motivou a escrever esta coluna: alertar as gordinhas que pretendem ser <em>mães</em>.</p>
<p>Depois de tudo o que aconteceu tive um saldo positivo: eliminei 11 quilos em apenas três meses. Já comecei a vestir aquele <em>jeans</em> que há meses estava estocado na gaveta.</p>
<p>Sabemos que a sociedade impõe que a <em>mulher</em>, para ser considerada bonita e gostosa, tem que ser <em>magra</em>. Não devemos aceitar este tipo de opinião tão medíocre, claro, mas é fato que devemos ter os devidos cuidados com a nossa <em>saúde </em>e, principalmente, com a vida que iremos gerar em nosso ventre. Essa <em>gestação</em> serviu para me alertar quanto aos perigos que corremos se deixarmos de lado os cuidados fundamentais para nossa saúde.</p>
<p>Agora sei que, para engravidar novamente, terei que eliminar mais alguns <em>quilos</em> e que, para isso realmente acontecer, basta eu manter o ritmo de <em>alimentação</em> que segui até aqui. Com o tempo vou alcançando um peso ideal para engravidar com tranquilidade e sem riscos.</p>
<p>Então, senhoras <em>gordinhas</em>, se alguma de vocês está <em>grávida</em> ou pretende engravidar, não demore para procurar orientação médica e acompanhar tudo bem de pertinho, pois existe uma série de riscos que nos rodeiam nesta fase e precisamos estar atentas.</p>
<p><em>Gordinhas</em> sim, relapsas jamais.</p>
<table id="gordos" style="border-width: 0px" border="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td style="border-style: none; border-width: medium"><a href="http://twitter.com/alcita" target="_blank"><strong>Alcione Ribeiro</strong></a>, 31, paulistana, tagarela, serelepe, divertida e curiosa. Publicitária de formação, comunicativa de nascimento e redatora por opção. Como todo gordo, tem sua veia humorística, mas confessa que é péssima em contar piadas. Colabora com alguns outros blogs, entre eles o <a href="http://alcita.blogspot.com/" target="_blank"><strong>Eu sou o que sou</strong></a> e o novo <a href="http://poderosasgordinhas.blogspot.com/" target="_blank"><strong>Poderosas Gordinhas</strong></a>, um blog exclusivo para gordinhas bem resolvidas. Uma mulher de 1002 utilidades, melhor do que qualquer bombril.</td>
<td style="border-style: none; border-width: medium"><img class="alignnone size-full wp-image-3858" title="Alcione Ribeiro" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/alcioneribeiro.jpg" alt="Alcione Ribeiro" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>Novo remédio para emagrecer</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 11:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<description><![CDATA[Voluntários que participam de uma pesquisa que avalia uma nova droga contra a obesidade perderam cerca de sete quilos em 20 semanas. A perda de peso foi quase três vezes maior que a do grupo de controle e 50% maior que a de pacientes tratados com o remédio líder no mercado. Essa nova droga, chamada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-3291" title="Novo remédio para emagrecer chega ao mercado" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/medicamentos.jpg" alt="Novo remédio para emagrecer chega ao mercado" />Voluntários que participam de uma <em>pesquisa</em> que avalia uma nova <em>droga</em> contra a <em>obesidade</em> perderam cerca de sete quilos em 20 semanas. A <em>perda de peso</em> foi quase três vezes maior que a do grupo de controle e 50% maior que a de <em>pacientes</em> tratados com o <em>remédio</em> líder no mercado.</p>
<p>Essa nova droga, chamada <em>liraglutida</em>, imita a ação de um <em>hormônio</em> que reduz o apetite e que é produzido naturalmente no intestino. Sua maior vantagem em relação a outros remédios é a redução dos fatores de risco para <em>diabetes do tipo 2</em> e doenças do <em>coração</em>.</p>
<p>O maior problema até o momento é o alto custo da <em>liraglutida</em>: cerca de US$ 830 para seis meses de <em>tratamento</em>. A droga foi autorizada como tratamento para <em>diabetes</em> no início do ano e todos os testes até agora a classificam como segura. Os únicos efeitos colateriais encontrados foram <em>náusea</em> e <em>vômitos</em> em alguns pacientes, resolvidos com redução da dosagem.</p>
<p>O <em>remédio</em> é aplicado através de <em>injeção</em>, o que torna necessária a presença de um <em>médico</em> a cada vez que ele for administrado.</p>
<p>Apesar da satisfação dos <em>gordinhos</em> com a chegada de mais um remédio para emagrecer, não custa nada lembrar de uma coisa importantíssima: Não existe <em>milagre</em>. Ninguém emagrece só com <em>remédio</em>. É fundamental a prática de <em>exercícios físicos</em> e uma <em>reeducação alimentar</em> para que qualquer tratamento seja eficaz.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>Fonte:</strong><br />
<a href="http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2009/10/22/substancia-acelera-perda-de-peso-com-menos-efeitos-colaterais-indica-teste-778451784.asp" target="_blank">Substância acelera perda de peso e com menos efeitos colaterais, indica teste</a></p>
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		<title>Papo de Gordo 27 &#8211; Gordos  vs. Médicos</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2009/10/15/papo-de-gordo-27-medicos-contra-gordos/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 00:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Histórias de gordos no médico, equipamentos que não funcionam pros gordos, Comida de hospital, remédios para emagrecer, gordos em hospitais e muito mais!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-4664" title="Papo de Gordo 27 - Médicos vs. Gordos!" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/pdg27.png" alt="Papo de Gordo 27 - Médicos vs. Gordos!" /></p>
<p>O dia 15 chegou, e trouxe com ele uma nova edição do <em>podcast</em> mais pesado da internet. No programa de hoje <a href="http://twitter.com/eduardo_sales" target="_blank">Eduardo Sales Filho</a>, <a href="http://twitter.com/maira_moraes" target="_blank">Maira Moraes</a>, <a href="http://twitter.com/lucioluiz" target="_blank">Lucio Luiz</a>, <a href="http://twitter.com/FlavioFSoarez" target="_blank">Flavio Soares</a>, <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/categoria/colunas/seu-doto/" target="_blank">Dr. Tapioca</a> e os convidados especiais, <a href="http://twitter.com/LuizFreitas" target="_blank">Dr. Luiz Freitas</a> e <a href="http://twitter.com/jabour_rio/" target="_blank">Jabour_rio</a> (do <a href="http://www.baupirata.com/" target="_blank">Baú Pirata</a> e <a href="http://www.deupau.com/" target="_blank">Deupau.com</a>) batem um papo sobre a complicada relação entre gordos e <em>médicos</em>.</p>
<p style="text-align: left;">Neste episódio do <strong>Papo de Gordo</strong>, saiba quais são as <em>doenças</em> comumente relacionadas à <em>obesidade</em>, conheça um pouco mais sobre alguns <em>remédios para emagrecer</em> &#8211; tipo a <em>sibutramina</em> e o <em>xenical</em> &#8211; ouça histórias de <em>gordos em hospitais</em>, entenda o que levou uma freira a fugir do Lucio, e descubra porque diabos o Jabour foi convidado para um programa sobre médicos!</p>
<p style="text-align: left;">Peguem seus estetoscópios, pois o <strong>Papo de Gordo</strong> está começando!</p>
<p>Duração: 76 minutos</p>
<p><strong>PRÊMIO PODCAST &#8211; VOTE AGORA!</strong></p>
<p><a href="http://www.premiopodcast.com.br/index.php?podcast=25" target="_blank"><img src="http://www.premiopodcast.com.br/images/selo09.png" border="0" alt="" /></a></p>
<p><a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/10/06/premio-podcast-2009-vote-no-papo-de-gordo/" target="_blank">Conheça os podcasts indicados pelo <strong>Papo de Gordo</strong></a></p>
<p><strong>COMENTADO NA LEITURA DE E-MAILS</strong></p>
<p><a href="http://rodreis.com/2009/09/30/mundo-rod-podcast-episodio-10-%E2%80%93-feliz-aniversario-rod-reis/" target="_blank">Dudu no Mundo Rod Podcast</a><br />
<a href="http://www.baupirata.com/podcast/piratacast/piratacast-10-historias-de-colegio-parte-2.html" target="_blank">Lucio no Piratacast</a><br />
<a href="http://feedbacknews.com.br/spinoff/2009/10/05/podcast-spin-off-s02e22-lost-o-que-esperamos-da-season-6/" target="_blank">Dudu no Podcast Spinoff</a><br />
<a href="http://www.twitter.com/papodegordo" target="_blank">Nos siga no Twitter</a><br />
<a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=90516723" target="_blank">Comunidade do Papo de Gordo no Orkut</a><br />
<a href="http://wepresshere.wordpress.com/" target="_blank">Podcast Press Here</a><br />
<a href="http://radiofobianoar.blogspot.com/" target="_blank">Podcast Radiofobia</a><br />
<strong><br />
LINKS RELACIONADOS AO EPISÓDIO</strong></p>
<p><a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/07/04/o-gordo-no-medico/" target="_blank">O gordo no médico</a> &#8211; texto do Dr. Tapioca<br />
<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/categoria/contrapeso/cirurgia/" target="_blank">Detalhes sobre a cirurgia de Dudu</a></p>
<p><strong>E-MAIL</strong></p>
<p style="text-align: left;">Gostou do podcast? Você já teve algum problema para fazer <em>exames</em>? Também acha que todo <em>médico</em> é escroto? Morre de medo de cair da cadeira do dentista? Então mande um e-mail pra gente contando tudo: <a href="mailto:papodegordo@papodegordo.com.br">papodegordo@papodegordo.com.br</a></p>
<p style="text-align: left;"><strong>MENSAGENS DE VOZ</strong></p>
<p style="text-align: left;">Quer mandar uma mensagem de voz para o <strong>Papo de Gordo</strong>? É só instalar o <em><strong>GTalk</strong></em> em seu computador, adicionar o e-mail <em>blogcontrapeso@gmail.com</em> e deixar sua mensagem em nossa secretária eletrônica. Se ainda não tiver o <em><strong>GTalk</strong></em> em sua máquina basta <a href="http://www.google.com/talk/intl/pt-BR/">clicar aqui</a> para baixá-lo.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>RSS e iTunes</strong></p>
<p style="text-align: left;">Assine o <em><a href="http://feeds.feedburner.com/papodegordo">feed</a></em> do <strong>Papo de Gordo</strong> no seu agregador de RSS ou <a href="itpc://feeds.feedburner.com/papodegordo">clique aqui</a> para assinar diretamente no <em>iTunes</em>.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>MANUAL DE INSTRUÇÕES</strong></p>
<p style="text-align: left;">Aperte o PLAY abaixo ou <a href="http://www.mundomorsa.com.br/papodegordo/mp3/PG27_medicos.mp3">CLIQUE AQUI</a> com o botão direito do mouse e escolha a opção <em>“Salvar Destino Como”</em> para baixar o arquivo no formato MP3, ou então <a href="http://www.mundomorsa.com.br/papodegordo/mp3/PG27_medicos.zip">CLIQUE AQUI</a> para baixar a versão zipada do <strong>Papo de Gordo</strong>.</p>

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		<title>Visão do Inferno (ou o show de horror do Dr. Tapioca) &#8211; parte 1</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2009/10/03/doencas-nojentas-visao-do-infern/</link>
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		<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 18:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Tapioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Seu Dotô!]]></category>
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		<description><![CDATA[Médico muitas vezes é obrigado o ver o que não quer, mas precisa olhar pra realizar o diagnóstico e prescrever a terapia indicada para o caso. Então, feridas nojentas, secreções gosmentas e outras amabilidades acabam por florir nosso campo visual. Aproveito a oportunidade que tenho através dessa coluna para poder dividir com vocês, amados leitores, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1618" title="Vinheta Seu Dotô!" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/tapioca_vinheta.jpg" alt="Seu Dotô!" /></p>
<p><em>Médico</em> muitas vezes é obrigado o ver o que não quer, mas precisa olhar pra realizar o <em>diagnóstico</em> e prescrever a <em>terapia</em> indicada para o caso. Então, <em>feridas</em> nojentas, <em>secreções</em> gosmentas e outras amabilidades acabam por florir nosso campo visual. Aproveito a oportunidade que tenho através dessa <em>coluna</em> para poder dividir com vocês, amados leitores, tão belas imagens que viraram <em>habitué</em> do meu dia a dia. Para não expor ninguém inadvertidamente às figuras macabras que eu trouxe para esse texto, coloquei todas em links relacionados aos seus nomes. Basta clicar para ver e se deliciar.</p>
<p>A primeira vez, ainda na Faculdade de Medicina da <a href="http://www.fameb.ufba.br/" target="_blank">UFBA</a>, que me deparei com um <a href="http://www.papodegordo.com.br/imagens/picior-diabetic.jpg" target="_blank">Pé Diabético</a>, confesso que fiquei assustado com a imagem daquela carne podre, toda carcomida, expondo tendões, ligamentos e até <em>ossos</em>, tudo preto (<em>necrose</em>) e branco (<em>fibrina</em>), parecendo pé de <em>corintiano</em> (o que deixa o pobre paciente mais <em>triste</em> ainda). É impressionante como, às vezes, uma simples <em>frieira</em> consegue evoluir pra algo tão dramático e destrutivo. Por isso, se você for <em>diabético</em>, pelo amor de Deus, cuide bem dos seus pés, sempre os examine e trate qualquer ferimento, por menor que seja.</p>
<p>No meu estágio em <em>dermatologia</em> fui apresentado a uma doença muito feia e que, infelizmente, se manifesta ainda na infância, chamada <a href="http://www.anaisdedermatologia.org.br/public/artigo.aspx?id=718" target="_blank">Xeroderma Pigmentoso</a>. É uma doença genética onde o corpo apresenta uma grande sensibilidade à <em>radiação solar</em> e desenvolve diversas lesões de <em>pele</em>, desde sardas até <em>câncer</em> propriamente dito. Como a imagem é muito forte, só aconselho <a href="http://www.papodegordo.com.br/imagens/a11f3.gif" target="_blank">clicar aqui</a> quem realmente tiver curiosidade de saber como uma doença de pele pode transformar o rosto de uma pessoa.</p>
<p>E você, que achava que <em>dermatologista</em> só cuida de cravos, espinhas e rugas, negativo, meu amigo, tem muitas <em>cracas</em> horrorosas que o pobre doutor especialista em <em>medicina</em> externa precisa cuidar. Outra é o tal <a href="http://www.papodegordo.com.br/imagens/lesiones-ampollares-1.jpg" target="_blank">Pênfigo Vulgar</a>, doença que, além de feia, cheira muito mal! Este último acomete pessoas com mais idade, deixando a pele cheia de <em>vesículas</em> (<em>bolhas</em>, como nas queimaduras de 2º grau) que acabam estourando e não é muito bonito de se ver. O bom é que ambas (<em>Pênfigo</em> e <em>Xeroderma</em>) são doenças raras.</p>
<p>No estágio de emergência no <a href="http://wikimapia.org/122607/pt/Hospital-Geral-do-Estado" target="_blank">HGE</a>, fui apresentado aos horrores da estupidez humana. Desleixos e bizarrices eram fatores complicadores e até desencadeantes de <em>lesões corporais</em> de todos os tipos. Comecemos com a famosíssima <a href="http://www.papodegordo.com.br/imagens/pdemaracujcomparaokc0.jpg" target="_blank">miíase</a>, que não é nada mais, nada menos, que <em>larvas</em> de moscas que se alimentam da carne morta de <em>feridas</em>. A causa? Sujeira. Falta de cuidado com o ferimento, deixando-o exposto a insetos que pousam e colocam ovos que gerarão larvas. Outra <em>miíase</em> comum é o popular <a href="http://www.papodegordo.com.br/imagens/berne.jpg" target="_blank">berne</a>, que é a larva da mosca <em><a href="http://www.papodegordo.com.br/imagens/460511892_e7a590f56c.jpg" target="_blank">Dermatobia hominis</a></em>, conhecida como mosca berneira ou <em>mosca varejeira</em>. Essa é menos feia, fica só uma ferida, e como é provocada pela picada e posterior oviposição da mosca não podemos dizer que é descuido do paciente.</p>
<p>Ainda no <em>HGE</em>, conheci algo que até então me era estranho: os <em>autoempalamentos</em>. Diferente dos executados pelo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vlad_III_o_Empalador" target="_blank">Príncipe Vlad III</a>, esses empalamentos são provocados pela própria pessoa ou seu <em>parceiro sexual</em>. Diversos materiais são utilizados, mas os mais comuns são <a href="http://www.papodegordo.com.br/imagens/M06062804.jpg" target="_blank">lâmpadas</a> e <a href="http://www.papodegordo.com.br/imagens/pepsixrayR_450x325.jpg" target="_blank">garrafas</a>. O mais inusitado que eu já vi pessoalmente foi um <a href="http://www.papodegordo.com.br/imagens/turques_em_aco_cromado_jpg.jpg" target="_blank">alicate turquês</a> enfiado até a metade no <em>ânus</em> de um rapaz. Imagine a cena: dois cabos metálicos saindo de dentro do <em>fiofó</em> do camarada como se fossem duas antenas. Parecia até um <em>alienígena</em>.</p>
<p>Se você pensa que só os <em>homossexuais</em> praticam essa bizarrice, engano seu, pois já presenciei uma professora de uma certa faculdade de <em>Salvador</em> dar entrada na emergência acompanhada de seu aluno com um <em>desodorante roll-on</em> acoplado ao seu <em>esfíncter</em> posterior do tubo digestivo. Maior trabalheira pra tirar, tem que cortar o fundo e tirar a bolinha.</p>
<p>Como a <em>coluna</em> ficou muito grande e ainda tem muita coisa pra mostrar, resolvi dividir em duas partes. Não deixem de retornar em breve para conferir mais <em>imagens marcantes</em> que remodelarão a sua visão da realidade.</p>
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		<title>A indústria da gastroplastia</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2009/09/11/a-industria-da-gastroplastia-reducao-de-estomago/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 18:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cirurgia Bariátrica]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoais]]></category>
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		<category><![CDATA[redução de estômago]]></category>

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		<description><![CDATA[Os gordos estão em extinção? Cada vez mais as pessoas engordam pra fazer a cirurgia bariátrica, será que no futuro todos serão magros?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-3719 aligncenter" title="Contrapeso" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/contrapeso.jpg" alt="Contrapeso" /></p>
<p>Quem acompanha este <em>blog</em> há muito tempo, sabe que ele <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2007/08/23/apresentacao/" target="_blank">foi criado</a> originalmente para falar sobre a <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/categoria/contrapeso/cirurgia/" target="_blank">minha <em>gastroplastia</em></a>. O assunto é tão recorrente por aqui que até gravamos um <em>podcast</em> falando exclusivamente sobre a <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/07/15/papo-de-gordo-21-gastroplastia-reducao-de-estomago/" target="_blank"><em>cirurgia de redução do estômago</em></a>.</p>
<p>Numa época em que vários <em>gordos famosos</em> estão <em>operando suas barrigas</em> para <em>perder peso</em> &#8211; <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/08/03/menos-um-gordo-na-tv-faustao-fez-cirurgia-bariatrica/" target="_blank">como o <em>Faustão</em></a> &#8211; a <em>gastroplastia</em> acabou virando moda. <a href="http://twitter.com/maira_moraes" target="_blank">Maira</a> defende a teoria de que os <em>gordos estão em extinção</em> e que, no futuro, todo mundo será <em>magro</em> e com estômagos diminutos.</p>
<p>O que me incomoda nessa história toda é que a <em>cirurgia</em> acabou sendo banalizada. Conheço vários casos de <em>pessoas que engordaram para operar</em>. Soube até mesmo de uma mulher que foi retirar pedras na vesícula, &#8220;aproveitou que estava por lá&#8221; e fez logo uma <em>gastroplastia</em>.</p>
<p>Na semana passada vi um <em>outdoor</em> em <em>Salvador</em> que me deixou com a pulga atrás da orelha. Uma clínica especializada em <em>cirugia bariátrica</em> anunciava sua &#8220;experiência tamanho GG em deixar você tamanho P&#8221;.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-4036" title="Clínica faz propaganda da cirurgia bariátrica" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/outdoor.jpg" alt="Clínica faz propaganda da cirurgia bariátrica" /></p>
<p>Segundo o artigo nove do <a href="http://www.cremesp.com.br/?siteAcao=PesquisaLegislacao&amp;dif=s&amp;ficha=1&amp;id=2940&amp;tipo=RESOLU%C7%C3O&amp;orgao=Conselho%20Federal%20de%20Medicina&amp;numero=1246&amp;situacao=VIGENTE&amp;data=08-01-1988" target="_blank"><em>código de ética médica:</em></a> &#8220;A Medicina não pode, em qualquer circunstância ou de qualquer forma, ser exercida como comércio&#8221;. Talvez eu tenha entendido errado esse <em>outdoor</em>, mas fiquei com a impressão de que essa <em>propaganda</em> iguala a <em>clínica</em> à um supermercado ou salão de beleza. Todos querem apenas vender os seus produtos/serviços.</p>
<p>Não sou hipócrita a ponto de não recomendar a <em>gastroplastia</em> pros outros, afinal fiz a <em>cirurgia</em> e estou relativamente satisfeito com o resultado, mas <em>anúncios</em> como esse me deixam com a estranha sensação de que a <em>saúde</em> deixou de ser o motivo principal para alguém fazer a <em>redução de estômago</em>.</p>
<p>Como <em>gastroplastizado</em> e <em>publicitário</em>, esse tipo de coisa realmente me preocupa.</p>
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		<title>Obesidade custa US$ 147 bilhões por ano nos EUA</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2009/08/26/obesidade-custa-us-147-bilhoes-por-ano-nos-eua/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 12:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<description><![CDATA[Os Estados Unidos contam com uma população de obesos muito grande: mais de 25% dos norte-americanos estão acima do peso. E isso tem consequências diretas nos gastos públicos de saúde. Segundo estudo do Departamento de Saúde  dos EUA, os gastos médicos anuais relacionados à obesidade podem chegar a impressionantes US$ 147 bilhões (mais de R$ [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-3792" title="Obesidade nos Estados Unidos" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/euagordo.jpg" alt="Obesidade nos Estados Unidos" />Os Estados Unidos contam com uma população de <em>obesos</em> muito grande: mais de 25% dos norte-americanos estão acima do peso. E isso tem consequências diretas nos gastos públicos de saúde.</p>
<p>Segundo estudo do Departamento de Saúde  dos EUA, os gastos médicos anuais relacionados à <em>obesidade</em> podem chegar a impressionantes US$ 147 bilhões (mais de R$ 270 bilhões!), o que equivale a quase 10% do dinheiro disponível para a saúde naquele país. Entre 1998 e 2006, a taxa de <em>obesidade</em> entre os norte-americanos subiu 37%, o que gerou um aumento de gastos de 40 bilhões de dólares anuais segundo o mesmo estudo.</p>
<p>Para ter uma ideia de como o valor é grande mesmo para os padrões do país do <em>Tio Sam</em>, a American Cancer Society estima que os gastos do sistema de saúde para tratar todos os tipos de <em>câncer</em> seria de US$ 93 bilhões por ano. Ou seja, gasta-se muito mais com a <em>obesidade</em> do que com o <em>câncer</em> no sistema de saúde nos Estados Unidos.</p>
<p>Analisando-se os custos individuais, um norte-americano <em>obeso</em> gera um gasto per capita de US$ 1.429 a mais do que alguém sem <em>sobrepeso</em>, o que significa 42% mais de dinheiro destinado à saúde de quem está acima do peso ideal.</p>
<p>O estudo, realizado pelos pesquisadores do Centro Federal de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e da Agency for Healthcare Research and Quality, foi feito após análise de dados médicos e de gastos com saúde coletados entre 1998 e 2006. Foram classificadas como <em>obesas</em> as pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>Fontes: <a href="http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5iA1IcfVWJg06glOk-qtl8utXSbPA" target="_blank">AFP</a> e <a href="http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/07/27/obesidade-custa-us147-bilhoes-por-ano-sistema-de-saude-dos-eua-756988689.asp" target="_blank">O Globo</a>.</p>
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		<title>Que cheiro é esse?</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Jul 2009 18:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Tapioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Seu Dotô!]]></category>
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		<description><![CDATA[Desde pequeno eu ouço falar que “médico não pode ter nojo das coisas”. Tem até aquela velha piada do professor de Medicina que introduziu o dedo no orifício posterior do tubo digestivo de um cadáver diante dos estudantes e disse: “Todo médico tem que ter estômago forte e ser bom observador” e colocou o dedo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1618" title="Vinheta Seu Dotô!" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/tapioca_vinheta.jpg" alt="Seu Dotô!" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-3071" title="Que cheiro é esse?" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/odor.jpg" alt="Que cheiro é esse?" />Desde pequeno eu ouço falar que “médico não pode ter nojo das coisas”. Tem até aquela velha <em>piad</em>a do professor de <em>Medicina</em> que introduziu o dedo no orifício posterior do tubo digestivo de um cadáver diante dos estudantes e disse: “Todo médico tem que ter <em>estômago forte</em> e ser bom observador” e colocou o dedo na própria boca. Convocou, então, os pobres discípulos a repetir o ato e todos o fizeram pra garantir a nota. Muitos vomitaram, outros engulharam e alguns fizeram cara de indiferentes (pra tirar uma ondinha). Depois do sofrimento, o <em>professor</em> disse: “Vocês têm estômago forte, mas não são bons observadores, pois eu introduzi o dedo indicador e coloquei na boca o dedo médio”. A profissão já me fez colocar o dedo em vários locais desagradáveis, mas sempre com <em>luva</em> e nunca, nunquinha mesmo, coloquei nada na boca (deusolivre!).</p>
<p>Se você ficou <em>enojado</em> com a piadinha do primeiro parágrafo, recomendo que pare a leitura e vá ler outra coluna do <em>site</em>. A partir de agora, é <em>ladeira abaixo</em>. Já passei por muito sufoco devido a odores fétidos. Isso começou ainda no primeiro ano de faculdade, quando nos deparamos com a sala de peças anatômicas (pedaço de <em>gente morta</em>). Juro que não tive nojo dos braços, pernas e tórax abertos expondo músculos, vasos e vísceras, pois, como tudo estava conservado em formol, o cheiro era pouco desagradável e parecia um salão de beleza com umas vinte mulheres fazendo escova progressiva ao mesmo tempo. Era como estudar com bonecos de <em>borracha</em>. O nojo mesmo foi no final do semestre, quando o professor nos levou pra ver cadáveres frescos no IML. Garanto que não sou do tipo de fazer careta pra qualquer cheirinho. Desde pequeno faço piada com porcarias e nojeiras só pra ver o povo fazer aquele &#8220;eca!&#8221; sonoro, mas quando abriram um corpo de um mendigo que foi achado morto dias antes em uma sarjeta e o cheiro de metano subiu, a coisa ficou feia pro meu lado. Parecia que um elefante com <em>diarreia</em> tinha resolvido se aliviar ali mesmo! Nunca senti um odor tão pútrido em toda minha vida! Junte isso à visão das vísceras intestinais saltando do abdome aberto, cheias de gazes como bexigas compridas (daquelas que fazem cachorro, chapéu, espada&#8230;). Visão do inferno total!</p>
<p>Andando mais um pouco na minha vida acadêmica, chegamos ao estágio no Hospital Geral do Estado (HGE), que é a principal emergência da <em>Bahia</em>. Logo que você entra no plantão, é calorosamente recebido pelo odor característico de &#8220;sangue + fezes + vômito + iodo&#8221;. É um cheiro peculiar que só tem lá e que, na época de estudante, eu pensava em patentear e criar uma <em>medicação emética</em> (que provoca vômitos). Seria um sucesso entre as bulímicas. Depois de encarar um Big Mac, era só dar uma cheiradinha no vidrinho de <em>Eau du HGE</em> e vinha o “Raul” na certa! Melhor de tudo é quando você dá plantão em pleno <em>Carnaval</em>, perdendo a festa, tendo que suturar a cara de um bêbado que se cortou durante uma briga e o miserável vomita no seu jaleco e em todo material estéril do kit de sutura. Repense seu <em>vestibular</em>, amigo!</p>
<p>Já na vida profissional, os <em>cheiros</em> são mais aceitáveis. Morando no interior, o mais frequente é o famoso cecê. Entenda o porquê: uma paciente moradora da zona rural de uma cidade vizinha a <em>Amargosa</em> acorda às 5 da manhã e, como está frio e não tem chuveiro elétrico, banho já era! Anda uma légua e meia (cerca de 9 quilômetros) até a zona urbana pra pegar um carro (provavelmente superlotado) até Amargosa pra fazer uma ultrassonografia mamária, mas, antes de ir à <em>clínica</em>, aproveita que está em uma cidade maior que a sua e vai bater perna no <em>comércio</em>, dá uma olhada nas lojas de roupas, sapatarias, farmácias, faz uma fezinha na lotérica e, às 12 horas e 40°C, resolve finalmente fazer seu exame. Ao deitar na maca, já com o roupão, a primeira coisa que o médico pede é que ela coloque a mão atrás da cabeça. Essa é a hora de reavaliar a interpretação do termo <em>catinga</em>. Mas como a paciente está ali, olhando o médico, ele mantém o sorriso e continua o <em>exame</em> como se não houvesse cheiro algum. Agora, volte ao início do parágrafo e imagine se a paciente fosse fazer uma ultrassonografia <strong>transvaginal</strong>. Juro por Deus que parece uma peixaria no final do expediente de um dia quente de verão e com o <em>freezer</em> quebrado. O bafo é tão forte que você sente um calorzinho na mão durante o exame.</p>
<p>Outro odor comum é o flato desproposital, vulgo pum que escapou. É difícil, às vezes, depois de comer <strong>aquela</strong> feijoada, ficar sentado na sala de espera e conter os inevitáveis gases intestinais. O pior é que na sala você fica constrangido com os outros pacientes e, no consultório, pega mal soltar um na frente do doutor. Que situação! Geralmente os jovens conseguem segurar a onda, mas os idosos (pobrezinhos) já não têm mais aquele tônus muscular no <em>esfíncter anal</em>. Uma vez, ao fazer um ultrassom do abdome total numa paciente idosa, pedi pra que ela virasse de lado (para examinar o rim) e, com o movimento, acabou soltando os <em>gases</em> bem na minha cara. O esposo dela (também com idade bem avançada), que acompanhava o exame, ficou olhando para mim e minha auxiliar para verificar nossa reação. Eu apenas respondi ao “desculpa doutor” com um simpático “não foi nada, acontece”.<img class="alignright size-full wp-image-3077" title="Foco clínico" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/fococlinico.jpg" alt="Foco clínico" /> Já minha assistente, digitando o laudo no computador, concentrou-se em seu jogo de paciência como se estivesse jogando <em>xadrez</em> contra o <a href="http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI1286568-EI4801,00.html" target="_blank">Deep Fritz</a>. O bom é que ninguém riu e a paciente saiu satisfeita.</p>
<p>Algumas vezes somos surpreendidos com algo mais substancioso que um simples <em>pum</em>. Em certa ocasião, estava eu em uma clínica em <em>Mutuípe</em> (cidade vizinha a Amargosa) fazendo uma ultrassonografia da próstata (pelo abdome, e não a transretal). Nesta época eu usava um <em>foco clínico</em> (esse aparelhinho na foto ao lado) como luz indireta (a sala fica apagada durante o exame), que era ligado ao mesmo <em>no break</em> onde estavam conectados o ultrassom e a impressora. O paciente apresentava-se meio inquieto antes de iniciar o procedimento e até questionei se estava se sentindo bem, no que ele me disse que sim, que só queria fazer logo o exame. Pois bem, como o aparelho estava muito próximo à cabeça do paciente (tinha acabado de fazer uma <em>tireoide</em>), puxei o carrinho do ultrassom para o nível da pelve e o plugue do <em>no break</em> soltou-se da tomada. De repente, tudo ficou escuro e o barulhinho do ventilador do aparelho cessou. Naquela completa escuridão silenciosa ouviu-se a voz do paciente assustado: “Oh, meu Deus, me <em>caguei</em> todo!” A agonia no início do exame era uma <em>diarreia</em>. Pedi pra que ele fosse ao sanitário, mas ele insistiu em fazer logo o exame e levantar de uma vez só. Como o cliente tem sempre razão, realizei o procedimento com cheirinho de <em>merda</em> no ar e, ao final, ele foi ao sanitário do consultório e através da porta eu ouvi: “A cueca está imprestável!”. Pedi licença, disse que o deixaria à vontade, saí e fui digitar o laudo em outra sala.</p>
<p>Cheiros, fedores, repugnâncias em geral fazem parte da minha rotina, mas sei que não estaria feliz em outra profissão qualquer. Afinal, que outro <em>labor</em> me daria o prazer de colocar essa cara de <em>nojo</em> em vocês todos? Até a próxima.</p>
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		<title>O gordo no médico</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2009/07/04/o-gordo-no-medico/</link>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 16:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Tapioca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já se falou muito aqui no Papo de Gordo da relação entre o médico e o paciente obeso. Falou-se em discriminação, em médico dizer que tudo que o cara sente é por culpa da gordura, entre outras coisas. Vamos tirar a máscara e falar claramente: muitos médicos respiram fundo antes de atender um paciente, digamos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1618" title="Vinheta Seu Dotô!" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/tapioca_vinheta.jpg" alt="Seu Dotô!"  /></p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/imagens/polemica.jpg" alt="Um gordo no médico" title="Este artigo pode gerar polêmicas" class="alignright">Já se falou muito aqui no <strong>Papo de Gordo</strong> da relação entre o médico e o paciente obeso. Falou-se em discriminação, em médico dizer que tudo que o cara sente é por culpa da gordura, entre outras coisas. Vamos tirar a <em>máscara</em> e falar claramente: muitos médicos respiram fundo antes de atender um paciente, digamos, lateralmente avantajado, não por <em>discriminação</em>, preconceito ou nojo. O ponto é que, a depender da sua especialidade, atender um <em>obeso</em> é difícil pra caramba e requer muito esforço, tanto físico quanto mental.</p>
<p>Sendo <em>ultrassonografista</em>, como eu, fazer exame de abdome total em paciente com gordura subcutânea espessa e gordura visceral abundante é um suplício! Isso porque o tecido <em>adiposo</em> atenua fortemente o feixe sonoro que tem que atravessá-lo, atingir os órgãos internos e retornar (eco) ao transdutor, formando assim a imagem do <em>ultrassom</em>. Sendo assim, para melhorar a qualidade da imagem é preciso comprimir a sonda no abdome do paciente, literalmente enterrando ela na <em>barriga</em> do sujeito (sem causar dor, evidentemente), muitas vezes com a mão e o punho desaparecendo no meio da gordureba. Isso tudo pra poder enxergar alguma coisa e realizar o diagnóstico.</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordonomedico.jpg" alt="Um gordo no médico" title="Um gordo no médico" class="alignright size-full wp-image-2816" />Se você é um cara simplista (e conhece um pouco de exame de imagem) deve estar pensando “manda o gordo fazer tomografia ou <em>ressonância</em>”. Além de serem exames bem mais caros (muitas vezes mais de 10 vezes o valor de uma ultrassonografia), de precisarem de contraste e só haver em grandes centros, a maioria absoluta desses aparelhos (incluindo os <em>raios-X</em>) são equipados com macas que suportam “apenas” 120 Kg, ou seja, não aguentam nem <a href="http://www.twitter.com/eduardo_sales" target="_blank">Dudu</a>, nem <a href="http://www.twitter.com/lucioluiz" target="_blank">Lucio</a>. Isso cria um grande problema pro <em>radiologista</em> e maior ainda pro paciente que precisa do exame. Na tentativa de resolver esse problema, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro em 2007 teve a infeliz idéia de <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL17711-5606,00.html" target="_blank">realizar exames de imagem em obesos no Jockey Club da Gávea</a> em aparelhos para cavalo. Ou seja, chamou o gordo de bicho.</p>
<p>Um estudo publicado na revista <em>Radiology</em> no ano passado revelou que, nos últimos 15 anos, o número de exames diagnósticos que falharam devido à obesidade do paciente duplicou. Aqui no Brasil, no estado do <em>Espírito Santo</em>, um paciente obeso precisou entrar na justiça pra poder se submeter a uma Tomografia Computadorizada em um hospital que havia se negado a realizá-la devido ao excesso de peso. O paciente conseguiu uma liminar obrigando a instituição a perpetrar o <em>exame</em>, mas quando o usuário foi colocado na maca do aparelho, esta arrebentou e o exame não foi feito. Em resumo: paciente sem tomografia e hospital sem tomógrafo até consertar a maca (que demora pacas!).</p>
<p>Não é só radiologista que sofre com o paciente “gordinho”. O clínico também tem que rebolar. O problema já começa ao tentar aferir a pressão, já que muitos <em>tensiômetros</em> (ou esfigmomanômetros) têm uma braçadeira que não fecha em braços muito calibrosos. Depois vem o exame físico propriamente dito, que já fica prejudicado na percussão (quando o médico coloca os dedos indicador e médio da mão esquerda deitados sobre barriga do paciente e batuca neles com o dedo médio da outra mão) porque o som produzido sempre acaba sendo mais maciço que o habitual devido ao panículo adiposo espesso (que, no caso de certos gordos, não é mais um panículo e sim uma colcha de lã bem grossa, daquelas que só se usa no inverno do Sul). Continuando o exame vem a <em>palpação</em>, quando o médico tem que por “a mão na massa” e tentar sentir os órgãos internos e suas possíveis alterações. Quero ver quem é esse que vai palpar um abdome avantajado e dizer se a borda do fígado está “fina” ou “romba”! Dou minha cara a tapa!</p>
<p>Existem muitas outras especialidades que sofrem com o paciente obeso. Pensa que é fácil fazer parto de <em>gestante</em> gordinha? Isso quando a maca aguenta o peso. E cirurgia, então? Tem que passar por aquela gordura toda até chegar à cavidade que muitas vezes também é cheia de gordura visceral. Ortopedista também é outro que precisa dançar o <em>samba do crioulo doido</em> pra cuidar da coluna e dos joelhos do obeso, que geralmente se irrita quando ele diz que a dor é causada pelo excesso de peso (eu sei que revolta, mas é verdade, fazer o quê?).</p>
<p>A obesidade é um problema de saúde mundial que precisa ser cuidado com respeito ao <em>paciente</em>, dando a ele o direito de ser gordinho se ele quiser (no caso de um &#8220;gordo de raiz&#8221;), mas com saúde e tendo acesso a todos os métodos diagnósticos e terapêuticos como qualquer outro paciente sem pra tanto ser humilhado ou envergonhado de nenhuma forma. A <em>medicina</em> ainda tem que evoluir muito para conseguir esse feito e tem melhorado a qualidade dos seus aparelhos com macas de tomografia, ressonância e raio-X mais resistentes, aparelhos de ultrassom mais potentes (com opção de densidade de tecido) e leitos hospitalares mais largos. Já é um passo. Faça sua parte também, tenha paciência com seu <em>médico</em> quando ele tiver dificuldade de examiná-lo, saiba que ele estará fazendo o máximo pra garantir o melhor atendimento possível.</p>
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		<title>Isso pra mim é grego</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Jun 2009 16:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Tapioca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Medicina é uma profissão cheia de nomes escabrosos que muitas vezes até assustam o paciente. Imagine se você for ao médico e ele disser que você precisa fazer uma Colangiopancreatografia Retrógada Endoscópica. Você pensa logo: “vou morrer!” ou no mínimo acha que a coisa é grave. Cada vez mais os termos técnicos estão sendo utilizados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1618" title="Vinheta Seu Dotô!" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/tapioca_vinheta.jpg" alt="Seu Dotô!" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-2348" title="Comprimidos" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/comprimidos.jpg" alt="Comprimidos" />Medicina é uma profissão cheia de nomes escabrosos que muitas vezes até assustam o paciente. Imagine se você for ao médico e ele disser que você precisa fazer uma <em>Colangiopancreatografia Retrógada Endoscópica</em>. Você pensa logo: “vou morrer!” ou no mínimo acha que a coisa é grave.</p>
<p>Cada vez mais os termos técnicos estão sendo utilizados na mídia e até mesmo no dia-a-dia das pessoas, pois com a facilidade do acesso dos usuários aos profissionais e procedimentos médicos, mais e mais as conversas sobre saúde (e doença) vão ficando comuns. Daí termos como mioma, histerectomia, adenóides e vesícula biliar já não serem mais tão estranhos. Ainda assim muitas vezes confusões ocorrem principalmente porque nomes parecidos podem ter significados completamente diferentes. Já vi gente confundir <em>clopropramida</em> (medicação para diabete) com <em>clorpromazina</em> (antipsicótico).</p>
<p>A grande dificuldade é pronunciar esses <em>trava-línguas</em> e não é raro a gente se deparar com incríveis adaptações. Quando isso acontece é preciso ter muita criatividade pra traduzir o que o paciente quer informar. Se ele quer fazer um <em>elétrico</em> fica fácil saber que se trata de um eletrocardiograma, mas se for um <em>elétrico da cabeça</em>, aí já é um eletroencefalograma. Uma vez uma paciente me informou que precisou fazer uma <em>coletagem</em>, pois na <em>tranraginal</em> tinha dado um <em>pobrema</em>. O que ela tinha feito na verdade foi uma curetagem já que a sua ultrassonografia <em>transvaginal</em> apresentou um problema.</p>
<p>Outra paciente me informou que tinha <em>cólico</em> no útero. A corrigi dizendo “cólica, senhora”. Ofendida, ela respondeu: “Êta, doutor, eu sei o que é cólica, mas o que eu tenho é <em>cólico</em> no útero”. É nessa hora que seu cérebro começa a se perguntar: “Que diabo essa mulher tem nesse útero?”. Aí você começa a cavucar a resposta: “Quem lhe disse que você tem isso?”; “O ginecologista” (ok, não ajudou muito); “Desde quando está com esse problema?”; “Já tem uns seis meses, ele disse pra tirar, mas eu fiquei com medo” (opa, tá esquentando!); “Tirar o útero?”; “Não, ele disse que se tira só o <em>cólico</em> e que faz pela vagina, sem precisar abrir a barriga” (<em>touché</em>, ela tinha um <em>pólipo</em> no endométrio – encaminhei para uma histeroscopia).</p>
<p>A coisa piorou um pouquinho com o advento do medicamento genérico. Como eles só apresentam o nome científico da substância, muitos pacientes não conseguem dizer a droga que está utilizando, já houve caso de gente afirmar que estava usando <em>sopapo de ferrolho</em> para anemia (sulfato ferroso). Uma paciente idosa (65 a 70 anos, mais ou menos) chegou pra mim queixando-se do grande gasto com medicações, só minha receita tinha seis tipos de remédio “e ainda tem o <em>Leonardo</em> toda semana e ele é caro!”. Não entendi, então perguntei a que <em>Leonardo</em> ela se referia. “Aquele que toma para os ossos”. Era o <em>alendronato</em>, medicação utilizada para osteoporose.</p>
<p>Teve um paciente meu que ao ser questionado sobre alergia medicamentosa informou que uma vez usou uma medicação que lhe provocou uma reação alérgica tão forte que precisou ser hospitalizado. “Lembro-me do nome até hoje: <em>cloridrato</em>”. Sim, cloridrato de quê? Tem mais de 20 tipos de cloridratos diferentes (ranitidina, amitriptilina, sibutramina, sertralina e por aí vai) e a reação alérgica é à segunda substância e não ao cloridrato em si. “Ah, doutor, o <em>sobrenome</em> eu não lembro”. O pior é que pra patologia que ele apresentava no momento da consulta, seria necessário usar um cloridrato. Uma chance de 1/20 de acertar bem no cloridrato que o cara não pode tomar é muito azar e, por via das dúvidas, mandei ele tomar o remédio e correr para o hospital caso sentisse qualquer coisa. Graças a Deus não foi o caso.</p>
<p>Outra coisa pouco divertida e muito demorada é quando um paciente vira pra você e diz que já tem diagnóstico, por exemplo, de hipertensão e usa uma medicação diariamente, mas não traz a receita nem a embalagem do remédio e não faz ideia do nome. Só diz “é um comprimido branco”. Nossa Senhora! Acredito que pelo menos 90% dos comprimidos são brancos ou bege bem clarinho (que, para o paciente, é branco também). Meu amigo, aí a coisa complica e pra sair o nome do maldito remédio dá trabalho. Toma que horas? Antes ou depois da refeição? Quantas vezes ao dia? Sente o que quando toma? É partido no meio? (tá bom, só uns 80% são partidos no meio). Qual a cor do envelope? Pegou no posto ou comprou na farmácia? Depois de uma hora tentando e vendo que o nome não vai sair, você vira pro usuário e&#8230; (Não! Não mando, não! Dá vontade às vezes, mas não mando, não!) digo que conheço uma ótima medicação para o que ele está sentindo e que vou prescrever esta ao invés daquela que ele está usando e não lembra. Ao ver o remédio ele vira pra você e diz: “É essa que eu estou usando!”. Detalhe, foi a primeira medicação que você perguntou lá no início da consulta e ele disse “não, o nome não é esse, não”. Mesmo assim você sorri, deseja um bom dia, mas não diz <em>volte sempre</em>, pois o paciente pode entender como mau agouro (você ia querer que, por exemplo, um delegado lhe dissesse <em>volte sempre</em>?).</p>
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		<title>Levando a saúde com a barriga</title>
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		<pubDate>Sat, 23 May 2009 16:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Convidado</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em 1923, o filósofo Bertrand Russell escreveu, com razão, sobre as especialidades médicas: “Se você for sucessivamente a dentistas, oculistas, cardiologistas, neurologistas e assim por diante, cada um deles lhe dará conselhos formidáveis para evitar a doença em que são especializados. Caso siga os conselhos de todos, as 24 horas do dia serão exclusivamente dedicadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1733" title="Gordo Convidado" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordo_convidado.jpg" alt="Gordo Convidado" /></p>
<p>Em 1923, o filósofo <strong>Bertrand Russell</strong> escreveu, com razão, sobre as especialidades médicas: “Se você for sucessivamente a dentistas, oculistas, cardiologistas, neurologistas e assim por diante, cada um deles lhe dará conselhos formidáveis para evitar a <em>doença</em> em que são especializados. Caso siga os conselhos de todos, as 24 horas do dia serão exclusivamente dedicadas a cuidar de sua saúde, e não haverá tempo para desfrutá-la.”</p>
<p>Cheguei bem perto de comprovar isso na prática, nos últimos três anos. Acabei chegando à conclusão muito óbvia de que, embora a <em>medicina</em> seja segmentada, o corpo é uma coisa só. O problema é que é muito difícil um especialista enxergar além de sua <em>especialidade</em>.</p>
<p>Durante meu primeiro ano de casado, tive que suportar reclamações muito fortes da minha mulher sobre meu <em>ronco</em>. Para mim, roncar era uma coisa folclórica. Chata, mas inevitável. Ao mesmo tempo, tinha dificuldades em me concentrar durante o dia e ficava com a língua quase na ponta dos pés se tivesse de subir escadas. Meu <em>joelho</em> também doía muito, e eu me estressava com facilidade. Chato pacas ser eu, fala sério.</p>
<p>Fui primeiro a um <em>cardiologista</em>. Ele constatou que a pressão estava mesmo alta e recomendou que eu perdesse <em>peso</em>. Olhei pra ele com uma cara de “sei, então tá&#8230;”. Até parece que é fácil. Dei uma mudada nuns hábitos alimentares, especialmente comendo mais <em>saladas</em>, e a pressão normalizou.</p>
<p>Logo a seguir fui tratar do ronco. Era <em>apneia</em> do sono. Durante seis meses, fiz exames para saber a causa e o tratamento mais adequado. O <em>médico</em> sempre dizia que perder peso ajudaria, mas eu olhava pra ele com uma cara de “sei, então tá&#8230;”. Fiz duas polissonografias, um exame em que o cidadão dorme no hospital e lhe colocam tantos fios no corpo que o cara fica parecendo o <em>Brainiac</em>.</p>
<p>A partir dali, descobri o melhor jeito de não roncar: passei a usar um aparelho, chamado <em>CPAP</em>, que bombeia ar no meu nariz durante a noite. Meu irmão, quando viu pela primeira vez, perguntou se eu iria dormir em <em>Marte</em>. Mas fez bem até pra ficar ligado de manhã. Desde que comecei a usar o CPAP, acordo disposto e produtivo todo dia.</p>
<p>Resolvido o problema do sono, fui atrás da dor no joelho. <em>Artrose</em>. Adivinha o que o médico me disse? Que o problema era o peso, que fazia força em cima do joelho e me ferrava todo. Ele disse que perder peso ajudaria, mas eu olhei pra ele com uma cara de “sei, então tá&#8230;” Tomei o <em>remédio</em> que ele indicou, fiz exercícios com o joelho por dois meses, coloquei um apoio para os pés sob a mesa do computador e agora o joelho dificilmente incomoda.</p>
<p>Se três senhores especializados lhe dizem a mesma coisa, melhor ouvir. Eu precisava perder peso, mas tenho sérios problemas de tempo e disposição pra fazer exercícios. Fui a uma <em>endocrinologista</em>, que recomendou uns remedinhos e uma dieta. Durante três meses segui bem e cheguei a perder 12 quilos. Melhorou tudo, mas um dia acabaria. E acabou justo no <em>feriadão</em> emendado de Natal e Ano Novo, quando fui visitar a família.</p>
<p>Enquanto tomei os <em>remédios</em>, vi que o principal efeito deles era reduzir a ansiedade. Eu comia mais devagar, portanto comia menos. E comecei a observar outras coisas na minha vida, e vi que realmente eu tinha um problema sério de <em>ansiedade</em>.</p>
<p>Tinha lógica, perceba: com a ansiedade eu como rápido, comendo rápido eu como muito (e mal), comendo muito (e mal) eu ganho peso, ganhando peso ferra meu joelho, minha respiração, minha pressão e os ouvidos da patroa. Eu segui isso na direção contrária, mais ou menos o que o <strong>Garganta Profunda</strong> disse ao <strong>Bob Woodward</strong> na garagem: o negócio é começar apertando de baixo pra cima.</p>
<p>Só que, por mais que tivesse lógica, precisei ter uma crise de estresse pra procurar ajuda psiquiátrica pra tratar a ansiedade. Quando procurei, encontrei fila pra agendar em <em>São Paulo</em>, os engarrafamentos enlouquecem tanto a gente que tem engarrafamento até pra ir tratar os miolos. Depois de conseguir marcar <em>consulta</em>, comecei um tratamento que está tendo ótimos efeitos até agora. Ando tão tranquilão que recomendo pra todo mundo.</p>
<p>O problema é que eu tenho quase certeza de que ainda vão me arrumar outro <em>problema</em> hierarquicamente superior à ansiedade.</p>
<table id="gordos" style="border-width: 0px" border="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td style="border-style: none; border-width: medium"><strong>Marcelo Soares</strong>, 32, é um cara polivalente e um dos poucos ex-gaúchos de que se tem notícia no mundo. Escreve ocasionalmente para o Los Angeles Times e a Wired, faz um comentário semanal sobre política na MTV, ganhou um prêmio Esso por expor a folha corrida dos deputados e nas horas vagas ainda traduz quadrinhos (Demolidor, Hulk, Novos Vingadores). Também toca violão, mas muito mal e geralmente só Deep Purple. No portal da MTV, mantém o blog <a href="http://mtv.uol.com.br/evocecomisso/blog" target="_blank">E Você com Isso</a>.</td>
<td style="border-style: none; border-width: medium"><a href="http://mtv.uol.com.br/evocecomisso/blog" target="_blank"><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/marcelosoares.jpg" alt="Marcelo Soares" title="Marcelo Soares" class="alignnone size-full wp-image-2166" /></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<title>Hematúria</title>
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		<pubDate>Sat, 09 May 2009 16:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Tapioca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma das experiências mais engraçadas que eu já vivi como médico foi quando um paciente idoso me procurou com queixa de hematúria (urina com sangue). Para proteger sua identidade vamos chamá-lo aqui de Seu João. Seu João é um homem simples que mora numa casa pequena, num bairro popular de Amargosa. Embora aposentado e ganhando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/tapioca_vinheta.jpg" alt="Seu Dotô!" title="Vinheta Seu Dotô!" class="aligncenter size-full wp-image-1618" /></p>
<p>Uma das experiências mais engraçadas que eu já vivi como <em>médico</em> foi quando um paciente idoso me procurou com queixa de <em>hematúria</em> (urina com sangue). Para proteger sua identidade vamos chamá-lo aqui de Seu João.</p>
<p>Seu João é um homem simples que mora numa casa pequena, num bairro popular de <em>Amargosa</em>. Embora aposentado e ganhando bem, ele prefere a vida humilde “pra não chamar atenção, né, doutor”. Vinha sentindo ardor ao <em>urinar</em> havia várias semanas e, como quase todo mundo numa cidade pequena, procurou o “<em>farmacêutico</em>” (balconista de farmácia, que não é farmacêutico, pois não cursou faculdade de <em>Farmácia</em>) que lhe indicou uma medicação equivocada e culminou com a piora dos sintomas e consequente hematúria.</p>
<p>Ao comparecer à primeira consulta e relatar o ocorrido, Seu João fez questão de trazer um pote de <em>maionese</em> (Hellmann’s, se não me engano) com um conteúdo avermelhado grumoso (indicando que aquela urina, além de conter <em>sangue</em>, já estava ali havia um bom tempo). De imediato solicitei uma cultura de urina e após o resultado mediquei de acordo com o <em>antibiograma</em>, solicitando em seguida uma ultrassonografia das vias urinárias e próstata, pra ver o tamanho do estrago.</p>
<p>No dia de fazer o <em>ultrassom</em> (agora com dois “s” segundo o novo vocabulário da língua portuguesa), Seu João chegou todo arrumado, cabelo cortado e barba feita (“no salão! Fiz hoje mesmo”) e, alegre, exibia outro pote de <em>Hellmann’s</em> (pelo menos eu acho que era outro) com uma bela urina cristalina, amarelinha e sem nenhum sedimento (“fiz <em>nestante</em> – neste instante – pra não ficar com ‘pedaços’ que nem a outra” – daí o vidro embaçado).</p>
<p>Sentou-se guardando o pote na sua bolsa de lona com a alça cruzando do ombro ao quadril e logo perguntou: “Esse <em>exame</em> demora muito?”. Respondi que não, mais ou menos uns 10 minutos.</p>
<p>Imediatamente ele sacou da bolsa um <em>relógio de parede</em> de cozinha, daqueles com frutas e verduras desenhadas nos números (naquele momento faltavam 20 para “<em>berinjela</em>”). Por cerca de três minutos ele tentou botar o tal relógio circular de pé na mesa do consultório (“É pra marcar o tempo, doutor, não gosto de exame muito rápido que não vê as coisa direito”). Ao perceber que seria impossível, ajudei colocando-o escorado no <em>monitor</em> com um peso de papel na base.</p>
<p>A segunda etapa foi deitá-lo na <em>maca</em>. Já sem camisa, ele não teve dificuldade de subir e sentar-se. O problema era deitar. Quando ele recostava o dorso, os joelhos dobravam e quando eu estirava suas pernas, o tronco subia e ele sentava de novo. Essa <em>coreografia</em> se repetiu várias vezes, me sentia dentro de um filme de <em>Chaplin</em>, só faltava o chapéu coco e o bigodinho estilo <em>Hitler</em>. Era como querer transformar a letra “L” num travessão, foi um parto, mas depois de muita conversa e várias tentativas, consegui deitá-lo e o exame foi executado com sucesso.</p>
<p>Ao final do atendimento, Seu João recolheu seu “reloginho” (já eram “berinjela” e meia) e partiu feliz, satisfeito com o serviço e curado. Nunca mais apresentou hematúria (graças a Deus!).</p>
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		<title>Nomes estranhos</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Apr 2009 16:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Tapioca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ser médico em uma cidade do interior da Bahia é uma experiência única. Você se depara quase que diariamente com situações inusitadas, curiosas e muitas vezes cômicas. Confesso que é difícil segurar o riso em algumas delas, mas a profissão exige e o jeito é rir depois ao contar suas aventuras para amigos e familiares. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/tapioca_vinheta.jpg" alt="Seu Dotô!" title="Vinheta Seu Dotô!" class="aligncenter size-full wp-image-1618" /></p>
<p>Ser <em>médico</em> em uma cidade do interior da <em>Bahia</em> é uma experiência única. Você se depara quase que diariamente com situações <em>inusitadas</em>, curiosas e muitas vezes <em>cômicas</em>. Confesso que é difícil segurar o <em>riso</em> em algumas delas, mas a profissão exige e o jeito é rir depois ao contar suas <em>aventuras</em> para amigos e familiares. Ou, como nesse caso, descrevê-las na <em>internet</em> para o deleite dos nossos queridos visitantes.</p>
<p>As <em>dificuldades</em> encontradas num <em>ambiente rural</em> são muitas, começando pelo <em>dialeto</em> local. O médico tem que ser <em>bilíngue</em> para poder compreender os <em>sintomas</em> relatados pelos pacientes. Por exemplo, se uma pessoa chega até você informando que está há dois dias com um <em>aguadio</em> horroroso, que a natureza não pede nada e o tempo todo só faz <em>remessar</em>, é preciso entender que ela está com <em>diarreia</em>, sem se alimentar e <em>vomitando</em> bastante.</p>
<p>Outros termos como <em>quipá</em> (escabiose ou sarna), <em>tiriça</em> (hepatite), <em>cistosa</em> (esquistossomose) e <em>piriri</em> (diarreia, que por sinal é a palavra que mais possui sinônimos) têm que fazer parte do <em>vocabulário</em> do médico interiorano, que ainda precisa de muita paciência para entender e ser entendido. Caso contrário pode acontecer como uma vez em que um amigo meu prescreveu <em>Voltarem 50</em> a um paciente, que retornou à tarde informando que no papel estava escrito que ele deveria <em>voltar em 5h</em>. Existem também alguns <em>relatos verídicos</em> de pessoas que deglutiram <em>supositórios</em> e <em>óvulos vaginais</em>, pois não entenderam muito bem a orientação médica a respeito.</p>
<p>Os <em>costumes</em> locais também atrapalham muito o trabalho do médico, pois é difícil convencer os clientes que <em>menstruação</em> não é doença e que se pode chupar <em>abacaxi</em> e outras <em>frutas cítricas</em> nesse período; comer <em>doce</em> e beber <em>água</em> em seguida não causa <em>diabete</em>; sentar na cadeira onde uma mulher menstruada estava sentada não passa <em>cólica</em>; e <em>verme</em> não sabe em que quadra está a lua, então não basta tomar <em>vermífugo</em> só na lua cheia.</p>
<p>Outra característica do <em>povo interiorano</em> é a incrível capacidade de criar nomes originais. A criatividade deles é infinita. Eu faço exame de <em>ultrassonografia</em> e, muitas vezes, ao identificar o sexo da criança, costumo perguntar aos pais se já escolheram o nome para poder digitá-lo ao lado da <em>genitália</em> e facilitar a compreensão da imagem. Às vezes o nome da criança é tão complicado que eu prefiro escrever apenas “menino” ou “menina” para não me comprometer.</p>
<p>Um caso engraçado aconteceu uma vez em um posto de saúde, quando um <em>pediatra</em> se deparou com um <em>Valdisnei</em> ao olhar o nome do seu próximo paciente. Pra quem já está acostumado com <em>Ariosvaldo</em>, <em>Jucilândia</em> e <em>Onofraldina</em>, um mero Valdisnei é bobagem, mesmo ele sendo adornado com um ”W” no início e um “Y” no final. Afinal, não basta o nome ser difícil: tem que ter letra diferente e, se possível, dobrada.</p>
<p>Ao chamar por Valdisnei várias vezes e não obter resposta o colega já achava que a criança havia faltado ao atendimento. Foi quando fitou uma senhora sacudindo seu <em>filho</em> como se fosse uma coqueteleira. O médico educadamente perguntou: “Valdisnei?”. E a senhora respondeu, meio irritada: “O nome do meu filho é Waldisnney (Walt Disney)”. Pronúncia é tudo!</p>
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