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	<title>Papo de Gordo &#187; Desvantagens</title>
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	<itunes:subtitle>Papo de Gordo - Aqui é menos comida e mais conversa!</itunes:subtitle>
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		<title>Papo de Gordo &#187; Desvantagens</title>
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		<title>Beber, cair, levantar…</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Sep 2008 22:34:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando resolvi fazer a cirurgia de redução do estômago, sabia muito bem no que estava me metendo. Fui alertado sobre os riscos de desenvolver intolerância à carne e doces, sobre a possibilidade de vômitos e entalos constantes, e também me chamaram a atenção para o fato de que muitos gordos ansiosos acabam substituindo seu vício [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando resolvi fazer a cirurgia de redução do estômago, sabia muito bem no que estava me metendo. Fui alertado sobre os riscos de desenvolver intolerância à carne e doces, sobre a possibilidade de vômitos e entalos constantes, e também me chamaram a atenção para o fato de que muitos gordos ansiosos acabam substituindo seu vício por comida para drogas ou álcool.</p>
<p>Apesar de curtir uma cervejinha eventual, não bebi nada até completar seis meses de operado. Depois disso bebericava um pouquinho de vez em quando, mas sempre me contendo, jamais passava do segundo copo. Não sei se estava com medo de me tornar um alcoólatra ou apenas receio de ficar bêbado rápido demais e fazer papel de palhaço.</p>
<p>Antes de operar, li muito sobre a cirurgia, então sabia que os gastroplastizados tendem a ficar bêbados mais rápido. Com o estômago menor, a absorção do álcool é quase imediata e seus efeitos aumentam exponencialmente.</p>
<p>Evitei beber até quando foi possível, mas durante a minha <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2008/08/19/cronicas-manauaras-parte-final-a-natureza/">viagem para Manaus</a> resolvi chutar o balde. Afinal estava de férias e indo para o casamento de um grande amigo, não havia sentido algum em me privar da diversão de encher a cara com a galera. E foi assim que conheci <em>Mariana</em>.</p>
<p>Já comentei <a href="http://www.papodegordo.com.br/index.php/2008/07/30/cronicas-manauaras-parte-i/">aqui</a> que a vida noturna de Manaus é bem agitada, não é? Pois bem, em uma dessas noites quentes na capital do Amazonas resolvemos ir até o bar de rock mais famoso da cidade: <strong>O Porão</strong>. </p>
<p>Como o próprio nome descreve, o lugar é realmente um porão. Com a iluminação fraca, ventilação praticamente inexistente, um monte de gente pulando e o barulho ensurdecedor das bandas tocando ao vivo, aquilo ali era praticamente uma sucursal do inferno. Com direito a calor de 45º e tudo!</p>
<p>Era evidente que não dava pra ficar naquele lugar estando sóbrio. A galera então resolveu correr para o bar e experimentar o drink mais <em>motherfucker</em> da cidade: <em>Mariana</em>. Não faço idéia de que diabos o pessoal colocava naquilo, mas parecia <a href="http://www.biodieselbr.com/blog/2006/10/mais-incentivos-a-producao-de-biodiesel/">álcool anidro</a> em sua forma mais pura com alguma mistura qualquer só para deixar tudo azul.</p>
<p>Tomar <em>Mariana</em> não é uma coisa simples, há todo um cerimonial para isso. Primeiro o barman usa um maçarico para, literalmente, botar fogo na coisa toda. Então ele coloca a mão sobre o copo e o fogo se apaga instantaneamente, mas a mão fica grudada no local. Daí o sujeito começa a sacudir o copo com uns movimentos que desafiam as leis da física. </p>
<p>Quando menos esperamos, ele te entrega o copo e manda virar. Segui as instruções e tomei tudo de um gole só. Então o barman pegou o copo novamente e usou o maçarico para acendê-lo mais uma vez. Os vapores que sobraram da bebida entraram em combustão automaticamente.</p>
<p>Com a mão sobre o copo para não deixar que o vapor escape, o barman levou o que restava da <em>Mariana</em> até perto do meu rosto e me mandou aspirar naquele copo aparentemente vazio. Fiz isso. O mundo mudou quase que instantaneamente.</p>
<p>Foi uma das coisas mais estranhas que já me aconteceram. Em um momento estava no meio de uma sucursal do inferno, mas no instante seguinte parecia que estava pisando em nuvens. Não sentia mais calor, não sentia mais sede, não sentia mais fome, não sentia mais meus pés nem minhas mãos. Eu não tava sentindo mais porra nenhuma!</p>
<p>De uma hora pra outra a música ficou maravilhosa, a fumaça dos cigarros não me incomodava mais, a temperatura parecia agradável e aquele monte de gente dançando só me deixava com vontade de começar a pular e dançar também.</p>
<p>O efeito da <em>Mariana</em> durou cerca de quarenta minutos, depois fui voltando ao normal. Não tive ressaca no dia seguinte e nem me arrependi de ter caído na farra. Afinal é como diz aquela música, o esquema mesmo é <a href="http://www.youtube.com/watch?v=0shjsIbJfo8">&#8220;beber, cair e levantar&#8221;</a>.</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/2008/09/mariana.jpg" alt="" title="Mariana" width="400" height="295" class="alignnone size-full wp-image-417" /><br />
<em>Olha só o que Mariana fez com a gente&#8230;</em></p>
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		<title>O primeiro entalo a gente nunca esquece…</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2008/06/03/o-primeiro-entalo-a-gente-nunca-esquece/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 02:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Farras Gastronômicas]]></category>
		<category><![CDATA[Desvantagens]]></category>
		<category><![CDATA[Dieta]]></category>

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		<description><![CDATA[Demorou, mas aconteceu. Achei que escaparia disso, que estava imune a essas coisinhas tão comuns dos gastroplastizados, mas hoje percebi que não sou invencível. Fui almoçar na casa da minha irmã. A minha adorável sobrinha-mala estava completando 18 anos e rolou um almoço para comemorar a data. O prato do dia foi feijoada&#8230; mas daquelas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Demorou, mas aconteceu.<br />
Achei que escaparia disso, que estava imune a essas coisinhas tão comuns dos gastroplastizados, mas hoje percebi que não sou invencível.</p>
<p>Fui almoçar na casa da minha irmã. A minha adorável sobrinha-mala estava completando 18 anos e rolou um almoço para comemorar a data. O prato do dia foi feijoada&#8230; mas daquelas feijoadas de verdade! Com muita carne, farofa, couve, molhinho de pimenta e até uma carne do sol pra rebater. Pra ser um feijoada completa só faltou mesmo a ambulância na porta, como diria Stanislaw Ponte Preta.</p>
<p>O gordo que mora em meu cérebro vive numa luta interminável com o magrelo que tomou conta do meu estômago. Normalmente eles entram num acordo, mas hoje o safado do gordo conseguiu levar a melhor. Enchi o prato de carne, feijão, arroz, farofa e, por que não, um pouquinho de couve pra dar um ar mais saudável. Na falta de guaraná diet ou coca zero, usei um copo d&#8217;água como acompanhamento.</p>
<p>Estava sentado à mesa com a família toda, conversando, rindo, me distraindo e comendo&#8230; comendo mais do que deveria, e da maneira errada. Não sei se o problema foi a quantidade ou a falta de mastigação, o fato é que, depois da quarta garfada, comecei a me sentir mal. Percebendo que alguma coisa não estava muito bem, bebi um pouco d&#8217;água para ajudar a feijoada a descer e insisti em encarar mais algumas garfadas.</p>
<p>Essa deve ter sido uma das idéias mais estúpidas da minha vida &#8211; e olha que sou famoso pelas minhas idéias estúpidas! Comecei a sentir uma dor logo abaixo do peito, no local em que, imagino, está meu estômago. Levantei da mesa levando apenas meu copo d&#8217;água e fui andar um pouco. Bebia água para tentar melhorar, mas o mal estar não passava. Senti que a minha saliva parecia mais grossa e imaginei que isso era a tal <a href="http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=59433&#038;tid=2513846291085564272&#038;kw">&#8220;baba de alien&#8221;</a> que tanto ouvi falar nas <a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=59433">comunidades</a> de gastroplastizados do orkut.</p>
<p>Imaginei que a solução definitiva seria vomitar, botar pra fora tudo que estava me fazendo mal. Mas havia um problema: eu não gosto de vomitar. Tá certo, provavelmente ninguém realmente gosta disso, mas também sei que isso não é exatamente um empecilho &#8211; que o digam as anoréxicas.</p>
<p>Além do mais, não queria perder uma ótima chance de aprender com meus erros resolvendo a situação do jeito mais fácil. Se eu fiz a merda, agora teria que me virar. Decidi que não vomitaria. Dei umas voltas no playground do prédio, sempre bebendo água aos poucos, respirava fundo a cada passo&#8230; esperando pelo momento em que aquilo iria passar. E passou.</p>
<p>O mal estar durou cerca de meia hora. Depois que voltei a me sentir bem, até mesmo continuei o almoço. Só que fiz um novo prato, bem menor, e tratei de agir da maneira certa dessa vez: comendo devagar e mastigando muito.</p>
<p>O gordo em meu cérebro aprendeu uma lição importante hoje: por mais que ele seja tinhoso, quem manda em meu corpo agora é o magrelo que vive em meu estômago. Tomara que ele seja esperto o bastante para reconhecer a sua derrota, caso contrário terei problemas sérios no futuro.</p>
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		<title>Onde estão meus cabelos?!</title>
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		<pubDate>Tue, 27 May 2008 17:55:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cirurgia Bariátrica]]></category>
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		<description><![CDATA[Já virou uma tradição. Sempre que termino meu banho, quando começo a pentear os cabelos, entro em desespero e exclamo: &#8220;Meus cabelos caeeeem! Eles caem com força e convicção!&#8221; Senhoras e senhores, estou ficando careca. Quando era apenas um bebê fofinho e encantador, meus cabelos eram lisos e loiros. Cresci, e eles foram escurecendo, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já virou uma tradição.<br />
Sempre que termino meu banho, quando começo a pentear os cabelos, entro em desespero e exclamo:<br />
<strong><em>&#8220;Meus cabelos caeeeem! Eles caem com força e convicção!&#8221;</em></strong></p>
<p>Senhoras e senhores, estou ficando careca.</p>
<p>Quando era apenas um bebê fofinho e encantador, meus cabelos eram lisos e loiros. Cresci, e eles foram escurecendo, mas continuavam absurdamente lisos.</p>
<p>Durante a minha adolescência passei por uma fase rebelde e parei de lavar a cabeça. Acreditem ou não, mas chegava a ficar um mês sem lavar os cabelos. Eu sei, é nojento. Também não entendo como consegui isso, mas sabem como é, adolescente só faz merda mesmo.</p>
<p>Por conta dessa rebeldia capilar, meus lindos cabelos lisos se transformaram em um amontoado de cabelos crespos.</p>
<p>Com pouco mais de vinte anos, os primeiros fios de cabelo branco começaram a aparecer. Quando meus amigos me sacaneavam por isso, respondia sempre a mesma coisa: <em>&#8220;melhor um fio de cabelo branco do que um fio de cabelo a menos.&#8221;</em> Pena que os cabelos continuavam a cair ainda assim. Em meu último ano na faculdade, as entradas que existiam em minha testa estavam tão grandes que já poderiam ser chamadas de bandeiras!*</p>
<p>Na época que morei em São Paulo, lidando com o stress da grande cidade, os problemas do meu casamento e a poluição do ar, meus cabelos resolveram me abandonar de vez. Parecia que algum fio havia gritado <em>&#8220;abandonar o navio&#8221;</em> e todos decidiram acompanhá-lo.</p>
<p>Quando voltei pra Bahia, longe do stress, da poluição e da ex-mulher, meus cabelos começaram a voltar aos poucos. Segundo meu cabeleireiro, o mérito é dele, mas sabem como é, todo cabeleireiro é cheio de viadagem&#8230;</p>
<p>O fato é que, apesar de não ter mais uma juba vultuosa como antes, estava tranquilo por não correr mais o risco de ficar careca.</p>
<p>Mas isso foi antes da cirurgia, a situação agora é diferente, muito diferente! Meus cabelos caem com tanta frequência e em tamanha quantidade que tenho minhas sinceras dúvidas se, daqui até o natal, sobrará algum fio para contar a história.</p>
<p>Pensei em lavar o cabelo apenas duas vezes por semana pra ver se a situação melhorava, mas não adiantou. Os fios continuavam caindo numa intensidade assustadora.</p>
<p>A dra. Liliana, minha nutricionista, disse que isso é normal e que preciso voltar a tomar albumina. Segundo ela, meus cabelos estão caindo por falta de vitaminas. A solução é me alimentar melhor, tomar os suplementos vitamínicos necessários e esperar.</p>
<p>O dr. Luiz Henrique, meu cirurgião, disse que a queda de cabelos normalmente começa no quarto mês de cirurgia e dura, em média, 60 a 90 dias. Disse também que, após esse período, os cabelos param de cair e, em alguns casos, até mesmo voltam a crescer.</p>
<p><em>Em alguns casos!</em> É importante enfatizar que <strong>não</strong> é nem mesmo na <strong>maioria</strong> dos casos, apenas em <strong>alguns</strong>.</p>
<p>Não me arrependo da cirurgia, gosto da vida que estou levando. Se foi necessário perder alguns fios de cabelo para chegar até aqui, tá tudo bem, afinal toda guerra faz suas vítimas. Mas uma coisa é certa, vou sentir falta da minha cabeleira.</p>
<p><em><br />
* Se não sacou a referência, recomendo estudar um pouco mais de história, especificamente a parte que fala sobre os bandeirantes. </em></p>
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		<title>Medos bobos</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Mar 2008 18:55:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cirurgia Bariátrica]]></category>
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		<category><![CDATA[Dicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Como todos já estão cansados de saber, minha cirurgia não foi por videolaparoscopia, fiz do jeito tradicional, foi aberta mesmo. Por conta disso, fui forçado a usar uma faixa elástica presa em minha barriga durante os primeiros trinta dias. No início a faixa incomodava muito. Eu não conseguia dormir direito e sentia calor o tempo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como todos já estão cansados de saber, minha cirurgia não foi por videolaparoscopia, fiz do jeito tradicional, foi aberta mesmo. Por conta disso, fui forçado a usar uma faixa elástica presa em minha barriga durante os primeiros trinta dias.</p>
<p>No início a faixa incomodava muito. Eu não conseguia dormir direito e sentia calor o tempo inteiro mas, com o passar dos dias, fui me acostumando com aquilo. Achei que ficaria radiante quando completasse um mês de operado. Afinal poderia finalmente me livrar da faixa elástica que tanto me apertava, mas as coisas não são tão simples assim.</p>
<p>Meu vizinho é médico, ele me orientou a tomar muito cuidado para não desenvolver uma hérnia. Disse que deveria evitar fazer esforço e movimentos bruscos. Também falou que, se eu conseguisse, deveria continuar usando a faixa pelo maior tempo possível. Durante as três semanas seguintes eu segui seu conselho.</p>
<p>Passei então a usar a faixa apenas enquanto dirigia ou ia dormir. Salvador é uma cidade muito quente, usar aquela coisa por baixo da roupa todos os dias estava se tornando um martírio. Havia chegado a hora de me livrar dela de uma vez por todas&#8230; mas as coisas não são tão simples assim.</p>
<p>Sou uma pessoa problemática, só consigo dormir direito quando deito de barriga para baixo. Nos primeiros dias do pós-operatório era impossível ficar nessa posição. Por conta disso passei várias noites em claro, tirando apenas cochilos eventuais. Com o tempo, fui descobrindo até onde conseguia ir sem sentir dores no local da cirurgia.</p>
<p>Hoje já consigo dormir na mesma posição de antes, mas apenas porque a faixa elástica me dá a sensação de proteção e segurança que preciso pra isso. Estou com dois meses e meio de operado, evidentemente já deveria ter guardado a faixa elástica no fundo do armário e a esquecido por lá, mas admito que tenho receio de ficar sem ela. Fico com medo de sentir alguma dor lancinante no meio da noite, estourar algum ponto interno ou então ganhar uma maldita hérnia.</p>
<p>Sei que isso é apenas piração da minha cabeça e que não faz o menor sentido, mas este medo é real pra mim. Neste momento estou me preparando psicologicamente pra tentar passar a minha primeira noite sem a faixa elástica desde a cirurgia.<br />
Desejem-me sorte.</p>
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		<title>Carne! Carne! Muita carne… ou não!</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Feb 2008 16:54:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Farras Gastronômicas]]></category>
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		<description><![CDATA[No dia em que a nutricionista me passou a nova dieta, rolou o seguinte diálogo: - A partir de hoje quero que vocês comam, a cada refeição, no mínimo três colheres de proteína. Pode ser carne moída, frango ou peixe desfiados. - No mínimo três? E no máximo? &#8211; perguntei. - O quanto você aguentar. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia em que a nutricionista me passou a nova dieta, rolou o seguinte diálogo:<br />
- A partir de hoje quero que vocês comam, a cada refeição, no mínimo três colheres de proteína. Pode ser carne moída, frango ou peixe desfiados.<br />
- No mínimo três? E no máximo? &#8211; perguntei.<br />
- O quanto você aguentar.<br />
- A senhora acaba de me fazer um gordo muito feliz! &#8211; respondi empolgado.</p>
<p>Em um post anterior, pré-cirurgia, comentei que não aceitaria desenvolver intolerância a carnes. Como ser carnívoro que sou, não consigo me imaginar vivendo sem comer um bom churrasco de vez em quando. Desde que a nutricionista liberou carne moída, tenho comido sistematicamente e diariamente para acostumar o meu corpo ao fato de que não vou abrir mão disso. Mas as vezes eu acabo exagerando.</p>
<p>Há alguns dias atrás, cheguei em casa à noite com fome. Peguei quatro colheres de carne moída, misturei com alguns pedacinhos de queijo ricota (também liberado pela Dra. Liliana) e sentei em frente a TV para assistir ao Big Brother. A cada colherada de carne que engolia, tinha a impressão que havia acabado de comer um boi. Então eu parava um pouquinho, esperava o estômago esvaziar e comia mais um pouco.</p>
<p>Por diversas vezes olhei para o prato e me perguntei porque coloquei tanta comida, mas me recusava a parar ou a jogar fora. Só lembrava das lições que aprendi em casa desde criança: <em>&#8220;Se botou no prato, vai ter de comer!&#8221;</em> O Big Brother chegou ao fim, mas meu prato não estava nem na metade ainda. Mudei de canal e continuei comendo devagar e vendo TV. Mastigava tanto a carne que ela parecia virar farinha em minha boca antes de engolir.</p>
<p>Depois de uma hora e meia, finalmente comi a última colherada e acabei meu jantar. Não me senti mal em momento algum, nem mesmo tive problemas para dormir. Nos dias seguintes continuei me forçando a comer carne e, me orgulho em dizer, que tenho conseguido.</p>
<p>É evidente que a digestão da carne demora um pouco mais do que o de outros alimentos, mas quem se importa? Eu não tô com pressa mesmo&#8230;</p>
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		<title>Depois da cirurgia &#8211; Parte II</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2008/01/22/depois-da-cirurgia-parte-ii/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Jan 2008 21:25:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cirurgia Bariátrica]]></category>
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		<description><![CDATA[Dormir depois da operação não seria tão fácil quanto eu imaginava. Ligaram uma máquina reguladora de soro que, teoricamente, servia para impedir que o paciente ficasse desidratado, mas na prática tudo que ela fazia era apitar feito louca a cada meia hora, tornando impossível o ato de dormir. Ainda estava zonzo, sonolento, mas nem com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dormir depois da operação não seria tão fácil quanto eu imaginava. Ligaram uma máquina reguladora de soro que, teoricamente, servia para impedir que o paciente ficasse desidratado, mas na prática tudo que ela fazia era apitar feito louca a cada meia hora, tornando impossível o ato de dormir. Ainda estava zonzo, sonolento, mas nem com a quantidade cavalar de drogas que me deram era possível dormir com aquele coisa apitando toda hora.</p>
<p>Por volta da meia-noite a fisioterapeuta do turno veio me visitar. Ela disse que eu precisava levantar e andar para garantir uma recuperação mais rápida. A dra. Silvia é gente boa, mas tem a metade do meu tamanho. Minha mãe entrou em pânico com a idéia de alguém tão pequeno tentando me segurar caso eu resolvesse desmaiar no meio do corredor.</p>
<p>Com ajuda das duas, consegui ficar de pé. A dra. Sílvia me entregou dois sacos, que só então percebi que estavam ligados em mim, e fomos dar uma voltinha pelo corredor. Minha mãe achou a cena tão insólita que resolveu acompanhar-nos e tirar uma foto, mas como tecnologia não é exatamente o seu forte, a imagem ficou um pouco tremida, espero que não se importem com isso.</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/img/andando01.jpg" alt="Caminhada" /></p>
<p>De volta ao quarto ainda fiz um exercício respiratório e voltei para cama. A dra. Silvia se despediu e nos deixou voltar a dormir.</p>
<p>Olhei para o relógio quando deitei e, considerando o adiantado da hora, fiquei me questionando porque ainda não havia sentido vontade de fazer xixi. Então o terror tomou conta de mim, finalmente entendi o que estava acontecendo. Um dos sacos que a fisioterapeuta me deu estava diretamente ligado no meu pinto.</p>
<p>Eu estava usando uma sonda! Uma maldita sonda!<br />
Putamerda! Ninguém me disse que eu teria de usar uma sonda!</p>
<p>FIM DA PARTE II</p>
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		<title>Feijão tropeiro</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Jan 2008 23:57:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cirurgia Bariátrica]]></category>
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		<description><![CDATA[Hmmm&#8230; feijão tropeiro&#8230; frango assado&#8230; strogonoff&#8230; Não sinto um pingo de fome, mas a vontade de comer comida de verdade é grande. Ontem eu me vi na cozinha fazendo o meu feijão tropeiro&#8230; a panela cheia, muita carne, a quantidade certa de farinha pra dar a liga e umas folhas de tempero verde por cima [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Hmmm&#8230; feijão tropeiro&#8230; frango assado&#8230; strogonoff&#8230;</em></p>
<p>Não sinto um pingo de fome, mas a vontade de comer comida de verdade é grande.</p>
<p>Ontem eu me vi na cozinha fazendo o meu feijão tropeiro&#8230; a panela cheia, muita carne, a quantidade certa de farinha pra dar a liga e umas folhas de tempero verde por cima pra deixar o prato mais bonito. Aí acordei e dei de cara com aquele caldinho de legumes insosso que sou forçado a tomar.</p>
<p>Além disso ainda tem esse dreno enfiado em minha barriga que me deixa incomodado o dia todo. Definitivamente o pós-operatório é foda!</p>
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		<title>Mais Ovomaltine</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Sep 2007 05:41:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Farras Gastronômicas]]></category>
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		<description><![CDATA[Já comentei sobre a minha devoção ao milk-shake de ovomaltine do Bob&#8217;s, mas recentemente descobri uma outra sobremesa quase tão gostosa, o sundae de ovomaltine. - Como assim só descobriu agora? Em que planeta você vive? &#8211; pergunta o meu leitor anônimo. Cabe agora um breve histórico sobre a minha relação com o Bob&#8217;s (sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já comentei sobre a minha devoção ao milk-shake de ovomaltine do Bob&#8217;s, mas recentemente descobri uma outra sobremesa quase tão gostosa, o sundae de ovomaltine.</p>
<p>- Como assim só descobriu agora? Em que planeta você vive? &#8211; pergunta o meu leitor anônimo.</p>
<p>Cabe agora um breve histórico sobre a minha relação com o Bob&#8217;s (sem viadagem).<br />
Morei a vida inteira no interior, na bucólica cidade de Amargosa. Quando criança, raramente ia a Salvador, e sempre que rolava essa viagem, eram meus pais que controlavam tudo, horários, compras, comida.</p>
<p>Quando me mudei para capital da Bahia, aos 16 anos, para terminar o colegial, ainda era um bicho-do-mato que não sabia se virar na grande cidade. Passava a maior parte do tempo em casa, jogando videogame ou vendo seriados na TV.<br />
Eventualmente eu e minha irmã saíamos juntos, a gente dividia o mesmo apê, mas era ela quem escolhia o restaurante e decidia a sessão do cinema, afinal o carro era dela.</p>
<p>Só quando entrei pra faculdade tive o prazer de experimentar meu primeiro milk-shake de ovomaltine. Desde então, a minha vida nunca mais foi a mesma. Sempre que vou ao shopping fazer qualquer coisa, chego na rodoviária para viajar, ou busco alguém no aeroporto, faço uma parada estratégica no Bob&#8217;s para me fartar com aquela delícia gelada.</p>
<p>Exatamente por só ter descoberto o milk-shake tão tarde, nunca dei a devida atenção a todas as outras sobremesas do Bob&#8217;s. Foi Maira quem me chamou a atenção para a existência do sundae&#8230; ainda bem.</p>
<p>O sundae é quase tão bom quanto o milk-shake, e ainda vem com um bônus. Por baixo de todo aquele sorvete, vão algumas colheradas de ovomaltine. O sorvete vai derretendo e se misturando com o achocolatado no fundo do copo. No final, sobra apenas uma massa tão doce que uma única colherada é capaz de matar um diabético.</p>
<p>Confiram na foto:</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/img/sorvete.jpg" alt="Sorvete" /></p>
<p>Convenhamos, isso é ou não é uma delícia?!<br />
Recomendação máxima!</p>
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		<title>Coisas que sentirei falta &#8211; Parte I</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 03:15:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cirurgia Bariátrica]]></category>
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		<description><![CDATA[No post do dia 27/08 eu disse que poderia viver sem doces mas que não abriria mão de um bom churrasco. Bem, isso não é inteiramente verdade. Tem uma coisa em particular da qual sentirei muita falta: milk-shake de ovomaltine do Bob&#8217;s. Tá certo, eu sei que também não é o fim do mundo, depois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No post do dia 27/08 eu disse que poderia viver sem doces mas que não abriria mão de um bom churrasco. Bem, isso não é inteiramente verdade. Tem uma coisa em particular da qual sentirei muita falta: milk-shake de ovomaltine do <a href="http://www.bobs.com.br/">Bob&#8217;s</a>.</p>
<p>Tá certo, eu sei que também não é o fim do mundo, depois de um tempo até poderei tomar um pouco de milk-shake antes de enjoar e querer botar os bofes pra fora&#8230; mas não será mais a mesma coisa.</p>
<p>Hoje fui ao shopping resolver umas coisas, tinha um tempinho para matar e resolvi gastá-lo da maneira que mais gosto, na praça de alimentação. Antes mesmo de chegar lá, já sabia o que queria: o bom e velho <em>motherfuck-son-of-a-bitch</em> milk-shake de ovomaltine. Comprei o copão de 700 ml, me acomodei em uma cadeira larga, e fiquei lá aproveitando aquela doce sensação que congelava meu cérebro.</p>
<p>Alguém pode argumentar dizendo que, depois da cirurgia, poderei pedir o milk-shake de 300 ml&#8230; e posso, mesmo que acabe tomando apenas dois goles. O fato é que a sensação nunca mais será a mesma.</p>
<p>Estou preparado para abrir mão de algumas coisas que fazem parte da minha vida hoje, e das quais gosto muito. O milk-shake de ovomaltine não será o último e nem mesmo o pior, mas definitivamente sentirei falta dele.</p>
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		<title>Armas Químicas</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2007/08/27/armas-quimicas/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Aug 2007 17:26:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Desvantagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Como todo procedimento cirúrgico, a redução de estômago também pode acarretar em alguns problemas. Logo na primeira consulta o paciente é alertado que, após a cirurgia, poderá desenvolver intolerância a carnes e/ou doces. Minha prima, que fez a operação, enjoa só de sentir cheiro de doce. Maira também operou, e não consegue mais comer carne. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como todo procedimento cirúrgico, a redução de estômago também pode acarretar em alguns problemas.</p>
<p>Logo na primeira consulta o paciente é alertado que, após a cirurgia, poderá desenvolver intolerância a carnes e/ou doces.<br />
Minha prima, que fez a operação, enjoa só de sentir cheiro de doce. <a href="http://balaioblog.zip.net/">Maira</a> também operou, e não consegue mais comer carne.</p>
<p>Sei que não é necessariamente minha a escolha daquilo que meu corpo vai aceitar ou rejeitar, mas prefiro ficar o resto da vida sem comer brigadeiro do que abrir mão de bater um bom churrasco.<br />
Se meu corpo desenvolver intolerância a carnes, então ele terá de aprender a ser tolerante, por que eu não vou abrir mão de um belo filé ou de uma picanha com aquela maravilhosa capinha de gordura.</p>
<p>Além dessa questão da intolerância a alguns tipos de comida, tem também a questão dos flatos, também conhecido como peidos.<br />
Segundo o médico, após a cirurgia, os flatos/peidos costumam feder ainda mais.</p>
<p>Se antes mesmo da operação eu já sou considerado uma verdadeira arma química pelos meus amigos , imagina só como vai ser depois.<br />
Recomendo à vocês que só encontrem comigo ao ar livre ou em lugares muito ventilados.<br />
Quem avisa, amigo é.</p>
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