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	<title>Papo de Gordo &#187; doença</title>
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		<title>Papo de Gordo &#187; doença</title>
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		<title>Pesquisa derruba mito: Obesidade NÃO é sinônimo de doença!</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 18:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estudo canadense comprova que uma pessoa obesa não necessariamente é uma pessoa doente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://papodegordo.mtv.uol.com.br/wp-content/uploads/2010/ok.jpg" alt="" title="Obesidade não é sinônimo de doença!" width="250" height="176" class="alignright size-full wp-image-22002" />Sempre defendemos no <strong>Papo de Gordo</strong> que obesidade não é sinônimo de doença. Claro que essa afirmação não significa que é pra &#8220;liberar geral&#8221; e sair comendo que nem um maluco tudo que aparecer pela frente, já que uma alimentação equilibrada é importante, independente do peso. Afinal, mais vale um gordinho saudável que um magrelo cheio de doenças, oras.</p>
<p>Agora, um estudo canadense publicado na revista <em>Applied Physiology, Nutrition and Metabolism</em> veio confirmar essa &#8220;filosofia de vida&#8221;: Pesquisadores da Universidade de York estudaram seis mil americanos obesos durante 16 anos, comparando-os com pessoas magras, e chegaram à conclusão de que está errada a ideia de que perder peso é o único caminho para se ter uma vida saudável.</p>
<p><strong>Jennifer Kuk</strong>, professora na escola de York de Kinesiologia e de Ciência da Saúde e principal autora do estudo, afirma que ter sobrepeso não é um problema, desde que a pessoa também faça atividades físicas e tenha uma dieta equilibrada. Ou seja, ter uma vida saudável não é sinônimo de estar magro. Pelo contrário: Pessoas que tentam perder peso e voltam a engordar têm maiores riscos do que aquelas que nunca emagreceram.</p>
<p>Para avaliar a obesidade dos sujeitos pesquisados não foi utilizado o tradicional Índice de Massa Corporal (IMC), mas um outro sistema chamado EOSS (Sistema de Classificação da Obesidade de Edmonton, na sigla em inglês), que mede a circunferência da cintura e analisa parâmetros clínicos, método mais preciso do que apenas calcular a relação entre peso e altura.</p>
<p>Claro que a pesquisa não afirma que os gordos estão livres de doenças, já que há problemas de saúde comprovadamente associados à obesidade. O ponto importante do estudo é a confirmação de que seu peso não vai &#8220;condená-lo&#8221; a ser uma pessoa doente, já que uma vida ativa, mesmo acompanhada de uma barriguinha, é melhor do que a obsessão pouco saudável de perder peso a qualquer custo.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>Fonte:</strong><br />
<a href="http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5297877-EI8147,00-Estudo+afirma+que+obesidade+nao+e+sinonimo+de+doenca.html" target="_blank">Estudo afirma que obesidade não é sinônimo de doença</a></p>
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		<title>Doença rara impede menina de comer</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2011/06/14/gastroenterite-eosinofilica-doenca-rara-impede-menina-de-comer/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Jun 2011 14:00:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<category><![CDATA[medicina]]></category>

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		<description><![CDATA[Menina inglesa de cinco anos é diagnosticada com gastroenterite eosinofílica, doença rara que a impede que ingerir qualquer tipo de alimento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-21210" title="Ella Campbell" src="http://papodegordo.mtv.uol.com.br/wp-content/uploads/2010/ellacampbell.jpg" alt="" width="250" height="239" />Imagine não poder comer absolutamente nada porque, caso contrário, sentirá dores absurdamente fortes? O que já seria algo horrível para um adulto aguentar é o caso de uma menininha de apenas 5 anos, que possui uma doença rara chamada <a href="http://www.e-gastroped.com.br/jun04/gastroenterite.htm" target="_blank"><strong>gastroenterite eosinofílica</strong></a> que a impede de ingerir qualquer tipo de alimento.</p>
<p><strong>Ella Campbell</strong>, a pequena garotinha inglesa que possui essa doença incurável, ficou a quase totalidade de seus poucos anos de vida no hospital <strong><a href="http://www.ucl.ac.uk/ich/homepage" target="_blank">Great Ormond Street</a></strong>, onde passou por vários testes até os médicos descobrirem o que causava suas fortes dores de estômago.</p>
<p>Atualmente, Ella tem que ser alimentada com uma fórmula hipoalergênica dada através de um tubo de alimentação permanente em seu estômago, além de precisar tomar imunossupressores (um tipo de quimioterapia), fazendo com que fique vulnerável a infecções.</p>
<p>A doença não impede Ella de ir à escola, para a qual sempre leva uma lancheira com almoço. Segundo sua mãe, <strong>Karen Campbell</strong>, de 31 anos, a menina come um pouquinho na hora do recreio, apesar das fortes dores, para não se sentir excluída pelos colegas.</p>
<p>O irmão mais novo de Ella, <strong>Adam</strong> (dois anos de idade), tem a mesma doença. Contudo, por ter sido diagnosticado ao nascer, consegue se alimentar melhor, embora com uma dieta extremamente rigorosa. Além disso, por não ter sofrido dores tão intensas, não desenvolveu o &#8220;medo&#8221; de comer que a irmã tem.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>Fonte:</strong><br />
<a href="http://www.dailymail.co.uk/health/article-2002981/Eosinophilic-Gastrointestinal-Disease-Ella-Campbell-eat-takes-lunch-school.html" target="_blank">The little girl who can&#8217;t eat (but still takes a packed lunch to school every day so she doesn&#8217;t feel left out)</a></p>
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		<title>McDia Feliz</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2010/08/24/mcdia-feliz/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Aug 2010 12:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Conheça a dupla Claudinha e Thiago, jovens em tratamento de câncer que se apresentarão no próximo McDia Feliz.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/mcdiafeliz.jpg" alt="" title="McDia Feliz" width="250" height="175" class="alignright size-full wp-image-12652" />No póximo sábado, 28 de agosto, vai acontecer o McDia Feliz, maior campanha do país no combate ao câncer infanto-juvenil e principal evento comunitário do Sistema McDonald’s no Brasil. Nesse dia, todo dinheiro arrecadado com a venda do sanduíche Big Mac é revertido para instituições do país inteiro.</p>
<p>Dois exemplos da importância dessa campanha são Thiago Barros e Claudinha Bispo, ambos com 19 anos e portadores de osteosarcoma (câncer nos ossos). Eles estão em tratamento no <a href="https://www.graacc.org.br" target="_blank">GRAACC</a> e hospedados na <a href="http://www.instituto-ronald.org.br/index.php/programas-do-instituto/casa-ronald-mcdonald/casa-ronald-mcdonald-sao-paulo" target="_blank">Casa Ronald McDonald</a> de São Paulo</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/mcdiafeliz_claudinhathiago.jpg" alt="" title="McDia Feliz: Claudinha &amp; Thiago" width="221" height="300" class="alignright size-full wp-image-12653" />Thiago começou seu tratamento em 2009 e aprendeu a tocar violão com um voluntário da Casa. Já Claudinha, que chegou a liderar grupos de teatro, teve sua autoestima abalada quando começou a fazer quimioterapia. Um dia, enquanto Thiago tocava seu violão na varanda da Casa, Claudinha resolveu acompanhá-lo cantando e, depois disso, acabaram se apresentando um uma festa para as crianças do GRAACC.</p>
<p>Agora, durante o McDia Feliz, a dupla vai se apresentar em duas lanchonetes do McDonald&#8217;s para mostrar a todos que, mais importante que um tratamento por vezes doloroso, vem a força de vontade de continuar vivo e feliz.</p>
<p><em>Programação</em>:<br />
McDonald&#8217;s Avenida Bandeirantes &#8211; Horário: 15h<br />
McDonald&#8217;s Ricardo Jafé &#8211; Horário: 18h</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>Fonte:</strong> Release</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Visão do Inferno (ou o show de horror do Dr. Tapioca) &#8211; parte 2</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2009/11/07/doencas-nojentas-visao-do-inferno-2/</link>
		<comments>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2009/11/07/doencas-nojentas-visao-do-inferno-2/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 17:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Tapioca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dando continuidade ao texto das belezas frequentemente encontradas nos consultórios e salas de emergência, hoje falaremos sobre as DST&#8217;s (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e outras mazelas que atingem os orifícios naturais do ser humano. Mais uma vez as fotos estão em links para quem quiser se deliciar com as belas imagens, mas vale a pena avisar: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1618" title="Seu Dotô!" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/tapioca_vinheta.jpg" alt="Seu Dotô!" /></p>
<p>Dando continuidade ao texto das belezas frequentemente encontradas nos <em>consultórios</em> e <em>salas de emergência</em>, hoje falaremos sobre as <em>DST&#8217;s</em> (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e outras mazelas que atingem os orifícios naturais do <em>ser humano</em>. Mais uma vez as fotos estão em <em>links</em> para quem quiser se deliciar com as belas imagens, mas vale a pena avisar: se você <em>engulhou</em> na última coluna, nesta você <em>vomita</em>.</p>
<p>No texto anterior, finalizamos com os <em>autoempalamentos</em>. Pegando a deixa, vamos mostrar algumas outras <em>patologias</em> que envolvem práticas sexuais desprotegidas, as famosas <em>DST&#8217;s</em>. A primeira vez que me deparei com uma delas foi quando, ainda no segundo ano de faculdade, tive que entrevistar um paciente com <em>sífilis secundária</em>. Pra quem não sabe a <em>sífilis</em> tem três estágios: a primária, que é o <em>cancro duro</em> (<a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/imagem01.jpg" target="_blank">homem</a> e <a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/image25492.jpg" target="_blank">mulher</a>, a <a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/Sifil3.jpg" target="_blank">secundária</a> e a <a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/goma.jpg" target="_blank">terciária</a>). Há ainda a <em>neurosífilis</em>, quando ela ataca o sistema nervoso central, e a <em>sífilis cardiovascular</em>, mas essas são complicações da terciária.</p>
<p>Isso foi só o começo. Logo logo conheci a muito comentada <em>gonorreia</em>, também chamada de <em>blenorragia</em> ou <em>pinga-pus</em> (<a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/GONORREIA.jpg" target="_blank">masculina</a> e <a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/GONORREIA_CORRIMENTO_VAGINAL.gif" target="_blank">feminina</a>) e o que mais me impressionou na época é que, mesmo neste estado das fotos, os pacientes continuavam praticando <em>sexo</em> sem preservativo (eca!). E se você acha que essas doenças por serem sexualmente transmissíveis só atingem os órgãos genitais, então dê uma olhada nestas fotos: <a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/sifillis......bmp" target="_blank">sífilis primária na língua</a> e <a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gonorreia2.jpg" target="_blank">gonorreia no olho</a>. A localização da <em>doença</em> vai de acordo com a prática de cada um.</p>
<p>Ainda no grupo das doenças gosmentas temos a <a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/4974791ac3f2a.jpg" target="_blank">clamídia</a>, que é muito parecida com a <em>gonorreia</em>, e a <a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/tricomoniase-1.jpg" target="_blank">tricomonas</a>, que forma uma secreção branca espumosa na <em>mucosa vaginal</em> e libera um delicioso odor de <em>peixe podre</em> que piora com o aumento da produção de muco, ou seja, quando a mulher se excita aí é que o negócio fede mesmo! Dizem que certa vez uma senhora com <em>tricomoníase</em> teve uma noitada de amor com o digníssimo e pela manhã a vizinha da frente gritou: “Ontem a noite foi boa, né? O cheiro bateu aqui em casa!” Brincadeiras à parte, quem já sentiu o cheiro de uma <em>tricomonas</em> não esquece jamais e minha primeira vez foi no ambulatório de <em>ginecologia</em> aprendendo a fazer <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Colposcopia" target="_blank">colposcopia</a>. Passei três dias com o odor impregnado nas narinas.</p>
<p>Partindo para as doenças virais nos deparamos com a tão conhecida <em>herpes genital</em> (<a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/Herpes_Genital.jpg" target="_blank">homem</a> e <a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/herpes1.gif" target="_blank">mulher</a>), que provoca vesículas (bolhas) que ardem bastante quando estouram e não afetam só a <em>região genital</em>, pois existem a forma <a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/herpes.png" target="_blank">labial</a> e a <a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/Herpes_Zoster-ZZ.jpg" target="_blank">herpes zoster</a>, que atinge um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Derm%C3%A1tomo" target="_blank">dermátomo</a>, é geralmente unilateral e dói pra caramba. Esta forma também é chamada de <em>fogo selvagem</em> no dialeto popular, pois provoca uma forte sensação de queimor na pele e não é sexualmente transmissível. Já o condiloma acuminado (<a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/49747baacf7c4.jpg" target="_blank">homem</a> e <a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/condiloma-16.jpg" target="_blank">mulher</a>) é uma <em>DST</em> clássica e é causado pelo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hpv" target="_blank">HPV</a>, o mesmo do <em>câncer de colo do útero</em>, e provoca verrugas genitais horríveis. A <em>genitália</em> fica parecendo uma couve-flor.</p>
<p>Falar de <em>DST</em> sem citar <em>HIV/Aids</em> é o mesmo que falar de <em>MPB</em> sem comentar nada sobre <em>Chico Buarque</em> ou <em>Caetano Veloso</em>. Meu primeiro contato com um paciente com <em>Aids</em> ainda foi no tempo do famigerado termo <em>aidético</em>, hoje já em desuso (graças a Deus). Como estudantes, morríamos de medo de <a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/aidsx.jpg" target="_blank">cenas como essa</a>. Na verdade, o portador do <em>HIV</em> fisicamente não tem nada de diferente de uma pessoa sem a doença, as crecas começam a aparecer quando vêm doenças oportunistas e complicações como o <a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/Kaposis_Sarcoma.jpg" target="_blank">sarcoma de Kaposi</a> e a <a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/AIDS_oral_candidiasis_Ojoh.jpg" target="_blank">monilíase oral</a>.</p>
<p>Nem tudo que atinge os países baixos é causado pelo <em>sexo</em>. No <em>ânus</em>, encontramos, por exemplo, as <a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/hemorroidas.jpg" target="_blank">hemorroidas</a> e a <a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/id34_3.jpg" target="_blank">fissura anal</a>, que muitas vezes <a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/id34_5.jpg" target="_blank">andam juntas</a>. Na <em>vagina</em>, temos a <a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/vaginose1.jpg" target="_blank">candidíase</a> que, ao contrário do que muitos pensam, não é <em>DST</em>. No <em>pênis</em>, temos a <a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/fimose03.jpg" target="_blank">fimose</a> e a <a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/parafimose.jpg" target="_blank">parafimose</a>. Na primeira, o <em>pênis</em> “não abre” e, na segunda, “não fecha” (essa última dói pra burro!). Pra finalizar, na bolsa escrotal (vulgo <em>saco</em>) temos a <a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/fig05-02.jpg" target="_blank">hidrocele</a>, na qual há acúmulo de líquido na bolsa e o cara fica de saco cheio (piadinha horrorosa!).</p>
<p>Diante de tanta imagem horrível eu só poderia encerrar essa edição com uma única frase: <a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/camisinhax.jpg" target="_blank">Use camisinha!</a></p>
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		<title>Obesidade infantil pode &quot;adiantar&quot; problemas de saúde</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 12:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Segundo a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, crianças e adolescentes que desenvolvem obesidade podem antecipar em até 20 anos o surgimento de problemas cardiovasculares. No caso de crianças acima do peso que possuam histórico de doenças cardíacas na família, o ideal é medir o colesterol desde os dois anos de idade. Outras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/dormir2.png" alt="Cuidado com a obesidade infantil!" title="Cuidado com a obesidade infantil!" class="alignright size-full wp-image-4649" />Segundo a <strong>Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo</strong>, crianças e adolescentes que desenvolvem <em>obesidade</em> podem antecipar em até 20 anos o surgimento de problemas <em>cardiovasculares</em>. No caso de crianças acima do peso que possuam histórico de <em>doenças cardíacas</em> na família, o ideal é medir o <em>colesterol</em> desde os dois anos de idade.</p>
<p>Outras <em>doenças</em> também podem aparecer &#8220;mais cedo&#8221;, como o aumento de pressão arterial e até <em>aterosclerose</em> (envelhecimento natural de vasos e artérias do organismo).</p>
<p>Como na maioria dos casos de <em>obesidade infantil</em>, a melhor maneira de evitar esses problemas é ter uma <em>alimentação saudável</em> e praticar <em>exercícios</em>. Além disso, alguns médicos ainda recomendam que, a partir de dois anos de idade, alimentos derivados do <em>leite</em> sejam substituídos por <em>gorduras vegetais</em>.</p>
<p>Se você é pai ou mãe (ou tio, avô, primo, etc.), fique atento aos hábitos de seus filhos. Na dúvida sobre a melhor maneira de incentivar <em>hábitos saudáveis</em> ou sobre eventuais predisposições a problemas especídifos de <em>saúde</em>, procure um especialista.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>Fonte:</strong><br />
<a href="http://www.estadao.com.br/noticias/geral,obesidade-na-infancia-pode-adiantar-doenca-em-20-anos,440285,0.htm" target="_blank">Obesidade na infância pode adiantar doença em 20 anos</a></p>
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		<title>Visão do Inferno (ou o show de horror do Dr. Tapioca) &#8211; parte 1</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 18:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Tapioca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Médico muitas vezes é obrigado o ver o que não quer, mas precisa olhar pra realizar o diagnóstico e prescrever a terapia indicada para o caso. Então, feridas nojentas, secreções gosmentas e outras amabilidades acabam por florir nosso campo visual. Aproveito a oportunidade que tenho através dessa coluna para poder dividir com vocês, amados leitores, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1618" title="Vinheta Seu Dotô!" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/tapioca_vinheta.jpg" alt="Seu Dotô!" /></p>
<p><em>Médico</em> muitas vezes é obrigado o ver o que não quer, mas precisa olhar pra realizar o <em>diagnóstico</em> e prescrever a <em>terapia</em> indicada para o caso. Então, <em>feridas</em> nojentas, <em>secreções</em> gosmentas e outras amabilidades acabam por florir nosso campo visual. Aproveito a oportunidade que tenho através dessa <em>coluna</em> para poder dividir com vocês, amados leitores, tão belas imagens que viraram <em>habitué</em> do meu dia a dia. Para não expor ninguém inadvertidamente às figuras macabras que eu trouxe para esse texto, coloquei todas em links relacionados aos seus nomes. Basta clicar para ver e se deliciar.</p>
<p>A primeira vez, ainda na Faculdade de Medicina da <a href="http://www.fameb.ufba.br/" target="_blank">UFBA</a>, que me deparei com um <a href="http://www.papodegordo.com.br/imagens/picior-diabetic.jpg" target="_blank">Pé Diabético</a>, confesso que fiquei assustado com a imagem daquela carne podre, toda carcomida, expondo tendões, ligamentos e até <em>ossos</em>, tudo preto (<em>necrose</em>) e branco (<em>fibrina</em>), parecendo pé de <em>corintiano</em> (o que deixa o pobre paciente mais <em>triste</em> ainda). É impressionante como, às vezes, uma simples <em>frieira</em> consegue evoluir pra algo tão dramático e destrutivo. Por isso, se você for <em>diabético</em>, pelo amor de Deus, cuide bem dos seus pés, sempre os examine e trate qualquer ferimento, por menor que seja.</p>
<p>No meu estágio em <em>dermatologia</em> fui apresentado a uma doença muito feia e que, infelizmente, se manifesta ainda na infância, chamada <a href="http://www.anaisdedermatologia.org.br/public/artigo.aspx?id=718" target="_blank">Xeroderma Pigmentoso</a>. É uma doença genética onde o corpo apresenta uma grande sensibilidade à <em>radiação solar</em> e desenvolve diversas lesões de <em>pele</em>, desde sardas até <em>câncer</em> propriamente dito. Como a imagem é muito forte, só aconselho <a href="http://www.papodegordo.com.br/imagens/a11f3.gif" target="_blank">clicar aqui</a> quem realmente tiver curiosidade de saber como uma doença de pele pode transformar o rosto de uma pessoa.</p>
<p>E você, que achava que <em>dermatologista</em> só cuida de cravos, espinhas e rugas, negativo, meu amigo, tem muitas <em>cracas</em> horrorosas que o pobre doutor especialista em <em>medicina</em> externa precisa cuidar. Outra é o tal <a href="http://www.papodegordo.com.br/imagens/lesiones-ampollares-1.jpg" target="_blank">Pênfigo Vulgar</a>, doença que, além de feia, cheira muito mal! Este último acomete pessoas com mais idade, deixando a pele cheia de <em>vesículas</em> (<em>bolhas</em>, como nas queimaduras de 2º grau) que acabam estourando e não é muito bonito de se ver. O bom é que ambas (<em>Pênfigo</em> e <em>Xeroderma</em>) são doenças raras.</p>
<p>No estágio de emergência no <a href="http://wikimapia.org/122607/pt/Hospital-Geral-do-Estado" target="_blank">HGE</a>, fui apresentado aos horrores da estupidez humana. Desleixos e bizarrices eram fatores complicadores e até desencadeantes de <em>lesões corporais</em> de todos os tipos. Comecemos com a famosíssima <a href="http://www.papodegordo.com.br/imagens/pdemaracujcomparaokc0.jpg" target="_blank">miíase</a>, que não é nada mais, nada menos, que <em>larvas</em> de moscas que se alimentam da carne morta de <em>feridas</em>. A causa? Sujeira. Falta de cuidado com o ferimento, deixando-o exposto a insetos que pousam e colocam ovos que gerarão larvas. Outra <em>miíase</em> comum é o popular <a href="http://www.papodegordo.com.br/imagens/berne.jpg" target="_blank">berne</a>, que é a larva da mosca <em><a href="http://www.papodegordo.com.br/imagens/460511892_e7a590f56c.jpg" target="_blank">Dermatobia hominis</a></em>, conhecida como mosca berneira ou <em>mosca varejeira</em>. Essa é menos feia, fica só uma ferida, e como é provocada pela picada e posterior oviposição da mosca não podemos dizer que é descuido do paciente.</p>
<p>Ainda no <em>HGE</em>, conheci algo que até então me era estranho: os <em>autoempalamentos</em>. Diferente dos executados pelo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vlad_III_o_Empalador" target="_blank">Príncipe Vlad III</a>, esses empalamentos são provocados pela própria pessoa ou seu <em>parceiro sexual</em>. Diversos materiais são utilizados, mas os mais comuns são <a href="http://www.papodegordo.com.br/imagens/M06062804.jpg" target="_blank">lâmpadas</a> e <a href="http://www.papodegordo.com.br/imagens/pepsixrayR_450x325.jpg" target="_blank">garrafas</a>. O mais inusitado que eu já vi pessoalmente foi um <a href="http://www.papodegordo.com.br/imagens/turques_em_aco_cromado_jpg.jpg" target="_blank">alicate turquês</a> enfiado até a metade no <em>ânus</em> de um rapaz. Imagine a cena: dois cabos metálicos saindo de dentro do <em>fiofó</em> do camarada como se fossem duas antenas. Parecia até um <em>alienígena</em>.</p>
<p>Se você pensa que só os <em>homossexuais</em> praticam essa bizarrice, engano seu, pois já presenciei uma professora de uma certa faculdade de <em>Salvador</em> dar entrada na emergência acompanhada de seu aluno com um <em>desodorante roll-on</em> acoplado ao seu <em>esfíncter</em> posterior do tubo digestivo. Maior trabalheira pra tirar, tem que cortar o fundo e tirar a bolinha.</p>
<p>Como a <em>coluna</em> ficou muito grande e ainda tem muita coisa pra mostrar, resolvi dividir em duas partes. Não deixem de retornar em breve para conferir mais <em>imagens marcantes</em> que remodelarão a sua visão da realidade.</p>
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		<title>Saiba mais sobre o Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2009/09/14/transtorno-de-compulsao-alimentar-periodica-tcap/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Sep 2009 12:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<description><![CDATA[Os transtornos alimentares, como a bulimia e a anorexia, são problemas muito sérios. Contudo, há uma dessas doenças que é pouco conhecida mas que afeta 30% dos obesos que procuram tratamento contra o excesso de peso: o Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica (TCAP). Ao contrário do que se possa pensar, o TCAP afeta entre 3% [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-4136" title="Copmer exageradamente faz mal" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/comendoexageradamente.jpg" alt="Copmer exageradamente faz mal" />Os <em>transtornos alimentares</em>, como a <em>bulimia</em> e a <em>anorexia</em>, são problemas muito sérios. Contudo, há uma dessas <em>doenças</em> que é pouco conhecida mas que afeta 30% dos <em>obesos</em> que procuram tratamento contra o <em>excesso de peso</em>: o <em>Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica</em> (TCAP).</p>
<p>Ao contrário do que se possa pensar, o <em>TCAP</em> afeta entre 3% e 5% da população geral, não sendo exclusivo dos <em>obesos</em>. Ele também afeta mais as <em>mulheres</em> do que os <em>homens</em>, numa proporção de 3 para 2, e costuma se manifestar entre os 20 e 30 anos.</p>
<p>Sua característica principal são episódios de <em>ingestão</em> de uma quantidade muito grande de <em>alimentos</em> num período curto de tempo, podendo passar das <em>mil calorias</em>, e havendo uma sensação de <em>perda de controle</em> seguida por um forte <em>sentimento de culpa</em>.</p>
<p>Mas não é qualquer momento de <em>comilança exagerada</em> que pode ser considerado necessariamente um <em>Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica</em> , já que ele é realmente exagerado, podendo a pessoa chegar a tentar até mesmo comer <em>alimentos congelados</em>.</p>
<p>Antes de achar que você sofre de <em>TCAP</em> só porque acabou de assaltar a <em>geladeira</em>, não se preocupe. Geralmente, o <em>transtorno</em> é identificado quando ocorrem dois ou mais episódios de consumo descontrolado de <em>alimentos</em> por semana. Na dúvida, procure um <em>especialista</em>.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.redenoticia.com.br/noticia/?p=6379" target="_blank">RedeNotícia</a></p>
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		<title>Criança gordinha também pode estar desnutrida</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2009/08/25/desnutricao-infantil-criancas-obesas/</link>
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		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 12:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<description><![CDATA[A desnutrição infantil é um problema sério, especialmente em um país com grande desigualdade social como o Brasil. Contudo, ao contrário do que muitos possam imaginar, o fato de uma criança estar gordinha não significa que ela esteja a salvo da desnutrição. Crianças desnutridas são aquelas que possuem desequilíbrio entre as necessidades de alimentação do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-3771" title="Bebê" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/bebe.jpg" alt="Bebê" />A <em>desnutrição infantil</em> é um problema sério, especialmente em um país com grande desigualdade social como o Brasil. Contudo, ao contrário do que muitos possam imaginar, o fato de uma <em>criança</em> estar <em>gordinha</em> não significa que ela esteja a salvo da desnutrição.</p>
<p><em>Crianças desnutridas</em> são aquelas que possuem desequilíbrio entre as necessidades de alimentação do organismo e o consumo adequado de nutrientes, tanto em quantidade quanto em qualidade. Uma <em>criança</em> que consome muito carboidrato e fritura, mas pouca fibra e vitamina, por exemplo, pode se tornar uma <em>criança gordinha</em> e anêmica. Um fator não exclui o outro, portanto.</p>
<p>Um ponto importante a se considerar é que, apesar de mais comum nas classes sociais menos favorecidas, a <em>desnutrição infantil</em> pode ocorrer em <em>crianças</em> de classes mais altas. Afinal, o problema não é apenas a quantidade da alimentação mas também sua qualidade.</p>
<p>Segundo especialistas, a melhor maneira de prevenir contra a <em>desnutrição infantil</em>, além de fazer visitas regulares ao pediatra, é manter o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida do bebê e, depois, complementá-lo com outros alimentos saudáveis até os dois anos.</p>
<p>Outro ponto importante a se considerar é que uma<em> criança desnutrida</em> pode se tornar <em>obesa</em> na idade adulta, mesmo no caso das que não eram <em>gordinhas</em> quando pequenas. Isso ocorre porque, quando um organismo cresce com privação de alimentos, o metabolismo acaba se acostumando a economizar energia e gastar pouca caloria, o que aumenta o risco da <em>obesidade</em>.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=1198283" target="_blank">A Tarde</a></p>
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		<item>
		<title>Redução de estômago pode diminuir risco de câncer em mulheres</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2009/07/17/reducao-de-estomago-gastroplastia-cirurgia-bariatrica-cancer/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Jul 2009 12:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucio Luiz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um artigo publicado na revista especializada em estudos sobre o câncer The Lancet Oncology, indica que a cirurgia bariátrica (assunto da última edição do podcast Papo de Gordo) pode ser responsável por uma redução de até 42% do risco de mulheres obesas desenvolverem a doença. A mesma redução de risco, porém, não aconteceria com os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/barrigagenerica.jpg" alt="" title="" class="alignright size-full wp-image-3047" />Um artigo publicado na revista especializada em estudos sobre o <em>câncer</em> <a href="http://www.thelancet.com/journals/lanonc/issue/current" target="_blank">The Lancet Oncology</a>, indica que a cirurgia bariátrica (assunto da última edição do <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2009/07/15/papo-de-gordo-21-gastroplastia-reducao-de-estomago/" target="_blank">podcast Papo de Gordo</a>) pode ser responsável por uma redução de até 42% do risco de <em>mulheres obesas</em> desenvolverem a doença. A mesma redução de risco, porém, não aconteceria com os homens.</p>
<p>O estudo foi dirigido pelo pesquisador sueco <strong>Lars Sjöström</strong> e comparou 2.010 pessoas obesas operadas, entre 37 e 60 anos de idade, com 2.037 que não passaram pela <em>cirurgia</em>. Foram cerca de onze anos de acompanhamento, que levaram, entre outros resultados, à observação de que as mulheres operadas tiveram uma incidência menor de <em>câncer</em> que as não operadas.</p>
<p>No caso dos homens, não houve diferença significativa entre os dois grupos, mas deve-se levar em conta que o número total de homens que participaram do <em>estudo</em> era bem menor que o de mulheres.</p>
<p>Vale lembrar que a <em>obesidade</em> é um dos fatores que aumentam o risco de câncer e que o fato desse risco provavelmente reduzir com a <em>cirurgia bariátrica</em> não significa que ele deixe de existir, já que essa redução de risco pode não estar necessariamente ligada à redução de peso. Esse é apenas um resultado preliminar que será alvo de pesquisas complementares.</p>
<p>Para ler o resumo do estudo (em inglês), <a href="http://www.thelancet.com/journals/lanonc/article/PIIS1470-2045%2809%2970159-7/fulltext" target="_blank">clique aqui</a>. O texto integral só está disponível mediante pagamento de assinatura da revista.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5hvpgVCP-SsvxzrOFhHOHNjiiJp0g" target="_blank">AFP</a></p>
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		<title>Isso pra mim é grego</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2009/06/06/isso-pra-mim-e-grego-medicina-nomes-dificeis/</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Jun 2009 16:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Tapioca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Medicina é uma profissão cheia de nomes escabrosos que muitas vezes até assustam o paciente. Imagine se você for ao médico e ele disser que você precisa fazer uma Colangiopancreatografia Retrógada Endoscópica. Você pensa logo: “vou morrer!” ou no mínimo acha que a coisa é grave. Cada vez mais os termos técnicos estão sendo utilizados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1618" title="Vinheta Seu Dotô!" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/tapioca_vinheta.jpg" alt="Seu Dotô!" /></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-2348" title="Comprimidos" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/comprimidos.jpg" alt="Comprimidos" />Medicina é uma profissão cheia de nomes escabrosos que muitas vezes até assustam o paciente. Imagine se você for ao médico e ele disser que você precisa fazer uma <em>Colangiopancreatografia Retrógada Endoscópica</em>. Você pensa logo: “vou morrer!” ou no mínimo acha que a coisa é grave.</p>
<p>Cada vez mais os termos técnicos estão sendo utilizados na mídia e até mesmo no dia-a-dia das pessoas, pois com a facilidade do acesso dos usuários aos profissionais e procedimentos médicos, mais e mais as conversas sobre saúde (e doença) vão ficando comuns. Daí termos como mioma, histerectomia, adenóides e vesícula biliar já não serem mais tão estranhos. Ainda assim muitas vezes confusões ocorrem principalmente porque nomes parecidos podem ter significados completamente diferentes. Já vi gente confundir <em>clopropramida</em> (medicação para diabete) com <em>clorpromazina</em> (antipsicótico).</p>
<p>A grande dificuldade é pronunciar esses <em>trava-línguas</em> e não é raro a gente se deparar com incríveis adaptações. Quando isso acontece é preciso ter muita criatividade pra traduzir o que o paciente quer informar. Se ele quer fazer um <em>elétrico</em> fica fácil saber que se trata de um eletrocardiograma, mas se for um <em>elétrico da cabeça</em>, aí já é um eletroencefalograma. Uma vez uma paciente me informou que precisou fazer uma <em>coletagem</em>, pois na <em>tranraginal</em> tinha dado um <em>pobrema</em>. O que ela tinha feito na verdade foi uma curetagem já que a sua ultrassonografia <em>transvaginal</em> apresentou um problema.</p>
<p>Outra paciente me informou que tinha <em>cólico</em> no útero. A corrigi dizendo “cólica, senhora”. Ofendida, ela respondeu: “Êta, doutor, eu sei o que é cólica, mas o que eu tenho é <em>cólico</em> no útero”. É nessa hora que seu cérebro começa a se perguntar: “Que diabo essa mulher tem nesse útero?”. Aí você começa a cavucar a resposta: “Quem lhe disse que você tem isso?”; “O ginecologista” (ok, não ajudou muito); “Desde quando está com esse problema?”; “Já tem uns seis meses, ele disse pra tirar, mas eu fiquei com medo” (opa, tá esquentando!); “Tirar o útero?”; “Não, ele disse que se tira só o <em>cólico</em> e que faz pela vagina, sem precisar abrir a barriga” (<em>touché</em>, ela tinha um <em>pólipo</em> no endométrio – encaminhei para uma histeroscopia).</p>
<p>A coisa piorou um pouquinho com o advento do medicamento genérico. Como eles só apresentam o nome científico da substância, muitos pacientes não conseguem dizer a droga que está utilizando, já houve caso de gente afirmar que estava usando <em>sopapo de ferrolho</em> para anemia (sulfato ferroso). Uma paciente idosa (65 a 70 anos, mais ou menos) chegou pra mim queixando-se do grande gasto com medicações, só minha receita tinha seis tipos de remédio “e ainda tem o <em>Leonardo</em> toda semana e ele é caro!”. Não entendi, então perguntei a que <em>Leonardo</em> ela se referia. “Aquele que toma para os ossos”. Era o <em>alendronato</em>, medicação utilizada para osteoporose.</p>
<p>Teve um paciente meu que ao ser questionado sobre alergia medicamentosa informou que uma vez usou uma medicação que lhe provocou uma reação alérgica tão forte que precisou ser hospitalizado. “Lembro-me do nome até hoje: <em>cloridrato</em>”. Sim, cloridrato de quê? Tem mais de 20 tipos de cloridratos diferentes (ranitidina, amitriptilina, sibutramina, sertralina e por aí vai) e a reação alérgica é à segunda substância e não ao cloridrato em si. “Ah, doutor, o <em>sobrenome</em> eu não lembro”. O pior é que pra patologia que ele apresentava no momento da consulta, seria necessário usar um cloridrato. Uma chance de 1/20 de acertar bem no cloridrato que o cara não pode tomar é muito azar e, por via das dúvidas, mandei ele tomar o remédio e correr para o hospital caso sentisse qualquer coisa. Graças a Deus não foi o caso.</p>
<p>Outra coisa pouco divertida e muito demorada é quando um paciente vira pra você e diz que já tem diagnóstico, por exemplo, de hipertensão e usa uma medicação diariamente, mas não traz a receita nem a embalagem do remédio e não faz ideia do nome. Só diz “é um comprimido branco”. Nossa Senhora! Acredito que pelo menos 90% dos comprimidos são brancos ou bege bem clarinho (que, para o paciente, é branco também). Meu amigo, aí a coisa complica e pra sair o nome do maldito remédio dá trabalho. Toma que horas? Antes ou depois da refeição? Quantas vezes ao dia? Sente o que quando toma? É partido no meio? (tá bom, só uns 80% são partidos no meio). Qual a cor do envelope? Pegou no posto ou comprou na farmácia? Depois de uma hora tentando e vendo que o nome não vai sair, você vira pro usuário e&#8230; (Não! Não mando, não! Dá vontade às vezes, mas não mando, não!) digo que conheço uma ótima medicação para o que ele está sentindo e que vou prescrever esta ao invés daquela que ele está usando e não lembra. Ao ver o remédio ele vira pra você e diz: “É essa que eu estou usando!”. Detalhe, foi a primeira medicação que você perguntou lá no início da consulta e ele disse “não, o nome não é esse, não”. Mesmo assim você sorri, deseja um bom dia, mas não diz <em>volte sempre</em>, pois o paciente pode entender como mau agouro (você ia querer que, por exemplo, um delegado lhe dissesse <em>volte sempre</em>?).</p>
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		<title>Levando a saúde com a barriga</title>
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		<pubDate>Sat, 23 May 2009 16:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Convidado</dc:creator>
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		<category><![CDATA[crônica]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 1923, o filósofo Bertrand Russell escreveu, com razão, sobre as especialidades médicas: “Se você for sucessivamente a dentistas, oculistas, cardiologistas, neurologistas e assim por diante, cada um deles lhe dará conselhos formidáveis para evitar a doença em que são especializados. Caso siga os conselhos de todos, as 24 horas do dia serão exclusivamente dedicadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1733" title="Gordo Convidado" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/gordo_convidado.jpg" alt="Gordo Convidado" /></p>
<p>Em 1923, o filósofo <strong>Bertrand Russell</strong> escreveu, com razão, sobre as especialidades médicas: “Se você for sucessivamente a dentistas, oculistas, cardiologistas, neurologistas e assim por diante, cada um deles lhe dará conselhos formidáveis para evitar a <em>doença</em> em que são especializados. Caso siga os conselhos de todos, as 24 horas do dia serão exclusivamente dedicadas a cuidar de sua saúde, e não haverá tempo para desfrutá-la.”</p>
<p>Cheguei bem perto de comprovar isso na prática, nos últimos três anos. Acabei chegando à conclusão muito óbvia de que, embora a <em>medicina</em> seja segmentada, o corpo é uma coisa só. O problema é que é muito difícil um especialista enxergar além de sua <em>especialidade</em>.</p>
<p>Durante meu primeiro ano de casado, tive que suportar reclamações muito fortes da minha mulher sobre meu <em>ronco</em>. Para mim, roncar era uma coisa folclórica. Chata, mas inevitável. Ao mesmo tempo, tinha dificuldades em me concentrar durante o dia e ficava com a língua quase na ponta dos pés se tivesse de subir escadas. Meu <em>joelho</em> também doía muito, e eu me estressava com facilidade. Chato pacas ser eu, fala sério.</p>
<p>Fui primeiro a um <em>cardiologista</em>. Ele constatou que a pressão estava mesmo alta e recomendou que eu perdesse <em>peso</em>. Olhei pra ele com uma cara de “sei, então tá&#8230;”. Até parece que é fácil. Dei uma mudada nuns hábitos alimentares, especialmente comendo mais <em>saladas</em>, e a pressão normalizou.</p>
<p>Logo a seguir fui tratar do ronco. Era <em>apneia</em> do sono. Durante seis meses, fiz exames para saber a causa e o tratamento mais adequado. O <em>médico</em> sempre dizia que perder peso ajudaria, mas eu olhava pra ele com uma cara de “sei, então tá&#8230;”. Fiz duas polissonografias, um exame em que o cidadão dorme no hospital e lhe colocam tantos fios no corpo que o cara fica parecendo o <em>Brainiac</em>.</p>
<p>A partir dali, descobri o melhor jeito de não roncar: passei a usar um aparelho, chamado <em>CPAP</em>, que bombeia ar no meu nariz durante a noite. Meu irmão, quando viu pela primeira vez, perguntou se eu iria dormir em <em>Marte</em>. Mas fez bem até pra ficar ligado de manhã. Desde que comecei a usar o CPAP, acordo disposto e produtivo todo dia.</p>
<p>Resolvido o problema do sono, fui atrás da dor no joelho. <em>Artrose</em>. Adivinha o que o médico me disse? Que o problema era o peso, que fazia força em cima do joelho e me ferrava todo. Ele disse que perder peso ajudaria, mas eu olhei pra ele com uma cara de “sei, então tá&#8230;” Tomei o <em>remédio</em> que ele indicou, fiz exercícios com o joelho por dois meses, coloquei um apoio para os pés sob a mesa do computador e agora o joelho dificilmente incomoda.</p>
<p>Se três senhores especializados lhe dizem a mesma coisa, melhor ouvir. Eu precisava perder peso, mas tenho sérios problemas de tempo e disposição pra fazer exercícios. Fui a uma <em>endocrinologista</em>, que recomendou uns remedinhos e uma dieta. Durante três meses segui bem e cheguei a perder 12 quilos. Melhorou tudo, mas um dia acabaria. E acabou justo no <em>feriadão</em> emendado de Natal e Ano Novo, quando fui visitar a família.</p>
<p>Enquanto tomei os <em>remédios</em>, vi que o principal efeito deles era reduzir a ansiedade. Eu comia mais devagar, portanto comia menos. E comecei a observar outras coisas na minha vida, e vi que realmente eu tinha um problema sério de <em>ansiedade</em>.</p>
<p>Tinha lógica, perceba: com a ansiedade eu como rápido, comendo rápido eu como muito (e mal), comendo muito (e mal) eu ganho peso, ganhando peso ferra meu joelho, minha respiração, minha pressão e os ouvidos da patroa. Eu segui isso na direção contrária, mais ou menos o que o <strong>Garganta Profunda</strong> disse ao <strong>Bob Woodward</strong> na garagem: o negócio é começar apertando de baixo pra cima.</p>
<p>Só que, por mais que tivesse lógica, precisei ter uma crise de estresse pra procurar ajuda psiquiátrica pra tratar a ansiedade. Quando procurei, encontrei fila pra agendar em <em>São Paulo</em>, os engarrafamentos enlouquecem tanto a gente que tem engarrafamento até pra ir tratar os miolos. Depois de conseguir marcar <em>consulta</em>, comecei um tratamento que está tendo ótimos efeitos até agora. Ando tão tranquilão que recomendo pra todo mundo.</p>
<p>O problema é que eu tenho quase certeza de que ainda vão me arrumar outro <em>problema</em> hierarquicamente superior à ansiedade.</p>
<table id="gordos" style="border-width: 0px" border="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td style="border-style: none; border-width: medium"><strong>Marcelo Soares</strong>, 32, é um cara polivalente e um dos poucos ex-gaúchos de que se tem notícia no mundo. Escreve ocasionalmente para o Los Angeles Times e a Wired, faz um comentário semanal sobre política na MTV, ganhou um prêmio Esso por expor a folha corrida dos deputados e nas horas vagas ainda traduz quadrinhos (Demolidor, Hulk, Novos Vingadores). Também toca violão, mas muito mal e geralmente só Deep Purple. No portal da MTV, mantém o blog <a href="http://mtv.uol.com.br/evocecomisso/blog" target="_blank">E Você com Isso</a>.</td>
<td style="border-style: none; border-width: medium"><a href="http://mtv.uol.com.br/evocecomisso/blog" target="_blank"><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/marcelosoares.jpg" alt="Marcelo Soares" title="Marcelo Soares" class="alignnone size-full wp-image-2166" /></a></td>
</tr>
</tbody>
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		<title>Nomes estranhos</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Apr 2009 16:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Tapioca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ser médico em uma cidade do interior da Bahia é uma experiência única. Você se depara quase que diariamente com situações inusitadas, curiosas e muitas vezes cômicas. Confesso que é difícil segurar o riso em algumas delas, mas a profissão exige e o jeito é rir depois ao contar suas aventuras para amigos e familiares. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/tapioca_vinheta.jpg" alt="Seu Dotô!" title="Vinheta Seu Dotô!" class="aligncenter size-full wp-image-1618" /></p>
<p>Ser <em>médico</em> em uma cidade do interior da <em>Bahia</em> é uma experiência única. Você se depara quase que diariamente com situações <em>inusitadas</em>, curiosas e muitas vezes <em>cômicas</em>. Confesso que é difícil segurar o <em>riso</em> em algumas delas, mas a profissão exige e o jeito é rir depois ao contar suas <em>aventuras</em> para amigos e familiares. Ou, como nesse caso, descrevê-las na <em>internet</em> para o deleite dos nossos queridos visitantes.</p>
<p>As <em>dificuldades</em> encontradas num <em>ambiente rural</em> são muitas, começando pelo <em>dialeto</em> local. O médico tem que ser <em>bilíngue</em> para poder compreender os <em>sintomas</em> relatados pelos pacientes. Por exemplo, se uma pessoa chega até você informando que está há dois dias com um <em>aguadio</em> horroroso, que a natureza não pede nada e o tempo todo só faz <em>remessar</em>, é preciso entender que ela está com <em>diarreia</em>, sem se alimentar e <em>vomitando</em> bastante.</p>
<p>Outros termos como <em>quipá</em> (escabiose ou sarna), <em>tiriça</em> (hepatite), <em>cistosa</em> (esquistossomose) e <em>piriri</em> (diarreia, que por sinal é a palavra que mais possui sinônimos) têm que fazer parte do <em>vocabulário</em> do médico interiorano, que ainda precisa de muita paciência para entender e ser entendido. Caso contrário pode acontecer como uma vez em que um amigo meu prescreveu <em>Voltarem 50</em> a um paciente, que retornou à tarde informando que no papel estava escrito que ele deveria <em>voltar em 5h</em>. Existem também alguns <em>relatos verídicos</em> de pessoas que deglutiram <em>supositórios</em> e <em>óvulos vaginais</em>, pois não entenderam muito bem a orientação médica a respeito.</p>
<p>Os <em>costumes</em> locais também atrapalham muito o trabalho do médico, pois é difícil convencer os clientes que <em>menstruação</em> não é doença e que se pode chupar <em>abacaxi</em> e outras <em>frutas cítricas</em> nesse período; comer <em>doce</em> e beber <em>água</em> em seguida não causa <em>diabete</em>; sentar na cadeira onde uma mulher menstruada estava sentada não passa <em>cólica</em>; e <em>verme</em> não sabe em que quadra está a lua, então não basta tomar <em>vermífugo</em> só na lua cheia.</p>
<p>Outra característica do <em>povo interiorano</em> é a incrível capacidade de criar nomes originais. A criatividade deles é infinita. Eu faço exame de <em>ultrassonografia</em> e, muitas vezes, ao identificar o sexo da criança, costumo perguntar aos pais se já escolheram o nome para poder digitá-lo ao lado da <em>genitália</em> e facilitar a compreensão da imagem. Às vezes o nome da criança é tão complicado que eu prefiro escrever apenas “menino” ou “menina” para não me comprometer.</p>
<p>Um caso engraçado aconteceu uma vez em um posto de saúde, quando um <em>pediatra</em> se deparou com um <em>Valdisnei</em> ao olhar o nome do seu próximo paciente. Pra quem já está acostumado com <em>Ariosvaldo</em>, <em>Jucilândia</em> e <em>Onofraldina</em>, um mero Valdisnei é bobagem, mesmo ele sendo adornado com um ”W” no início e um “Y” no final. Afinal, não basta o nome ser difícil: tem que ter letra diferente e, se possível, dobrada.</p>
<p>Ao chamar por Valdisnei várias vezes e não obter resposta o colega já achava que a criança havia faltado ao atendimento. Foi quando fitou uma senhora sacudindo seu <em>filho</em> como se fosse uma coqueteleira. O médico educadamente perguntou: “Valdisnei?”. E a senhora respondeu, meio irritada: “O nome do meu filho é Waldisnney (Walt Disney)”. Pronúncia é tudo!</p>
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