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	<title>Papo de Gordo &#187; Exames</title>
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		<title>Papo de Gordo &#187; Exames</title>
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		<title>Medidas do pescoço e da cintura podem indicar excesso de gordura</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2010/07/20/circunferencia-cintura-pescoco-problemas-metabolicos/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 12:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brunno Elias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O IMC é contestado como melhor medida para aferição da obesidade. Estudo comprovou que a medida do pescoço é mais indicado para se identificar problemas metabólicos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/imc.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-11790" title="O IMC pode não ser a melhor maneira de verificar a obsidade" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/imc.jpg" alt="" width="400" height="394" /></a>Você já leu aqui no <strong>Papo de Gordo</strong> que o Índice de Massa Corporal, o popular IMC, <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/06/24/largue-a-calculadora-e-pegue-a-fita-metrica/" target="_blank"> vem sendo contestado em seu posto como melhor medida para aferição da <em>obesidade</em></a>. Pois um estudo publicado na revista <em>Pediatrics </em>colocou mais concorrentes nessa disputa ao comprovar que a  medida do pescoço é a mais indicada forma para se identificar o excesso de <em>gordura  corporal</em>.</p>
<p>A pesquisa avaliou mil crianças e jovens quanto ao peso corporal, altura, circunferência de cintura e pescoço, além da pressão arterial.</p>
<p>Isso porque a <em>gordura visceral</em> tem se mostrado como responsável por muitos efeitos negativos à saúde. A alta deposição dela junto a órgão internos facilita que ocorra a resistência à <em>insulina</em> (levando ao Diabetes), <em>hipertensão arterial</em> e à própria <em>obesidade</em>.</p>
<p>Já a circunferência de pescoço também se relacionou com a <em>hipertensão arterial</em> e à apnéia (pausas na respiração durante o sono), apontando a necessidade de tratamentos médicos.</p>
<p><a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/medidas2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-11793" title="Pesquisa revela as medidas ideais" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/medidas2.jpg" alt="" width="300" height="382" /></a>Porém, é importante lembrar que a circunferência de pescoço deve levar em conta alguns fatores. Isso porque o <em>acúmulo de gordura</em> pode ser central (<em>andróide</em>) ou periférico (<em>ginóide</em>).</p>
<p>Nos homens, normalmente, a <em>gordura</em> é depositada na região central do tronco, o que pe denominado <em>andróide</em>. Assim, o corpo fica com aparência de uma maçã. Nesses casos, a medida do pescoço é eficaz.</p>
<p>Já se a deposição de <em>gordura</em> é do tipo <em>ginóide</em>, o que ocorre normalmente nas mulheres (do tipo pêra), a medida do pescoço pode ser um indicador não muito confiável no que diz respeito a problemas metabólicos.</p>
<p>Por tudo isso, a atual diretriz tanto para médicos, como para nutricionistas, educadores físicos e outros  profissionais da saúde é escolher avaliações adequadas para cada caso e interpretá-las de acordo com cada paciente.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>Fontes:</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/763809-perimetro-do-pescoco-e-mais-preciso-que-imc-para-detectar-obesidade-diz-pesquisa.shtml" target="_blank">Perímetro do pescoço é mais preciso que IMC para detectar obesidade, diz pesquisa. </a></p>
<p><a href="http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/obesidade/causaseconsequenciasdaobesidade.htm" target="_blank">Obesidade.</a></p>
<p><a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2010/06/24/largue-a-calculadora-e-pegue-a-fita-metrica/" target="_blank">Largue a calculadora e pegue a fita métrica.</a></p>
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		<title>Largue a calculadora e pegue a fita métrica</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 16:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brunno Elias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<description><![CDATA[Circunferência de cintura identifica com mais precisão a obesidade que o Índice de Massa Corporal, demonstra estudo brasileiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/cintura.jpg" alt="" title="Circunferência abdominal pode ser mais útil que cálculo de IMC" width="250" height="188" class="alignright size-full wp-image-10433" />Você já deve estar acostumado a informar seu peso corporal e na, sequência, comentar sobre o Índice de Massa Corporal (o famoso IMC, que é calculado dividindo seu peso pelo quadrado de sua altura).</p>
<p>Porém, o IMC pode não ser algo tão confiável como se acredita. Quem afirma isso é <a href="http://lattes.cnpq.br/8917482210608448" target="_blank">Fabiane Rezende</a>, mestre em Ciência da Nutrição e professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que, juntamente com sua equipe, publicou um <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&#038;pid=S1517-86922010000200002&#038;lng=en&#038;nrm=iso" target="_blank">estudo sobre o assunto</a> na <em>Revista Brasileira de Medicina do Esporte</em>.</p>
<p>A pesquisa foi feita com 98 homens entre 20 a 58 anos. Os participantes passaram por avaliação de peso corporal, altura, circunferência de cintura e do quadril, além de ter a composição corporal (percentual de gordura) avaliada por bioimpedância elétrica tetrapolar (teste no qual é emitida uma leve carga elétrica e mensurada a resistência que a mesma sofre para chegar aos receptores).</p>
<p>Ao se utilizar IMC, foi identificado sobrepeso em 36,7% dos participantes (IMC maior ou igual a 25). Já utilizando a avaliação da circunferência, 18,4% possuíam obesidade abdominal (quando a medida é igual ou superior a 94cm). O IMC representa a distribuição de peso por metro quadrado (o quanto você pesa distribuído na sua altura), enquanto que a circunferência de cintura foi aferida na menor curvatura abaixo da última costela.</p>
<p>O IMC foi eficaz em identificar os indivíduos realmente obesos, mas teve baixa capacidade de predição em indivíduos com obesidade abdominal, aquela em que a concentração de gordura acontece na região do ventre e não com distribuição de gordura pelo corpo todo. Já a circunferência de cintura mede diretamente a região e conseguiu predizer os quadros com alta concentração de gordura.</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/fabianerezende.jpg" alt="" title="Fabiane Rezende, responsável pela pesquisa" width="150" height="191" class="alignright size-full wp-image-10435" />Em entrevista ao <strong>Papo de Gordo</strong>, a autora afirmou que o IMC tem sido bem aplicado em estudos epidemiológicos com foco em sobrepeso e obesidade, mas para avaliação clínica ou mesmo com característica mais individual o método deve ser complementado por outras avaliações.</p>
<p>Fabiane afima que &#8220;o IMC, do ponto de vista populacional, tem sido bastante utilizado em estudos epidemiológicos devido sua boa sensibilidade para o diagnóstico de sobrepeso e obesidade. Em relação ao uso do IMC para a avaliação individual, existe consenso de que o diagnóstico deve ser realizado com medidas complementares, como avaliação da composição corporal por meio de pregas cutâneas, por exemplo, e utilização de circunferências corporais, como cintura e quadril&#8221;.</p>
<p>Para prescrição de exercícios, análises para reeducação alimentar ou na consulta com seu médico, a aferição da circunferência de cintura acaba sendo a melhor opção. Para a autora, o profissional deve optar por uma metodologia de avaliação válida, mas adotar postura crítica na análise dos resultados, já que vários fatores podem influenciar os resultados (edema, retenção hídrica no período menstrual, roupas que alteram a distribuição do peso corporal).</p>
<p>Além disso, a pesquisadora lembra que &#8220;outras limitações do IMC têm sido discutidas, como a utilização de pontos de corte iguais para homens e mulheres, que sabidamente possuem padrões de composição corporal diferentes e aplicação de pontos de corte para uma faixa etária de amplitude elevada, 20 a 60 anos. Sabe-se que com a avançar das décadas ocorrem modificações da composição corporal decorrentes de alterações fisiológicas do envelhecimento&#8221;.</p>
<p>Nenhuma das técnicas apresentadas deve ser aplicada de forma isolada, mas sim com o objetivo de complementar as informações que fornecerão bases a atuação do profissional. Como o indivíduo aparentemente saudável pode apresentar IMC abaixo do nível de obesidade, mas demonstrar alterações importantes no funcionamento metabólico do organismo, a autora indica a adoção desse comportamento como uma forma de potencializar o tratamento.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>Fonte:</strong><br />
<a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&#038;pid=S1517-86922010000200002&#038;lng=en&#038;nrm=iso" target="_blank">Aplicabilidade do índice de massa corporal na avaliação da gordura corporal</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Papo de Gordo 27 &#8211; Gordos  vs. Médicos</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2009/10/15/papo-de-gordo-27-medicos-contra-gordos/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 00:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Histórias de gordos no médico, equipamentos que não funcionam pros gordos, Comida de hospital, remédios para emagrecer, gordos em hospitais e muito mais!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-4664" title="Papo de Gordo 27 - Médicos vs. Gordos!" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/pdg27.png" alt="Papo de Gordo 27 - Médicos vs. Gordos!" /></p>
<p>O dia 15 chegou, e trouxe com ele uma nova edição do <em>podcast</em> mais pesado da internet. No programa de hoje <a href="http://twitter.com/eduardo_sales" target="_blank">Eduardo Sales Filho</a>, <a href="http://twitter.com/maira_moraes" target="_blank">Maira Moraes</a>, <a href="http://twitter.com/lucioluiz" target="_blank">Lucio Luiz</a>, <a href="http://twitter.com/FlavioFSoarez" target="_blank">Flavio Soares</a>, <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/categoria/colunas/seu-doto/" target="_blank">Dr. Tapioca</a> e os convidados especiais, <a href="http://twitter.com/LuizFreitas" target="_blank">Dr. Luiz Freitas</a> e <a href="http://twitter.com/jabour_rio/" target="_blank">Jabour_rio</a> (do <a href="http://www.baupirata.com/" target="_blank">Baú Pirata</a> e <a href="http://www.deupau.com/" target="_blank">Deupau.com</a>) batem um papo sobre a complicada relação entre gordos e <em>médicos</em>.</p>
<p style="text-align: left;">Neste episódio do <strong>Papo de Gordo</strong>, saiba quais são as <em>doenças</em> comumente relacionadas à <em>obesidade</em>, conheça um pouco mais sobre alguns <em>remédios para emagrecer</em> &#8211; tipo a <em>sibutramina</em> e o <em>xenical</em> &#8211; ouça histórias de <em>gordos em hospitais</em>, entenda o que levou uma freira a fugir do Lucio, e descubra porque diabos o Jabour foi convidado para um programa sobre médicos!</p>
<p style="text-align: left;">Peguem seus estetoscópios, pois o <strong>Papo de Gordo</strong> está começando!</p>
<p>Duração: 76 minutos</p>
<p><strong>PRÊMIO PODCAST &#8211; VOTE AGORA!</strong></p>
<p><a href="http://www.premiopodcast.com.br/index.php?podcast=25" target="_blank"><img src="http://www.premiopodcast.com.br/images/selo09.png" border="0" alt="" /></a></p>
<p><a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/10/06/premio-podcast-2009-vote-no-papo-de-gordo/" target="_blank">Conheça os podcasts indicados pelo <strong>Papo de Gordo</strong></a></p>
<p><strong>COMENTADO NA LEITURA DE E-MAILS</strong></p>
<p><a href="http://rodreis.com/2009/09/30/mundo-rod-podcast-episodio-10-%E2%80%93-feliz-aniversario-rod-reis/" target="_blank">Dudu no Mundo Rod Podcast</a><br />
<a href="http://www.baupirata.com/podcast/piratacast/piratacast-10-historias-de-colegio-parte-2.html" target="_blank">Lucio no Piratacast</a><br />
<a href="http://feedbacknews.com.br/spinoff/2009/10/05/podcast-spin-off-s02e22-lost-o-que-esperamos-da-season-6/" target="_blank">Dudu no Podcast Spinoff</a><br />
<a href="http://www.twitter.com/papodegordo" target="_blank">Nos siga no Twitter</a><br />
<a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=90516723" target="_blank">Comunidade do Papo de Gordo no Orkut</a><br />
<a href="http://wepresshere.wordpress.com/" target="_blank">Podcast Press Here</a><br />
<a href="http://radiofobianoar.blogspot.com/" target="_blank">Podcast Radiofobia</a><br />
<strong><br />
LINKS RELACIONADOS AO EPISÓDIO</strong></p>
<p><a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/07/04/o-gordo-no-medico/" target="_blank">O gordo no médico</a> &#8211; texto do Dr. Tapioca<br />
<a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/categoria/contrapeso/cirurgia/" target="_blank">Detalhes sobre a cirurgia de Dudu</a></p>
<p><strong>E-MAIL</strong></p>
<p style="text-align: left;">Gostou do podcast? Você já teve algum problema para fazer <em>exames</em>? Também acha que todo <em>médico</em> é escroto? Morre de medo de cair da cadeira do dentista? Então mande um e-mail pra gente contando tudo: <a href="mailto:papodegordo@papodegordo.com.br">papodegordo@papodegordo.com.br</a></p>
<p style="text-align: left;"><strong>MENSAGENS DE VOZ</strong></p>
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<p style="text-align: left;"><strong>RSS e iTunes</strong></p>
<p style="text-align: left;">Assine o <em><a href="http://feeds.feedburner.com/papodegordo">feed</a></em> do <strong>Papo de Gordo</strong> no seu agregador de RSS ou <a href="itpc://feeds.feedburner.com/papodegordo">clique aqui</a> para assinar diretamente no <em>iTunes</em>.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>MANUAL DE INSTRUÇÕES</strong></p>
<p style="text-align: left;">Aperte o PLAY abaixo ou <a href="http://www.mundomorsa.com.br/papodegordo/mp3/PG27_medicos.mp3">CLIQUE AQUI</a> com o botão direito do mouse e escolha a opção <em>“Salvar Destino Como”</em> para baixar o arquivo no formato MP3, ou então <a href="http://www.mundomorsa.com.br/papodegordo/mp3/PG27_medicos.zip">CLIQUE AQUI</a> para baixar a versão zipada do <strong>Papo de Gordo</strong>.</p>

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		<title>Que cheiro é esse?</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2009/07/18/que-cheiro-e-esse/</link>
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		<pubDate>Sat, 18 Jul 2009 18:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Tapioca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde pequeno eu ouço falar que “médico não pode ter nojo das coisas”. Tem até aquela velha piada do professor de Medicina que introduziu o dedo no orifício posterior do tubo digestivo de um cadáver diante dos estudantes e disse: “Todo médico tem que ter estômago forte e ser bom observador” e colocou o dedo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1618" title="Vinheta Seu Dotô!" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/tapioca_vinheta.jpg" alt="Seu Dotô!" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-3071" title="Que cheiro é esse?" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/odor.jpg" alt="Que cheiro é esse?" />Desde pequeno eu ouço falar que “médico não pode ter nojo das coisas”. Tem até aquela velha <em>piad</em>a do professor de <em>Medicina</em> que introduziu o dedo no orifício posterior do tubo digestivo de um cadáver diante dos estudantes e disse: “Todo médico tem que ter <em>estômago forte</em> e ser bom observador” e colocou o dedo na própria boca. Convocou, então, os pobres discípulos a repetir o ato e todos o fizeram pra garantir a nota. Muitos vomitaram, outros engulharam e alguns fizeram cara de indiferentes (pra tirar uma ondinha). Depois do sofrimento, o <em>professor</em> disse: “Vocês têm estômago forte, mas não são bons observadores, pois eu introduzi o dedo indicador e coloquei na boca o dedo médio”. A profissão já me fez colocar o dedo em vários locais desagradáveis, mas sempre com <em>luva</em> e nunca, nunquinha mesmo, coloquei nada na boca (deusolivre!).</p>
<p>Se você ficou <em>enojado</em> com a piadinha do primeiro parágrafo, recomendo que pare a leitura e vá ler outra coluna do <em>site</em>. A partir de agora, é <em>ladeira abaixo</em>. Já passei por muito sufoco devido a odores fétidos. Isso começou ainda no primeiro ano de faculdade, quando nos deparamos com a sala de peças anatômicas (pedaço de <em>gente morta</em>). Juro que não tive nojo dos braços, pernas e tórax abertos expondo músculos, vasos e vísceras, pois, como tudo estava conservado em formol, o cheiro era pouco desagradável e parecia um salão de beleza com umas vinte mulheres fazendo escova progressiva ao mesmo tempo. Era como estudar com bonecos de <em>borracha</em>. O nojo mesmo foi no final do semestre, quando o professor nos levou pra ver cadáveres frescos no IML. Garanto que não sou do tipo de fazer careta pra qualquer cheirinho. Desde pequeno faço piada com porcarias e nojeiras só pra ver o povo fazer aquele &#8220;eca!&#8221; sonoro, mas quando abriram um corpo de um mendigo que foi achado morto dias antes em uma sarjeta e o cheiro de metano subiu, a coisa ficou feia pro meu lado. Parecia que um elefante com <em>diarreia</em> tinha resolvido se aliviar ali mesmo! Nunca senti um odor tão pútrido em toda minha vida! Junte isso à visão das vísceras intestinais saltando do abdome aberto, cheias de gazes como bexigas compridas (daquelas que fazem cachorro, chapéu, espada&#8230;). Visão do inferno total!</p>
<p>Andando mais um pouco na minha vida acadêmica, chegamos ao estágio no Hospital Geral do Estado (HGE), que é a principal emergência da <em>Bahia</em>. Logo que você entra no plantão, é calorosamente recebido pelo odor característico de &#8220;sangue + fezes + vômito + iodo&#8221;. É um cheiro peculiar que só tem lá e que, na época de estudante, eu pensava em patentear e criar uma <em>medicação emética</em> (que provoca vômitos). Seria um sucesso entre as bulímicas. Depois de encarar um Big Mac, era só dar uma cheiradinha no vidrinho de <em>Eau du HGE</em> e vinha o “Raul” na certa! Melhor de tudo é quando você dá plantão em pleno <em>Carnaval</em>, perdendo a festa, tendo que suturar a cara de um bêbado que se cortou durante uma briga e o miserável vomita no seu jaleco e em todo material estéril do kit de sutura. Repense seu <em>vestibular</em>, amigo!</p>
<p>Já na vida profissional, os <em>cheiros</em> são mais aceitáveis. Morando no interior, o mais frequente é o famoso cecê. Entenda o porquê: uma paciente moradora da zona rural de uma cidade vizinha a <em>Amargosa</em> acorda às 5 da manhã e, como está frio e não tem chuveiro elétrico, banho já era! Anda uma légua e meia (cerca de 9 quilômetros) até a zona urbana pra pegar um carro (provavelmente superlotado) até Amargosa pra fazer uma ultrassonografia mamária, mas, antes de ir à <em>clínica</em>, aproveita que está em uma cidade maior que a sua e vai bater perna no <em>comércio</em>, dá uma olhada nas lojas de roupas, sapatarias, farmácias, faz uma fezinha na lotérica e, às 12 horas e 40°C, resolve finalmente fazer seu exame. Ao deitar na maca, já com o roupão, a primeira coisa que o médico pede é que ela coloque a mão atrás da cabeça. Essa é a hora de reavaliar a interpretação do termo <em>catinga</em>. Mas como a paciente está ali, olhando o médico, ele mantém o sorriso e continua o <em>exame</em> como se não houvesse cheiro algum. Agora, volte ao início do parágrafo e imagine se a paciente fosse fazer uma ultrassonografia <strong>transvaginal</strong>. Juro por Deus que parece uma peixaria no final do expediente de um dia quente de verão e com o <em>freezer</em> quebrado. O bafo é tão forte que você sente um calorzinho na mão durante o exame.</p>
<p>Outro odor comum é o flato desproposital, vulgo pum que escapou. É difícil, às vezes, depois de comer <strong>aquela</strong> feijoada, ficar sentado na sala de espera e conter os inevitáveis gases intestinais. O pior é que na sala você fica constrangido com os outros pacientes e, no consultório, pega mal soltar um na frente do doutor. Que situação! Geralmente os jovens conseguem segurar a onda, mas os idosos (pobrezinhos) já não têm mais aquele tônus muscular no <em>esfíncter anal</em>. Uma vez, ao fazer um ultrassom do abdome total numa paciente idosa, pedi pra que ela virasse de lado (para examinar o rim) e, com o movimento, acabou soltando os <em>gases</em> bem na minha cara. O esposo dela (também com idade bem avançada), que acompanhava o exame, ficou olhando para mim e minha auxiliar para verificar nossa reação. Eu apenas respondi ao “desculpa doutor” com um simpático “não foi nada, acontece”.<img class="alignright size-full wp-image-3077" title="Foco clínico" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/fococlinico.jpg" alt="Foco clínico" /> Já minha assistente, digitando o laudo no computador, concentrou-se em seu jogo de paciência como se estivesse jogando <em>xadrez</em> contra o <a href="http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI1286568-EI4801,00.html" target="_blank">Deep Fritz</a>. O bom é que ninguém riu e a paciente saiu satisfeita.</p>
<p>Algumas vezes somos surpreendidos com algo mais substancioso que um simples <em>pum</em>. Em certa ocasião, estava eu em uma clínica em <em>Mutuípe</em> (cidade vizinha a Amargosa) fazendo uma ultrassonografia da próstata (pelo abdome, e não a transretal). Nesta época eu usava um <em>foco clínico</em> (esse aparelhinho na foto ao lado) como luz indireta (a sala fica apagada durante o exame), que era ligado ao mesmo <em>no break</em> onde estavam conectados o ultrassom e a impressora. O paciente apresentava-se meio inquieto antes de iniciar o procedimento e até questionei se estava se sentindo bem, no que ele me disse que sim, que só queria fazer logo o exame. Pois bem, como o aparelho estava muito próximo à cabeça do paciente (tinha acabado de fazer uma <em>tireoide</em>), puxei o carrinho do ultrassom para o nível da pelve e o plugue do <em>no break</em> soltou-se da tomada. De repente, tudo ficou escuro e o barulhinho do ventilador do aparelho cessou. Naquela completa escuridão silenciosa ouviu-se a voz do paciente assustado: “Oh, meu Deus, me <em>caguei</em> todo!” A agonia no início do exame era uma <em>diarreia</em>. Pedi pra que ele fosse ao sanitário, mas ele insistiu em fazer logo o exame e levantar de uma vez só. Como o cliente tem sempre razão, realizei o procedimento com cheirinho de <em>merda</em> no ar e, ao final, ele foi ao sanitário do consultório e através da porta eu ouvi: “A cueca está imprestável!”. Pedi licença, disse que o deixaria à vontade, saí e fui digitar o laudo em outra sala.</p>
<p>Cheiros, fedores, repugnâncias em geral fazem parte da minha rotina, mas sei que não estaria feliz em outra profissão qualquer. Afinal, que outro <em>labor</em> me daria o prazer de colocar essa cara de <em>nojo</em> em vocês todos? Até a próxima.</p>
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		<title>O gordo no médico</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2009/07/04/o-gordo-no-medico/</link>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 16:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Tapioca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Seu Dotô!]]></category>
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		<description><![CDATA[Já se falou muito aqui no Papo de Gordo da relação entre o médico e o paciente obeso. Falou-se em discriminação, em médico dizer que tudo que o cara sente é por culpa da gordura, entre outras coisas. Vamos tirar a máscara e falar claramente: muitos médicos respiram fundo antes de atender um paciente, digamos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1618" title="Vinheta Seu Dotô!" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/tapioca_vinheta.jpg" alt="Seu Dotô!"  /></p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/imagens/polemica.jpg" alt="Um gordo no médico" title="Este artigo pode gerar polêmicas" class="alignright">Já se falou muito aqui no <strong>Papo de Gordo</strong> da relação entre o médico e o paciente obeso. Falou-se em discriminação, em médico dizer que tudo que o cara sente é por culpa da gordura, entre outras coisas. Vamos tirar a <em>máscara</em> e falar claramente: muitos médicos respiram fundo antes de atender um paciente, digamos, lateralmente avantajado, não por <em>discriminação</em>, preconceito ou nojo. O ponto é que, a depender da sua especialidade, atender um <em>obeso</em> é difícil pra caramba e requer muito esforço, tanto físico quanto mental.</p>
<p>Sendo <em>ultrassonografista</em>, como eu, fazer exame de abdome total em paciente com gordura subcutânea espessa e gordura visceral abundante é um suplício! Isso porque o tecido <em>adiposo</em> atenua fortemente o feixe sonoro que tem que atravessá-lo, atingir os órgãos internos e retornar (eco) ao transdutor, formando assim a imagem do <em>ultrassom</em>. Sendo assim, para melhorar a qualidade da imagem é preciso comprimir a sonda no abdome do paciente, literalmente enterrando ela na <em>barriga</em> do sujeito (sem causar dor, evidentemente), muitas vezes com a mão e o punho desaparecendo no meio da gordureba. Isso tudo pra poder enxergar alguma coisa e realizar o diagnóstico.</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordonomedico.jpg" alt="Um gordo no médico" title="Um gordo no médico" class="alignright size-full wp-image-2816" />Se você é um cara simplista (e conhece um pouco de exame de imagem) deve estar pensando “manda o gordo fazer tomografia ou <em>ressonância</em>”. Além de serem exames bem mais caros (muitas vezes mais de 10 vezes o valor de uma ultrassonografia), de precisarem de contraste e só haver em grandes centros, a maioria absoluta desses aparelhos (incluindo os <em>raios-X</em>) são equipados com macas que suportam “apenas” 120 Kg, ou seja, não aguentam nem <a href="http://www.twitter.com/eduardo_sales" target="_blank">Dudu</a>, nem <a href="http://www.twitter.com/lucioluiz" target="_blank">Lucio</a>. Isso cria um grande problema pro <em>radiologista</em> e maior ainda pro paciente que precisa do exame. Na tentativa de resolver esse problema, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro em 2007 teve a infeliz idéia de <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL17711-5606,00.html" target="_blank">realizar exames de imagem em obesos no Jockey Club da Gávea</a> em aparelhos para cavalo. Ou seja, chamou o gordo de bicho.</p>
<p>Um estudo publicado na revista <em>Radiology</em> no ano passado revelou que, nos últimos 15 anos, o número de exames diagnósticos que falharam devido à obesidade do paciente duplicou. Aqui no Brasil, no estado do <em>Espírito Santo</em>, um paciente obeso precisou entrar na justiça pra poder se submeter a uma Tomografia Computadorizada em um hospital que havia se negado a realizá-la devido ao excesso de peso. O paciente conseguiu uma liminar obrigando a instituição a perpetrar o <em>exame</em>, mas quando o usuário foi colocado na maca do aparelho, esta arrebentou e o exame não foi feito. Em resumo: paciente sem tomografia e hospital sem tomógrafo até consertar a maca (que demora pacas!).</p>
<p>Não é só radiologista que sofre com o paciente “gordinho”. O clínico também tem que rebolar. O problema já começa ao tentar aferir a pressão, já que muitos <em>tensiômetros</em> (ou esfigmomanômetros) têm uma braçadeira que não fecha em braços muito calibrosos. Depois vem o exame físico propriamente dito, que já fica prejudicado na percussão (quando o médico coloca os dedos indicador e médio da mão esquerda deitados sobre barriga do paciente e batuca neles com o dedo médio da outra mão) porque o som produzido sempre acaba sendo mais maciço que o habitual devido ao panículo adiposo espesso (que, no caso de certos gordos, não é mais um panículo e sim uma colcha de lã bem grossa, daquelas que só se usa no inverno do Sul). Continuando o exame vem a <em>palpação</em>, quando o médico tem que por “a mão na massa” e tentar sentir os órgãos internos e suas possíveis alterações. Quero ver quem é esse que vai palpar um abdome avantajado e dizer se a borda do fígado está “fina” ou “romba”! Dou minha cara a tapa!</p>
<p>Existem muitas outras especialidades que sofrem com o paciente obeso. Pensa que é fácil fazer parto de <em>gestante</em> gordinha? Isso quando a maca aguenta o peso. E cirurgia, então? Tem que passar por aquela gordura toda até chegar à cavidade que muitas vezes também é cheia de gordura visceral. Ortopedista também é outro que precisa dançar o <em>samba do crioulo doido</em> pra cuidar da coluna e dos joelhos do obeso, que geralmente se irrita quando ele diz que a dor é causada pelo excesso de peso (eu sei que revolta, mas é verdade, fazer o quê?).</p>
<p>A obesidade é um problema de saúde mundial que precisa ser cuidado com respeito ao <em>paciente</em>, dando a ele o direito de ser gordinho se ele quiser (no caso de um &#8220;gordo de raiz&#8221;), mas com saúde e tendo acesso a todos os métodos diagnósticos e terapêuticos como qualquer outro paciente sem pra tanto ser humilhado ou envergonhado de nenhuma forma. A <em>medicina</em> ainda tem que evoluir muito para conseguir esse feito e tem melhorado a qualidade dos seus aparelhos com macas de tomografia, ressonância e raio-X mais resistentes, aparelhos de ultrassom mais potentes (com opção de densidade de tecido) e leitos hospitalares mais largos. Já é um passo. Faça sua parte também, tenha paciência com seu <em>médico</em> quando ele tiver dificuldade de examiná-lo, saiba que ele estará fazendo o máximo pra garantir o melhor atendimento possível.</p>
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		<title>Revisão dos seis meses&#8230; com um certo atraso</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2008/09/21/revisao-dos-seis-meses/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 18:01:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cirurgia Bariátrica]]></category>
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		<description><![CDATA[Nessa última semana tive uma nova consulta com meu cirurgião. Procurei o dr. Luiz Henrique para levar o resultado de alguns exames que fiz quando completei seis meses de cirurgia. Estava devendo esta visita já há algum tempo, mas minha falta de tempo e a agenda complicada do meu médico não estavam se acertando direito. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nessa última semana tive uma nova consulta com meu cirurgião. Procurei o dr. Luiz Henrique para levar o resultado de alguns exames que fiz quando completei seis meses de cirurgia.</p>
<p>Estava devendo esta visita já há algum tempo, mas minha falta de tempo e a agenda complicada do meu médico não estavam se acertando direito. Já haviam se passando sete meses desde a minha gastroplastia e era chegada a hora de uma nova revisão.</p>
<p>Confira abaixo os resultados:<br />
<strong>Cálcio sérico &#8211; 8,4</strong> <em>(referência: entre 8,5 e 10,5)</em><br />
<strong>Colesterol total sérico &#8211; 151,00</strong> <em>(referência: até 200,00)</em><br />
<strong>Colesterol HDL sérico &#8211; 53,00</strong> <em>(referência: > 55,00)</em><br />
<strong>Colesterol LDL sérico &#8211; 73</strong> <em>(referência: até 130)</em><br />
<strong>Colesterol VLDL &#8211; 25,00</strong> <em>(referência: < 30)</em><br />
<strong>Ferro sérico &#8211; 78,00 </strong></em><em>(referência: entre 50,00 e 150,00)</em><br />
<strong>Glicemia &#8211; 94,00</strong> <em>(referência: entre 75,00 e 99,00)</em><br />
<strong>Triglicerideos séricos &#8211; 126,00</strong> <em>(referência: < 200,00)</em><br />
<strong>Vitamina B12 &#8211; 405,0</strong> </em><em>(referência: entre 180,0 e 900,0)</em></p>
<p>Assim que peguei os exames no laboratório, tratei de lê-los imediatamente para ter uma noção básica de como estou. Acabei ficando preocupando com alguns resultados.</p>
<p>Meu cálcio e o colesterol HDL estavam um pouco abaixo dos valores de referência e eu não sabia muito bem o que isso significava no quadro geral. Mas, felizmente, meu médico me tranquilizou. Segundo o dr. Luiz Henrique, a variação foi tão pequena que pode ser considerada insignificante a longo prazo.</p>
<p>A glicemia foi outra coisa que me preocupou. Em todos os exames anteriores, inclusive nos feitos antes da cirurgia, o valor era sempre o mesmo: 72,00. Eu não conseguia entender porque agora, depois que emagreci tanto, minha glicemia iria aumentar. Porém, meu cirurgião explicou que isso pode ter sido resultado de algo que comi no dia anterior ao exame, e que, enquanto estivesse dentro dos valores de referência, não deveria me preocupar.</p>
<p>De modo geral, o dr. Luiz disse que eu estava indo muito bem. Elogiou minha tranquilidade diante das mudanças que ocorreram em minha vida e ficou feliz quando soube quantos quilos já perdi&#8230; mas isso é assunto pra outro post.</p>
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		<title>Revisão dos 4.000 km (também conhecido como 4 meses)</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2008/05/14/revisao-dos-4000-km-tambem-conhecido-como-4-meses/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 May 2008 18:51:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cirurgia Bariátrica]]></category>
		<category><![CDATA[Consultas]]></category>
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		<description><![CDATA[No dia 8 de maio completei quatro meses de operado. Era hora de fazer alguns exames para descobrir como o meu corpo estava reagindo às mudanças impostas pela minha nova vida. Passei no laboratório para pegar os resultados na semana passada, liguei para o Hospital Espanhol e marquei uma nova consulta com meu cirurgião, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 8 de maio completei quatro meses de operado. Era hora de fazer alguns exames para descobrir como o meu corpo estava reagindo às mudanças impostas pela minha nova vida. Passei no laboratório para pegar os resultados na semana passada, liguei para o Hospital Espanhol e marquei uma nova consulta com meu cirurgião, o Dr. Luiz Henrique.</p>
<p>Os exames de sangue confirmaram o que eu já sabia, tá tudo ótimo comigo. Meu colesterol total caiu de 154 para <strong>140</strong>, o colesterol HDL foi de 69 para <strong>65</strong> e o LDL de 62 para <strong>58</strong>. A glicemia continua no mesmo nível, <strong>72</strong>; e os triglicerideos cairam de 115 para <strong>87</strong>.</p>
<p>Como sou famoso pela minha péssima memória, achei melhor escrever num pedaço de papel todas as perguntas que queria fazer ao Dr. Luiz Henrique. Eram algumas dúvidas simples sobre a cirurgia, coisas que ele já havia me dito mas eu não lembrava; bem como a liberação pra voltar a ter uma vida normal.</p>
<p>Comecei com a pergunta mais óbvia, aquilo que todo mundo me questionava e eu não sabia responder, mas agora sei. Sim, além de cortarem o meu estômago colocaram um anel em volta dele para evitar que o desgraçado dilate novamente. Segundo informações do médico, a capacidade máxima do meu estômago será de pouco mais de 200 ml. Mas isso só acontecerá no futuro, por enquanto ele não deve estar nem com a metade disso.</p>
<p>Estava preocupado também com a cicatriz, queria saber como tratá-la para evitar a formação de quelóide. Provavelmente não vai adiantar nada, mas ainda assim peguei a receita de uma pomada que, teoricamente, vai amenizar um pouco a situação.</p>
<p>Fui liberado pra tomar sol, desde que não exagere muito e que coloque uma quantidade obscena de protetor solar sobre a cicatriz. Outra opção apresentada foi cobrir o local do corte com um esparadrapo ou fita adesiva, mas acho que isso seria muito bizarro.</p>
<p>Também estou liberado pra tomar banho de piscina e mar. Já até dei um mergulho na piscina aqui do prédio, mas achei melhor não nadar muito, pois senti uma leve pontada quando comecei a bater os braços com mais força.</p>
<p>Peguei uma autorização por escrito dizendo que já posso fazer academia. O Dr. Luiz pediu apenas pra evitar exercícios que forcem demais o abdômen, afinal a minha cirurgia foi aberta, então todo cuidado é pouco.</p>
<p>Recebi com tristeza a notícia que só posso voltar a beber com seis meses de operado, mas confesso que já tomei uns golinhos de cerveja e uísque do copo de amigos. Sabe como é, a carne é fraca. Minha única dúvida é se conseguirei resistir bravamente ao licor de genipapo no São João de Amargosa.<br />
De repente o dia 8 de julho pareceu tão longe&#8230;</p>
<p>Também ainda não posso voltar a tomar café direto na veia, como fazia antigamente, mas pelo menos não preciso ter medo de um eventual capuccino ou expresso depois de almoçar ou jantar fora.</p>
<p>Refrigerantes diet estão devidamente liberados, mas na verdade eu já vinha tomando Coca Zero há algum tempo. Perguntei ao cirurgião também sobre a questão de ingerir líquidos durante as refeições &#8211; algo que a nutricionista não quer &#8211; a resposta dele me deixou contente: <em>&#8220;Desde que você não sinta nada, pode beber sem problemas&#8221;</em>.</p>
<p>Perguntei também sobre a a minha queda de cabelos, mas deixarei pra falar sobre isso em outro post. Esse assunto certamente merece atenção especial.</p>
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		<title>Teste de gordo</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2007/12/28/teste-de-gordo/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Dec 2007 20:04:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando soube que o plano de saúde exigia uma perícia médica para autorizar a cirurgia não consegui deixar de imaginar como isso seria feito. Afinal, como descobrimos que um cara é gordo? Normalmente basta olhar pra ele, mas parece que o plano de saúde não pensava assim. Meu maior receio era o médico achar que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando soube que o plano de saúde exigia uma perícia médica para autorizar a cirurgia não consegui deixar de imaginar como isso seria feito. Afinal, como descobrimos que um cara é gordo? Normalmente basta olhar pra ele, mas parece que o plano de saúde não pensava assim.</p>
<p>Meu maior receio era o médico achar que eu estava saudável demais e decidir que não preciso de cirurgia, que apenas dieta e exercícios resolveriam o problema. Já tinha até mesmo ensaiado um discurso altamente convincente caso as coisas chegassem à este ponto.</p>
<p>Fui orientado a levar todos os exames já feitos ao médico indicado pelo plano. No dia da consulta entrei no consultório carregando um grande envelope pardo contendo todos eles. O consultório fica num prédio de escritórios chique de Salvador. A sala era pequena, mas bem arrumada. Me sentei em frente ao médico e depois dos tradicionais cumprimentos seguiu-se o seguinte diálogo:</p>
<p>- Qual a sua altura, Eduardo?<br />
- 1,88 m.<br />
- E seu peso?<br />
- Na última vez que medi, estava com 174. Quer que eu me pese agora pra confirmar? &#8211; disse, apontando para a balança no canto da sala.<br />
- É melhor não. Toda vez que alguém muito&#8230; grande&#8230; sobe na balança, desregula tudo e eu tenho que pagar uma nota pra arrumar. Vou colocar 174 kg mesmo.<br />
- O senhor quem manda. &#8211; olho em volta da sala e então tento puxar conversa novamente &#8211; Todos os exames que o cirurgião passou estão aqui, se quiser dar uma olhada&#8230;<br />
- Não precisa. Esses exames são importantes apenas pra cirurgia, eu só estou aqui para atestar a sua obesidade.<br />
- E aí, eu passei? &#8211; disse com um sorriso sarcástico no rosto.<br />
- Sim. &#8211; respondeu o médico meio constrangido. &#8211; Agora é só entregar esse documento no Planserv e marcar sua operação.</p>
<p>Quem diria, eu passei no teste de gordo!<br />
Foi mais estressante do que o vestibular e mais cansativo do que os exames de troca de faixa do caratê, mas eu consegui!<br />
Sou um gordo! Viva! Viva! Viva!<br />
Agora que venha a cirurgia!</p>
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		<title>Apresentando os resultados</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Dec 2007 04:04:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cirurgia Bariátrica]]></category>
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		<description><![CDATA[Depois de realizar todos os exames e consultar todos os especialistas necessários, finalmente chegou a hora de levar os resultados para o cirurgião. Cheguei um pouco atrasado para a consulta, mas por sorte meu médico também se atrasou. Fui o primeiro paciente da tarde. Entreguei toda a papelada e o dr. Luiz conferiu cada um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de realizar todos os exames e consultar todos os especialistas necessários, finalmente chegou a hora de levar os resultados para o cirurgião.</p>
<p>Cheguei um pouco atrasado para a consulta, mas por sorte meu médico também se atrasou. Fui o primeiro paciente da tarde. Entreguei toda a papelada e o dr. Luiz conferiu cada um dos laudos mais de uma vez. Parecia não acreditar que alguém tão pesado quanto eu poderia ser tão <em>&#8220;saudável&#8221;</em>.<br />
O comentário que fez a seguir confirmou minha teoria:<br />
- Sabe de uma coisa, você é um gordinho muito saudável!</p>
<p>Dei um sorriso social enquanto pensava se valia a pena combater a postura politicamente correta dele ao me chamar de &#8220;gordinho&#8221;. Achei melhor deixar pra lá, não posso culpar o cara, ele só tava sendo educado.</p>
<p>No fim da consulta, o dr. Luiz entregou o laudo em que atesta a minha obesidade mórbida e recomenda como tratamento a cirurgia bariátrica. Vou levar esse documento até meu plano de saúde e então passar pela perícia médica que vai autorizar, ou não, a minha operação.</p>
<p>Agora falta pouco, muito pouco.</p>
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		<title>Durma com um barulho desses</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Dec 2007 21:09:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cirurgia Bariátrica]]></category>
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		<description><![CDATA[Foram alguns meses de muita correria para conseguir fazer todos os exames e consultas médicas pré-operatórias, mas ainda assim o tempo não foi o bastante. Por uma dessas coisas que não sei explicar, meu plano de saúde só liberou a polissonografia para março de 2008, como minha cirurgia está previamente marcada para o início do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foram alguns meses de muita correria para conseguir fazer todos os exames e consultas médicas pré-operatórias, mas ainda assim o tempo não foi o bastante. Por uma dessas coisas que não sei explicar, meu plano de saúde só liberou a <a href="http://www.sono.org.br/Episono/polissonografia.html">polissonografia</a> para março de 2008, como minha cirurgia está previamente marcada para o início do ano, evidentemente isso é um problema.</p>
<p>Cogitei a possibilidade de fazer o exame particular, mas quando consultei o preço desisti de imediato. Pagar 800 reais para dormir em um hospital com um monte de fios pendurados em meu corpo definitivamente não está no topo da minha lista de prioridades, pagar as minhas contas é um pouquinho mais importante.</p>
<p>Tratei então de mexer meu traseiro gordo e conversar com alguns amigos de certa influência política e econômica para tentar uma autorização ainda em dezembro, mas sem sucesso.</p>
<p>Sem saber mais o que fazer, resolvi ligar pro meu médico e dividir minha angústia com ele. Foi uma das melhores idéias que tive nos últimos tempos (logo depois de <em>&#8216;criar um blog pra falar sobre a cirurgia&#8217;</em> e antes de <em>&#8216;não andar pelado quando a porta de casa estiver aberta&#8217;</em>). Expliquei toda a situação e o Dr. Luiz Henrique me disse que, se eu não conseguisse fazer o exame em tempo para a cirurgia, não teria problema algum, posso ser operado assim mesmo.</p>
<p>Como diz o ditado &#8220;a cavalo dado não se olham os dentes&#8221;, mas não consigo parar de pensar numa coisa: se posso fazer a cirurgia sem a <a href="http://www.sono.org.br/Episono/polissonografia.html">polissonografia</a>, então pra que diabos me passaram esse exame pra começo de conversa?</p>
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		<title>Batendo onda</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Dec 2007 20:11:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cirurgia Bariátrica]]></category>
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		<description><![CDATA[Estava com medo de fazer a endoscopia. Não é nada pessoal, mas a idéia de um tubo sendo inserido através da minha garganta até o meu estômago não me agrada nem um pouco. Mas devo dar graças a Deus que o médico não pediu uma colonoscopia, definitivamente poderia ser muito pior. Para quem nunca fez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava com medo de fazer a <a href="http://www.cccastelo.com.br/eda.htm">endoscopia</a>. Não é nada pessoal, mas a idéia de um tubo sendo inserido através da minha garganta até o meu estômago não me agrada nem um pouco. Mas devo dar graças a Deus que o médico não pediu uma <a href="http://www.edo.com.br/colono.htm">colonoscopia</a>, definitivamente poderia ser muito pior.</p>
<p>Para quem nunca fez um exame desses, cabe aqui uma pequena explicação do procedimento retirada <a href="http://www.cccastelo.com.br/eda.htm">daqui</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;O médico utiliza um tubo fino e flexível, chamado endoscópio, que possui lentes e luz próprias, permitindo a visibilização da mucosa através da outra extremidade do aparelho ou de um monitor de video.&#8221;</p>
</blockquote>
<p>De modo geral, esse exame é feito com o paciente completamente sedado, dessa forma a sensação de desconforto é menor e o médico consegue realizar o procedimento sem maiores percalços.</p>
<p>Porém, fiquei sabendo que meu plano de saúde não cobre anestesia para o exame. Várias pessoas que já fizeram endoscopia pelo <a href="http://www.planserv.ba.gov.br/">Planserv</a> (plano de saúde dos servidores do Estado da Bahia) contam que ficaram acordadas durante todo o procedimento. Não seria o bastante enfiarem um tubo na minha garganta, eu ainda tinha de estar acordado durante todo o processo&#8230; que maravilha.</p>
<p>Quando finalmente criei coragem para marcar o exame, a atendente da clínica me disse pra levar um acompanhante. Eu moro sozinho, meus pais são do interior, os poucos parentes que tenho em Salvador trabalham durante o dia, mesma situação vale pros amigos. Não tinha jeito, eu teria de passar por isso sozinho.</p>
<p>Quando cheguei na clínica, perguntaram pelo meu acompanhante.<br />
- Minha irmã tá estacionando o carro e já vem. &#8211; menti descaradamente.<br />
- Ainda bem, porque o senhor não poderá dirigir depois da anestesia.<br />
&#8220;Anestesia?&#8221;, pensei com meu botões. &#8220;Nah&#8230; ela deve estar falando do spray que usam para deixar a garganta dormente!&#8221;</p>
<p>Entrei na sala de exames, sentei na maca/mesa e a enfermeira apareceu com o tal spray. Depois de duas borrifadas a minha garganta já não me pertencia mais. Fui orientado a deitar de lado na maca e obedeci prontamente. O médico entrou na sala, enquanto ele se apresentava e fazia peguntas genéricas, a enfermeira espetou alguma coisa em minha mão. &#8220;Deve ser soro&#8221;, pensei. E esse foi meu último pensamento lógico por um bom tempo.<br />
A partir daí uma série de acontecimentos se seguiu, e não recordo claramente de quase nenhum deles.</p>
<p>Sei que não apaguei completamente porque lembro de me surpreender quando o médico acabou o exame, achei que foi rápido demais. Lembro da enfermeira me ajudando a andar, morrendo de medo que eu caisse no chão pois ela não conseguiria me levantar sozinha.</p>
<p>Lembro de ficar sentado numa poltrona por alguns minutos que pareceram horas. A sala toda girava ao me redor. As paredes mudavam de cor e o rosto da enfermeira ficava cada vez mais estranho.</p>
<p>Lembro que tentei beber água e quase morri afogado, a minha garganta ainda estava anestesiada pelo spray e a glote não conseguia trabalhar direito.</p>
<p>Lembro de ter falado ao celular com algumas pessoas, só não lembro quem elas eram.</p>
<p>Lembro da atendente da clínica perguntando pela minha irmã que tinha ido estacionar o carro e ainda não havia voltado.</p>
<p>Lembro que a anestesia bateu onda mesmo! Imagino que o efeito de LSD deve ser parecido com aquilo.</p>
<p>Quase uma hora se passou, eu começava a recobrar o controle sobre meu corpo e minha mente. A sensação de bebedeira estava indo embora. Andei pela clínica mais um pouco, só pra me certificar que conseguia caminhar em linha reta, então fui pro carro e dirigi até em casa.</p>
<p>Não recomendo a experiência pra ninguém. Corri um risco tolo e completamente desnecessário, mas é fato que cheguei vivo e inteiro.</p>
<p>O resultado final do exame segue abaixo.<br />
Desnecessário dizer que não faço a menor idéia do que isso aí significa.<br />
Conclusão:<br />
Hérnia Hiatal por deslizamento.<br />
Esofagite Erosiva Grau &#8211; B<br />
Pesquisa de H. pylori deu negativo.</p>
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		<title>Rato de laboratório</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Nov 2007 18:13:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todo gordo odeia fazer exercícios. Não digo nem jogar uma bolinha com os amigos nos finais de semana ou nadar um pouco quando vai a praia. Me refiro a malhação mesmo. Ir pra academia, usar aqueles aparelhos de ginástica que mais parecem máquinas de tortura, ouvir aquele papinho chato dos malhadores habituais enquanto tomam sucos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo gordo odeia fazer exercícios.<br />
Não digo nem jogar uma bolinha com os amigos nos finais de semana ou nadar um pouco quando vai a praia. Me refiro a malhação mesmo. Ir pra academia, usar aqueles aparelhos de ginástica que mais parecem máquinas de tortura, ouvir aquele papinho chato dos malhadores habituais enquanto tomam sucos e comem lanches saudáveis usando roupas com excesso de cores. Isso é uma verdadeira visão do inferno.</p>
<p>Ao longo da minha vida sempre fugi da rotina de ginástica. Com exceção de um breve período que fiz caratê, corri de exercícios como o diabo corre da cruz. Criei várias estratégias para escapar das aulas de educação física do colégio. Certa vez fiz um curso de natação em que basicamente ficava boiando na piscina durante a aula inteira. Em outra época passei dois anos frequentando uma academia uma vez por mês só pra pegar um atestado de frequência e entregar pra coordenadora do colégio.</p>
<p>Meu pai, como todo gordo impressionável pelas propagandas na TV, já comprou vários aparelhos de ginástica ao longo dos anos. Duvido muito que qualquer um deles tenha sido usado mais de dez vezes antes de virarem ferro-velho. Sei que eu nunca os usei.</p>
<p>Com todo esse meu histórico, sabia de antemão que o teste de esforço seria o pior dos exames pra mim. Já começou com a própria complicação em marcar uma data. Por alguma razão absurda parece que todo mundo tá fazendo testes ergomêtricos hoje em dia. Só consegui marcar o meu exame com quase dois meses de antecedência.</p>
<p>Na véspera do exame tive problemas com meu carro, então já fui pra clínica preocupado com a grana que iria gastar no conserto. Enquanto aguardava a minha vez, fiquei observando as pessoas na sala de espera e imaginando quantos minutos cada um ali conseguiria suportar na esteira de corrida. O jogo de adivinhação não durou muito, pois logo chegou a minha vez.</p>
<p>Entrei na salinha minúscula e a enfermeira me pediu pra tirar a camisa. Quando viu a quantidade absurda de pêlos que tenho no peito, ela respirou fundo e começou a raspar alguns pontos com uma gilette comum para colocar os eletrodos.</p>
<p>Pouco depois a médica entrou na sala e a minha sessão &#8220;rato de laboratório&#8221; começou. Com fios ligados em meu peito, braços e abdômen, eu me sentia um verdadeiro hamster. Depois de quase botar os bofes pra fora algumas vezes, completei o tempo mínimo para o exame e veio o resultado final:</p>
<p><em>Teste isotônico, contínuo em esteira ergométrica.<br />
Exame realizado pelo protocolo de Bruce </em>(Banner!?).<br />
<em>Motivo de interrupção do esforço: fadiga muscular<br />
Indicação: avaliação funcional<br />
Durante o exame a pressão arterial chegou no máximo a 16 por 8 e o ritmo cardíaco a 173 bpm<br />
Déficit aeróbico funcional (FAI): &#8211; 7,2<br />
Consumo calórico total: 8,5 Kcal</em></p>
<p>Não entendi metade do que tá escito aí em cima, mas agora sei que sou um gordo funcional. Então três vivas para a funcionalidade!<br />
Viva! Viva! Viva!</p>
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		<title>Colorido ou preto e branco?</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Nov 2007 05:41:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cirurgia Bariátrica]]></category>
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		<description><![CDATA[O exame que mais me deu trabalho pra fazer foi o ecocardiograma colorido. Não por se tratar de um procedimento complicado ou perigoso, simplesmente porque o plano de saúde demorou uma vida para autorizá-lo. Depois de devidamente autorizado, foi mais um processo até conseguir marcar o maldito exame. O pior é que o procedimento me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O exame que mais me deu trabalho pra fazer foi o ecocardiograma colorido. Não por se tratar de um procedimento complicado ou perigoso, simplesmente porque o plano de saúde demorou uma vida para autorizá-lo.</p>
<p>Depois de devidamente autorizado, foi mais um processo até conseguir marcar o maldito exame. O pior é que o procedimento me pareceu tão simples que não entendi a demora para autorização. Era basicamente uma ultrasonografia do meu coração. O que significa passar aquele gel melequento nos pêlos do meu peito e depois perder um tempo absurdo pra conseguir limpar aquilo tudo.</p>
<p>Não sei qual a importância das cores no exame, mas imagino que isso deve servir para realçar alguma coisa específica no resultado final.</p>
<p>O fato é que aprendi coisas novas sobre o meu corpo com o resultado do exame. Agora sei que as minhas válvulas cardíacas, meus átrios (que diabos é isso?), meus ventrículos e o meu pericárdio apresentam morfologia normal, o que quer dizer que tá tudo tranquilo com meu coração.</p>
<p>Também descobri que a minha aorta tem 30 mm de raio, o que é algo bom se levarmos em consideração os valores de referência:20 &#8211; 37.</p>
<p>Ou seja, meu coração passou no teste da imagem, vamos ver agora no teste de esforço.</p>
<p><em>PS: Desculpem pelo sumiço, os últimos dias foram complicados por aqui.</em></p>
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		<title>Respire fundo</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Oct 2007 04:09:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cirurgia Bariátrica]]></category>
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		<description><![CDATA[Sou asmático e tenho rinite desde criança. Pra qualquer lugar que vá, levo sempre minha bombinha pra asma e meu anti-alérgico no bolso. Já me acostumei com minhas crises de falta de ar. Algumas são tão fortes que assustam as pessoas à minha volta, mas consigo lidar com a asma numa boa. Basta dar uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sou asmático e tenho rinite desde criança. Pra qualquer lugar que vá, levo sempre minha bombinha pra asma e meu anti-alérgico no bolso.</p>
<p>Já me acostumei com minhas crises de falta de ar. Algumas são tão fortes que assustam as pessoas à minha volta, mas consigo lidar com a asma numa boa. Basta dar uma tragada no inalador e fico novo em folha. O coração acelera, as pupilas se dilatam. É quase como usar drogas pesadas.</p>
<p>Quando morei em São Paulo cheguei a comprar um <a href="http://www.bondfaro.com.br/inalador-nebulizador-e-acessorios.html">nebulizador</a>, pois com a poluição de sampa city, minhas crises eram constantes.</p>
<p>As crises de rinite são sempre as piores. Odeio quando não consigo parar de espirrar e detesto ter de lidar com um nariz pingando. Costumo falar aos meus amigos que tenho alergia a acordar de manhã, pois sempre que levanto muito cedo a rinite ataca e fico espirrando sem parar.</p>
<p>Com todo esse histórico de problemas respiratórios, me surpreendi com o resultado da minha espirometria. Segundo o laudo médico, eu atingi 88% da minha capacidade respiratória prevista. É bem mais do que imaginava.</p>
<p>A conclusão do exame acusou uma espirometria normal, e com prova farmacodinamica positiva. Isso quer dizer que meu sistema respiratório funciona bem, mas depois que uso um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Broncodilatador">broncodilatador</a>, funciona ainda melhor.</p>
<p>Quem diria&#8230; a minha asma não me ferrou tanto assim.</p>
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		<title>Eles ainda querem meu sangue</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Oct 2007 01:20:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cirurgia Bariátrica]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando falei aqui sobre os exames, disse que não fazia idéia sobre que diabos era uma Hemogasometria. Agora eu sei. Basicamente é um exame de sangue, só que em vez de tirar sangue das veias, ele é retirado das artérias. O sangue arterial parece diferente, mais escuro até. Não sei se está relacionado com alguma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando falei aqui sobre os exames, disse que não fazia idéia sobre que diabos era uma Hemogasometria. Agora eu sei. Basicamente é um exame de sangue, só que em vez de tirar sangue das veias, ele é retirado das artérias.</p>
<p>O sangue arterial parece diferente, mais escuro até.<br />
Não sei se está relacionado com alguma particularidade fisiológica ou se fui levado para o <a href="http://pt.starwars.wikia.com/wiki/Lado_negro">lado negro da Força</a>&#8230; será que os <a href="http://pt.starwars.wikia.com/wiki/Lorde_Sith">Lordes Sith</a> têm sangue negro?<br />
Este post está ficando <a href="http://presentationmakers.blogs.com/photos/uncategorized/nerd.jpg">nerd</a> demais. É melhor voltar a falar do exame.</p>
<p>Com esse exame descobri que os gases em meu sangue estão na seguinte proporção:<br />
Hidrogênio 7,418 mmHg<br />
Oxigênio 89,8 mmHg<br />
Gás Carbônico 39,6 mmHg</p>
<p>Aí você me pergunta:<br />
<em>&#8220;E que porra isso significa?&#8221;</em><br />
Não faço a menor idéia. Nem mesmo sei o que é mmHg.<br />
Só fiquei feliz em saber que tenho mais oxigênio que gás carbônico em meu sangue.<br />
Será que se ainda morasse em São Paulo esses valores seriam iguais?</p>
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		<title>O Superdenso</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Sep 2007 19:26:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como todo bom nerd que cresceu lendo gibis e vendo desenhos animados, eu também queria ter um superpoder pra chamar de meu. Quando criança queria saber voar. Me imaginava cruzando os céus, com a capa vermelha balançando ao vento. Seria um verdadeiro combatente do mal. Um vigilante justiceiro que salvaria os fracos e oprimidos. Quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como todo bom nerd que cresceu lendo gibis e vendo desenhos animados, eu também queria ter um superpoder pra chamar de meu.</p>
<p>Quando criança queria saber voar. Me imaginava cruzando os céus, com a capa vermelha balançando ao vento. Seria um verdadeiro combatente do mal. Um vigilante justiceiro que salvaria os fracos e oprimidos.</p>
<p>Quando cheguei na pré-adolescência os hormônios começaram a falar mais alto. De repente tudo que interessava era ver mulher pelada e me entregar a prática solitária do onanismo. Nesse contexto, o único superpoder relevante era o da invisibilidade. Queria poder entrar no vestiário feminino do clube e ver as mulheres trocando de roupa, tomando banho, passando creme no corpo&#8230;</p>
<p>A adolescência segue seu ritmo natural e chego aos 15 anos. Tudo que quero agora é um fator de cura e meia dúzia de garras pra sair partindo a cara dos babacas que me enchiam o saco no colégio.</p>
<p>Chega a idade adulta, e com ela uma nova necessidade surge pra mim: queria saber o que as pessoas estão pensando. Como telepata poderia ler a mente de todo mundo, descobrir como fazer pra conseguir aquele emprego, ou que segredo oculto eu poderia ameaçar revelar pra tirar aquela criatura desagradável do meu pé.</p>
<p>Infelizmente nunca fui abençoado com a capacidade de voar, nunca consegui ficar invisível, meu fator de cura só funciona em cortes superficiais e sou incapaz de ler a mente de qualquer pessoa, animal ou alien. O único poder que sempre tive foi a superdensidade.</p>
<p>Mas nada no nível <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Blob">Blob</a> da coisa. Admito que não sou uma pessoa fácil de ser derrubada, mas aplicando-se a força certa, eu me esborracho no chão como qualquer outro. A minha densidade é meramente interna.</p>
<p>Para os magros, tirar um Raio X é algo simples. Você chega lá, pára na frente da máquina, ouve aquela barulhada toda, e pronto, acabou. Para um gordo a coisa é diferente. É muito raro conseguir acertar a configuração da aparelhagem de primeira. É comum tirar duas ou três chapas até chegar ao nível ideal de clareza.</p>
<p>Quando fui tirar meu RX de tórax, a história não foi diferente. O técnico só acertou na sexta e última tentativa, com a máquina já em sua capacidade máxima de resolução. Se não conseguisse daquela vez, teria que procurar uma outra clínica especializada em pacientes gordos (odeio a palavra obeso)&#8230; ou então ir no zoológico usar o aparelho reservado pros elefantes e hipopótamos.</p>
<p>Segundo o atendente da clínica, a minha densidade corpórea era muito&#8230; densa. Por isso a dificuldade em ter uma imagem clara das minhas entranhas. Foi então que percebi, depois de 31 anos de idade finalmente consegui superpoderes. Meu nome é Eduardo Sales Filho, mas podem me chamar de denso, Superdenso!</p>
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		<title>Onde está minha vesícula?!</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Sep 2007 14:12:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há cerca de quatro anos comecei a sentir dores insuportáveis no abdômen. Depois de uma série de exames o diagnóstico foi definitivo: pedras na vesícula. Como viver a base de Buscopan não é algo muito agradável, a única opção viável era cair na faca e passar por uma cirurgia. Fiz então uma laparoscopia e removi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há cerca de quatro anos comecei a sentir dores insuportáveis no abdômen.<br />
Depois de uma série de exames o diagnóstico foi definitivo: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Colelit%C3%ADase">pedras na vesícula</a>.<br />
Como viver a base de <a href="http://bulario.bvs.br/index.php?action=search.2004093018225160831658002110&#038;mode=dir&#038;letter=B">Buscopan</a> não é algo muito agradável, a única opção viável era cair na faca e passar por uma cirurgia.</p>
<p>Fiz então uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Laparoscopia">laparoscopia</a> e removi a vesícula junto com todas as pedras. Até hoje tenho o vidrinho com elas. Admito que ainda não descobri como diabos elas se formaram em minha barriga, mas parei de me preocupar com isso faz muito tempo.</p>
<p>Após a cirurgia fiquei internado mais um dia, e então tive alta. Como na época estava morando em Amargosa, interior da Bahia, fiquei hospedado na casa de uma tia, aqui em Salvador. O médico havia alertado para evitar comer gorduras de qualquer tipo durante algum tempo, além de passar uma dieta pós-cirúrgica, pois aparentemente a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ves%C3%ADcula_biliar">vesícula não é tão inútil assim</a>.</p>
<p>Na primeira noite, na casa da minha tia, rolou uma torta de chocolate pra comemorar o aniversário de alguém. Eu não podia comer, é claro. Mas no meio da madrugada, quando todo mundo estava dormindo, fui beber um copo d&#8217;água e a torta estava lá, olhando pra mim. Não resisti, comi um pedaço imediatamente. Meu anjo da guarda é forte mesmo, pois não tive nenhuma complicação depois disso.</p>
<p>Depois dessa breve introdução, vamos ao que interessa. Um dos exames pré-cirúrgicos é a ultra-sonografia do abdômen. Marquei o exame em uma clínica particular de Salvador. Cheguei um pouco antes, então fiquei lendo um gibi do <a href="http://www.marveldirectory.com/pictures/individuals/w_3d/wolverine.gif">Wolverine</a> enquanto esperava a minha vez. Sim, eu sou um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nerd">nerd</a>. Me processem.</p>
<p>Fui atendido por um médico velhinho que tinha a maior cara de avô gente boa. Deitei na maca sem camisa e o médico começou a passar o aparelho de ultra-som. Depois de algum tempo, desconfiei que o exame estava demorando demais. Ou aquele velho era meio boiola e tava curtindo me ver sem camisa ou então tinha algo errado.</p>
<p>Após alguns minutos nessa dúvida, criei coragem e perguntei:<br />
- Tá tudo certo aí, doutor?<br />
- Mais ou menos&#8230; você já passou por alguma cirurgia?<br />
- Retirei a vesícula há alguns anos. Por quê?<br />
- Por nada, então tá tudo certo.</p>
<p>Terminado o exame, enquanto vestia a camisa novamente, fiquei imaginando o desespero do médico ao não encontrar minha vesícula. Como sou muito peludo, as cicatrizes da cirurgia ficaram quase imperceptíveis, ele não teria como vê-las.<br />
O pobre velhinho devia estar achando que eu era alguma aberração da natureza que nasceu sem vesícula, ou então que o aparelho de ultra-som não era potente o bastante para atravessar toda a densidade do meu corpo. O alívio dele quando falei da cirurgia foi evidente.</p>
<p>Esse papo de densidade corpórea é uma coisa tipicamente de gordo, mas deixo pra falar sobre isso em outro post.</p>
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		<title>Dando o sangue</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Aug 2007 04:32:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acho incrível como podemos aprender tanto sobre nós mesmos apenas analisando o nosso sangue. Depois do exame descobri, por exemplo, que meu tempo de coagulação é de um minuto. Isso que dizer que durante um minuto inteiro eu vou me esvair em sangue, aí o fator de cura mutante entra em ação e interrompe o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho incrível como podemos aprender tanto sobre nós mesmos apenas analisando o nosso sangue. Depois do exame descobri, por exemplo, que meu tempo de coagulação é de um minuto. Isso que dizer que durante um minuto inteiro eu vou me esvair em sangue, aí o fator de cura mutante entra em ação e interrompe o sangramento&#8230; teoricamente.</p>
<p>Também descobri que não tenho Hepatite C nem AIDS. Não que eu corresse algum risco, afinal não faço sexo sem proteção, nunca fiz transfusão de sangue e não uso drogas injetáveis; mas é sempre bom saber que a minha vidinha careta tem lá suas vantagens.</p>
<p>Em um dos primeiros posts neste blog comentei sobre meus índices de colesterol, açúcar e gordura no sangue. Depois de fazer os exames percebi que me enganei sobre uma coisa, assim como o colesterol e o açúcar, meu índice de gordura no sangue também está normal.<br />
Seguem os resultados:</p>
<p>Colesterol HDL &#8211; <strong>69,00</strong> , normal é acima de <em>55,00</em><br />
Colesterol LDL &#8211; <strong>62,00</strong> , normal é menor de <em>130,00</em><br />
Glicemia &#8211; <strong>72,00</strong> , normal é até <em>100,00</em><br />
Triglicerideos &#8211; <strong>115,00</strong> , normal é até <em>200,00</em> </p>
<p>O sangue também foi analisado para medir índices de sódio, potássio, B12 e um porrilhão de outras coisas, mas como não sei pra que diabos essas outras coisas servem, é melhor encerrar por aqui do que falar asneiras sobre algo que não entendo.</p>
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		<title>Os Exames</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2007/08/30/os-exames/</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Aug 2007 13:22:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por se tratar de uma cirurgia muito invasiva, existe toda uma preparação física e psicológica. No dia da minha primeira consulta com o médico, ele me passou as requisições para todos os exames que preciso fazer antes da operação. São eles: 1. Polissonografia &#8211; tenho de dormir no hospital com trocentos fios presos em meu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por se tratar de uma cirurgia muito invasiva, existe toda uma preparação física e psicológica. No dia da minha primeira consulta com o médico, ele me passou as requisições para todos os exames que preciso fazer antes da operação.<br />
São eles:</p>
<p>1. Polissonografia &#8211; tenho de dormir no hospital com trocentos fios presos em meu corpo para descobrir se sofro de algum distúrbio do sono.<br />
2. Teste de esforço &#8211; pra ver se meu coração resiste a um certo nível de estresse físico.<br />
3. RX de tórax &#8211; essa é meio óbvia, a intenção é só descobrir se tá tudo no lugar onde deveria estar.<br />
4. Ultra-sonografia do Abdômen &#8211; também serve para descobrir se tudo está exatamente onde deveria.<br />
5. Espirometria &#8211; pra medir a minha capacidade respiratória, o poder dos meus pulmões.<br />
6. Hemogasometria arterial &#8211; esse eu realmente não sei pra que serve. Algum médico aí pode tirar essa dúvida?<br />
7. Ecocardiograma &#8211; mais um exame pra garantir que meu coração suporte uma cirurgia com anestesia geral.<br />
8. Endoscopia digestiva alta &#8211; enfiam um tubo em sua garganta pra ver como é seu estômago por dentro. Esse deve ser o pior de todos os exames!<br />
9. Exames de sangue &#8211; e por fim, um porrilhão de exames sanguíneos. O médico pediu tanta coisa que devem precisar de, pelo menos, um litro de sangue!</p>
<p>Bem, ninguém nunca disse que ficar magro seria fácil&#8230;</p>
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