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	<title>Papo de Gordo &#187; Consultas</title>
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	<description>Aqui é menos comida e mais informação</description>
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	<itunes:subtitle>Papo de Gordo - Aqui é menos comida e mais conversa!</itunes:subtitle>
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		<title>Papo de Gordo &#187; Consultas</title>
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		<item>
		<title>Largue a calculadora e pegue a fita métrica</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2010/06/24/largue-a-calculadora-e-pegue-a-fita-metrica/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 16:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Brunno Elias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[cintura]]></category>
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		<category><![CDATA[Contrapeso]]></category>
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		<description><![CDATA[Circunferência de cintura identifica com mais precisão a obesidade que o Índice de Massa Corporal, demonstra estudo brasileiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/cintura.jpg" alt="" title="Circunferência abdominal pode ser mais útil que cálculo de IMC" width="250" height="188" class="alignright size-full wp-image-10433" />Você já deve estar acostumado a informar seu peso corporal e na, sequência, comentar sobre o Índice de Massa Corporal (o famoso IMC, que é calculado dividindo seu peso pelo quadrado de sua altura).</p>
<p>Porém, o IMC pode não ser algo tão confiável como se acredita. Quem afirma isso é <a href="http://lattes.cnpq.br/8917482210608448" target="_blank">Fabiane Rezende</a>, mestre em Ciência da Nutrição e professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que, juntamente com sua equipe, publicou um <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&#038;pid=S1517-86922010000200002&#038;lng=en&#038;nrm=iso" target="_blank">estudo sobre o assunto</a> na <em>Revista Brasileira de Medicina do Esporte</em>.</p>
<p>A pesquisa foi feita com 98 homens entre 20 a 58 anos. Os participantes passaram por avaliação de peso corporal, altura, circunferência de cintura e do quadril, além de ter a composição corporal (percentual de gordura) avaliada por bioimpedância elétrica tetrapolar (teste no qual é emitida uma leve carga elétrica e mensurada a resistência que a mesma sofre para chegar aos receptores).</p>
<p>Ao se utilizar IMC, foi identificado sobrepeso em 36,7% dos participantes (IMC maior ou igual a 25). Já utilizando a avaliação da circunferência, 18,4% possuíam obesidade abdominal (quando a medida é igual ou superior a 94cm). O IMC representa a distribuição de peso por metro quadrado (o quanto você pesa distribuído na sua altura), enquanto que a circunferência de cintura foi aferida na menor curvatura abaixo da última costela.</p>
<p>O IMC foi eficaz em identificar os indivíduos realmente obesos, mas teve baixa capacidade de predição em indivíduos com obesidade abdominal, aquela em que a concentração de gordura acontece na região do ventre e não com distribuição de gordura pelo corpo todo. Já a circunferência de cintura mede diretamente a região e conseguiu predizer os quadros com alta concentração de gordura.</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/fabianerezende.jpg" alt="" title="Fabiane Rezende, responsável pela pesquisa" width="150" height="191" class="alignright size-full wp-image-10435" />Em entrevista ao <strong>Papo de Gordo</strong>, a autora afirmou que o IMC tem sido bem aplicado em estudos epidemiológicos com foco em sobrepeso e obesidade, mas para avaliação clínica ou mesmo com característica mais individual o método deve ser complementado por outras avaliações.</p>
<p>Fabiane afima que &#8220;o IMC, do ponto de vista populacional, tem sido bastante utilizado em estudos epidemiológicos devido sua boa sensibilidade para o diagnóstico de sobrepeso e obesidade. Em relação ao uso do IMC para a avaliação individual, existe consenso de que o diagnóstico deve ser realizado com medidas complementares, como avaliação da composição corporal por meio de pregas cutâneas, por exemplo, e utilização de circunferências corporais, como cintura e quadril&#8221;.</p>
<p>Para prescrição de exercícios, análises para reeducação alimentar ou na consulta com seu médico, a aferição da circunferência de cintura acaba sendo a melhor opção. Para a autora, o profissional deve optar por uma metodologia de avaliação válida, mas adotar postura crítica na análise dos resultados, já que vários fatores podem influenciar os resultados (edema, retenção hídrica no período menstrual, roupas que alteram a distribuição do peso corporal).</p>
<p>Além disso, a pesquisadora lembra que &#8220;outras limitações do IMC têm sido discutidas, como a utilização de pontos de corte iguais para homens e mulheres, que sabidamente possuem padrões de composição corporal diferentes e aplicação de pontos de corte para uma faixa etária de amplitude elevada, 20 a 60 anos. Sabe-se que com a avançar das décadas ocorrem modificações da composição corporal decorrentes de alterações fisiológicas do envelhecimento&#8221;.</p>
<p>Nenhuma das técnicas apresentadas deve ser aplicada de forma isolada, mas sim com o objetivo de complementar as informações que fornecerão bases a atuação do profissional. Como o indivíduo aparentemente saudável pode apresentar IMC abaixo do nível de obesidade, mas demonstrar alterações importantes no funcionamento metabólico do organismo, a autora indica a adoção desse comportamento como uma forma de potencializar o tratamento.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>Fonte:</strong><br />
<a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&#038;pid=S1517-86922010000200002&#038;lng=en&#038;nrm=iso" target="_blank">Aplicabilidade do índice de massa corporal na avaliação da gordura corporal</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Eu testei o contador de calorias do Google Talk</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2010/06/07/eu-testei-o-contador-de-calorias-do-google-talk/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 12:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila Téo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comida]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação saudável]]></category>
		<category><![CDATA[calorias]]></category>
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		<description><![CDATA[Usuários do Google Talk podem consultar as calorias dos alimentos com um "amigo" que sabe tudo sobre nutrição.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A nossa atenta leitora <a href="http://twitter.com/xusauro" target="_blank">Juliana</a> nos contou mais uma das novidades que o <a href="http://www.google.com.br" target="_blank">Google</a> traz para quem está fazendo dieta ou monitorando as calorias ingeridas. Também serve para quem está naquele almoço fora de casa ou na festinha do fim de semana.</p>
<p><a href="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/googletalk.jpg"><img id="googletalk" style="float: right; margin: 10px 10px 10px 10px; cursor: hand;" title="Print da tela do Google Talk, que oferece um serviço de pesquisa sobre as calorias dos alimentos" src="http://www.papodegordo.com.br/wp-content/uploads/googletalk.jpg" border="0" alt="Print da tela do Google Talk, que oferece um serviço de pesquisa sobre as calorias dos alimentos" /></a>Se você ja é usuário do <a href="http://www.google.com.br/talk/intl/pt-BR/" target="_blank"><em>Google Talk</em></a>, basta adicionar o contato <a href="mailto:calories@lifemojo.com">calories@lifemojo.com</a> na sua lista de amigos e digitar (em inglês) o nome do alimento que deseja consultar. Esse novo “amigo” vai responder com a <em>quantidade de calorias</em> existentes no alimento.</p>
<p>É importante lembrar que, atualmente, o serviço está disponível apenas no idioma inglês, ou seja, ainda não vamos conseguir descobrir através dele quantas calorias tem o baião de dois ou o feijão tropeiro. Em todo caso, se não souber o nome em inglês do alimento que deseja consultar, <a href="http://translate.google.com.br/#" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
<p>Eu fiz um teste e gostei dos resultados. Tive de escolher um alimento comum, o pão, pois ainda não temos tradução para o inglês das nossas comidas tipicas como o abará, ou a carne de sol&#8230;</p>
<p>Então, se estiver de regime, passe do outro lado da rua quando avistar um restaurante de comidas típicas ou aquela baiana de acarajé, ok?</p>
<p>Voltando à consulta&#8230; recebi uma lista contendo a quantidade de calorias de alguns tipos de  pães, ou seja, posso até mesmo escolher, caso queira, a opção menos  calórica!</p>
<p>Invenções como esta fazem com que a gente entenda melhor o sentido da famosa frase:</p>
<p><strong>&#8220;Não sabe? Joga no Google!&#8221;</strong></p>
<p><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br />
</strong></p>
<p>Caso ainda não tenha o <em>Google Talk</em> em seu computador ou celular,  faça o <a href="http://www.google.com/talk/" target="_blank">download</a> para  aproveitar este recurso.</p>
<p><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</strong></p>
<p><strong>Fonte:</strong></p>
<p><strong> <a href="http://info.abril.com.br/dicas/internet/mensagens-instantaneas/gtalk-ajuda-na-hora-da-dieta.shtml" target="_blank">Gtalk dá uma força na hora da dieta</a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
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		<title>Onde estão meus cabelos?!</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2008/05/27/onde-estao-meus-cabelos/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 May 2008 17:55:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cirurgia Bariátrica]]></category>
		<category><![CDATA[Consultas]]></category>
		<category><![CDATA[Desvantagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Já virou uma tradição. Sempre que termino meu banho, quando começo a pentear os cabelos, entro em desespero e exclamo: &#8220;Meus cabelos caeeeem! Eles caem com força e convicção!&#8221; Senhoras e senhores, estou ficando careca. Quando era apenas um bebê fofinho e encantador, meus cabelos eram lisos e loiros. Cresci, e eles foram escurecendo, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já virou uma tradição.<br />
Sempre que termino meu banho, quando começo a pentear os cabelos, entro em desespero e exclamo:<br />
<strong><em>&#8220;Meus cabelos caeeeem! Eles caem com força e convicção!&#8221;</em></strong></p>
<p>Senhoras e senhores, estou ficando careca.</p>
<p>Quando era apenas um bebê fofinho e encantador, meus cabelos eram lisos e loiros. Cresci, e eles foram escurecendo, mas continuavam absurdamente lisos.</p>
<p>Durante a minha adolescência passei por uma fase rebelde e parei de lavar a cabeça. Acreditem ou não, mas chegava a ficar um mês sem lavar os cabelos. Eu sei, é nojento. Também não entendo como consegui isso, mas sabem como é, adolescente só faz merda mesmo.</p>
<p>Por conta dessa rebeldia capilar, meus lindos cabelos lisos se transformaram em um amontoado de cabelos crespos.</p>
<p>Com pouco mais de vinte anos, os primeiros fios de cabelo branco começaram a aparecer. Quando meus amigos me sacaneavam por isso, respondia sempre a mesma coisa: <em>&#8220;melhor um fio de cabelo branco do que um fio de cabelo a menos.&#8221;</em> Pena que os cabelos continuavam a cair ainda assim. Em meu último ano na faculdade, as entradas que existiam em minha testa estavam tão grandes que já poderiam ser chamadas de bandeiras!*</p>
<p>Na época que morei em São Paulo, lidando com o stress da grande cidade, os problemas do meu casamento e a poluição do ar, meus cabelos resolveram me abandonar de vez. Parecia que algum fio havia gritado <em>&#8220;abandonar o navio&#8221;</em> e todos decidiram acompanhá-lo.</p>
<p>Quando voltei pra Bahia, longe do stress, da poluição e da ex-mulher, meus cabelos começaram a voltar aos poucos. Segundo meu cabeleireiro, o mérito é dele, mas sabem como é, todo cabeleireiro é cheio de viadagem&#8230;</p>
<p>O fato é que, apesar de não ter mais uma juba vultuosa como antes, estava tranquilo por não correr mais o risco de ficar careca.</p>
<p>Mas isso foi antes da cirurgia, a situação agora é diferente, muito diferente! Meus cabelos caem com tanta frequência e em tamanha quantidade que tenho minhas sinceras dúvidas se, daqui até o natal, sobrará algum fio para contar a história.</p>
<p>Pensei em lavar o cabelo apenas duas vezes por semana pra ver se a situação melhorava, mas não adiantou. Os fios continuavam caindo numa intensidade assustadora.</p>
<p>A dra. Liliana, minha nutricionista, disse que isso é normal e que preciso voltar a tomar albumina. Segundo ela, meus cabelos estão caindo por falta de vitaminas. A solução é me alimentar melhor, tomar os suplementos vitamínicos necessários e esperar.</p>
<p>O dr. Luiz Henrique, meu cirurgião, disse que a queda de cabelos normalmente começa no quarto mês de cirurgia e dura, em média, 60 a 90 dias. Disse também que, após esse período, os cabelos param de cair e, em alguns casos, até mesmo voltam a crescer.</p>
<p><em>Em alguns casos!</em> É importante enfatizar que <strong>não</strong> é nem mesmo na <strong>maioria</strong> dos casos, apenas em <strong>alguns</strong>.</p>
<p>Não me arrependo da cirurgia, gosto da vida que estou levando. Se foi necessário perder alguns fios de cabelo para chegar até aqui, tá tudo bem, afinal toda guerra faz suas vítimas. Mas uma coisa é certa, vou sentir falta da minha cabeleira.</p>
<p><em><br />
* Se não sacou a referência, recomendo estudar um pouco mais de história, especificamente a parte que fala sobre os bandeirantes. </em></p>
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		<item>
		<title>Revisão dos 4.000 km (também conhecido como 4 meses)</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2008/05/14/revisao-dos-4000-km-tambem-conhecido-como-4-meses/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 May 2008 18:51:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cirurgia Bariátrica]]></category>
		<category><![CDATA[Consultas]]></category>
		<category><![CDATA[Exames]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 8 de maio completei quatro meses de operado. Era hora de fazer alguns exames para descobrir como o meu corpo estava reagindo às mudanças impostas pela minha nova vida. Passei no laboratório para pegar os resultados na semana passada, liguei para o Hospital Espanhol e marquei uma nova consulta com meu cirurgião, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 8 de maio completei quatro meses de operado. Era hora de fazer alguns exames para descobrir como o meu corpo estava reagindo às mudanças impostas pela minha nova vida. Passei no laboratório para pegar os resultados na semana passada, liguei para o Hospital Espanhol e marquei uma nova consulta com meu cirurgião, o Dr. Luiz Henrique.</p>
<p>Os exames de sangue confirmaram o que eu já sabia, tá tudo ótimo comigo. Meu colesterol total caiu de 154 para <strong>140</strong>, o colesterol HDL foi de 69 para <strong>65</strong> e o LDL de 62 para <strong>58</strong>. A glicemia continua no mesmo nível, <strong>72</strong>; e os triglicerideos cairam de 115 para <strong>87</strong>.</p>
<p>Como sou famoso pela minha péssima memória, achei melhor escrever num pedaço de papel todas as perguntas que queria fazer ao Dr. Luiz Henrique. Eram algumas dúvidas simples sobre a cirurgia, coisas que ele já havia me dito mas eu não lembrava; bem como a liberação pra voltar a ter uma vida normal.</p>
<p>Comecei com a pergunta mais óbvia, aquilo que todo mundo me questionava e eu não sabia responder, mas agora sei. Sim, além de cortarem o meu estômago colocaram um anel em volta dele para evitar que o desgraçado dilate novamente. Segundo informações do médico, a capacidade máxima do meu estômago será de pouco mais de 200 ml. Mas isso só acontecerá no futuro, por enquanto ele não deve estar nem com a metade disso.</p>
<p>Estava preocupado também com a cicatriz, queria saber como tratá-la para evitar a formação de quelóide. Provavelmente não vai adiantar nada, mas ainda assim peguei a receita de uma pomada que, teoricamente, vai amenizar um pouco a situação.</p>
<p>Fui liberado pra tomar sol, desde que não exagere muito e que coloque uma quantidade obscena de protetor solar sobre a cicatriz. Outra opção apresentada foi cobrir o local do corte com um esparadrapo ou fita adesiva, mas acho que isso seria muito bizarro.</p>
<p>Também estou liberado pra tomar banho de piscina e mar. Já até dei um mergulho na piscina aqui do prédio, mas achei melhor não nadar muito, pois senti uma leve pontada quando comecei a bater os braços com mais força.</p>
<p>Peguei uma autorização por escrito dizendo que já posso fazer academia. O Dr. Luiz pediu apenas pra evitar exercícios que forcem demais o abdômen, afinal a minha cirurgia foi aberta, então todo cuidado é pouco.</p>
<p>Recebi com tristeza a notícia que só posso voltar a beber com seis meses de operado, mas confesso que já tomei uns golinhos de cerveja e uísque do copo de amigos. Sabe como é, a carne é fraca. Minha única dúvida é se conseguirei resistir bravamente ao licor de genipapo no São João de Amargosa.<br />
De repente o dia 8 de julho pareceu tão longe&#8230;</p>
<p>Também ainda não posso voltar a tomar café direto na veia, como fazia antigamente, mas pelo menos não preciso ter medo de um eventual capuccino ou expresso depois de almoçar ou jantar fora.</p>
<p>Refrigerantes diet estão devidamente liberados, mas na verdade eu já vinha tomando Coca Zero há algum tempo. Perguntei ao cirurgião também sobre a questão de ingerir líquidos durante as refeições &#8211; algo que a nutricionista não quer &#8211; a resposta dele me deixou contente: <em>&#8220;Desde que você não sinta nada, pode beber sem problemas&#8221;</em>.</p>
<p>Perguntei também sobre a a minha queda de cabelos, mas deixarei pra falar sobre isso em outro post. Esse assunto certamente merece atenção especial.</p>
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		<title>Comer, comer&#8230; é o melhor para emagrecer!</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2008/02/28/comer-comer-e-o-melhor-para-emagrecer/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 Feb 2008 18:14:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cirurgia Bariátrica]]></category>
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		<description><![CDATA[Durante toda a minha vida tive hábitos alimentares altamente reprováveis. Nunca tomava café da manhã, preferia dormir até um pouco mais tarde. Fazia apenas duas refeições por dia: almoço e jantar. Raramente lanchava ou comia alguma bobagem entre as refeições. Então por que diabos sempre fui gordo? A resposta é simples, porque durante o almoço [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante toda a minha vida tive hábitos alimentares altamente reprováveis. Nunca tomava café da manhã, preferia dormir até um pouco mais tarde. Fazia apenas duas refeições por dia: almoço e jantar. Raramente lanchava ou comia alguma bobagem entre as refeições.</p>
<p>Então por que diabos sempre fui gordo? A resposta é simples, porque durante o almoço e o jantar eu chutava o balde. Comia muito, comia rápido, e não necessariamente comia algo saudável.</p>
<p>Mantive este padrão até mesmo durante as várias dietas que já fiz. Lembro que, na época dos Vigilantes do Peso, eu passava a manhã inteira em jejum, não comia quase nada no almoço, só para poder atacar três sandubas com queijo e hambúrger no jantar.</p>
<p>Essa realidade também não mudou quando comecei a dieta de proteínas. Passava o dia inteiro sem comer, mas encarava quase um quilo de carne e salada no almoço e jantar.</p>
<p>Estava acostumado a passar longos períodos em jejum. Talvez tenha sido por isso que os dois dias de dieta líquida antes da cirurgia não me assustaram. Por mais que goste de comer muito, consegui segurar a onda tranquilamente por 48 horas&#8230; só não deu pra segurar por 30 dias.</p>
<p>Depois da cirurgia fui forçado a modificar meus hábitos alimentares. Já não consigo mais ficar muito tempo em jejum. Preciso comer alguma coisa a cada três horas ou começo a sentir fome, se ignorar isso e ficar sem me alimentar, acabo passando mal. Sim, a fome ainda existe depois de operado, mas a sensação agora é diferente. Falarei mais sobre isso em um post futuro.</p>
<p>Segundo a minha nutricionista, a Dra. Liliana, devo fazer seis refeições por dia: café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia. E não é só isso, nas refeições principais &#8211; almoço e jantar &#8211; preciso comer no mínimo: três colheres de sopa de proteína (carne, frango ou peixe), duas colheres de feijão (ou algo da mesma família), duas colheres de verduras e, se quiser, mais uma ou duas colheres de carboidratos (arroz, purê, etc). Como se isso não fosse o bastante, devo comer duas claras de ovo por dia, duas gemas por semana, beber iogurte ou leite desnatado duas vezes por dia, e carne de boi uma vez por dia.</p>
<p>Considerando-se que levo uma média de 45 a 80 minutos em cada refeição, a Dra. Liliana espera que eu coma o dia inteiro. E depois ainda tem quem diga que não quer fazer a cirurgia porque não está disposto a abrir mão de comer. Eu nunca comi tantas vezes por dia em toda a minha vida, e estou emagrecendo.</p>
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		<title>Tá tudo igual</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 04:23:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nessa quinta-feira voltei mais uma vez na nutricionista. Assim como há 15 dias atrás, não tive uma consulta particular e sim uma aula em que a Dra. Liliana ensinou ao meu grupo (nove pessoas que operaram mais ou menos na mesma época) o que já é permitido comer. Da última vez cheguei no hospital deprimido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nessa quinta-feira voltei mais uma vez na nutricionista. Assim como há 15 dias atrás, não tive uma consulta particular e sim uma aula em que a Dra. Liliana ensinou ao meu grupo (nove pessoas que operaram mais ou menos na mesma época) o que já é permitido comer.</p>
<p>Da última vez cheguei no hospital deprimido e saí de lá empolgado. Afinal havia perdido 21 quilos e já poderia voltar a comer comida de verdade. Dessa vez as coisas foram um pouquinho diferentes.</p>
<p>Logo que cheguei no Hospital Espanhol fui me pesar, tive então que me deparar com a chocante notícia de que não havia emagrecido nenhuma grama desde a última consulta. O meu peso estava exatamente igual: 151,5 kg.</p>
<p>A Dra. Liliana explicou que é normal nessa fase da dieta pastosa a pessoa perder pouco peso. Em meu grupo inteiro, ninguém perdeu mais que dois quilos. Meus colegas de cirurgia disseram que eu devia relaxar, afinal havia emagrecido além da meta no primeiro mês e já estava no lucro.</p>
<p>Peguei então a nova dieta e fiquei batendo papo com meus companheiros futuros ex-gordos. Cheguei a conclusão de que a minha recuperação está sendo realmente excepcional. Mais de metade do grupo disse estar sofrendo de prisão de ventre, três pessoas confessaram ter dificuldade para comer qualquer coisa, metade da turma já havia vomitado mais de uma vez desde a cirurgia e duas pessoas acusaram sentir dores na barriga mesmo sem fazer nenhum movimento brusco.</p>
<p>Até hoje eu não engasguei e nem entalei com nada, como de tudo sem reclamar, não tive dumping e nem passei mal, não sinto dores na barriga e nem no local do corte, além disso, nunca tive problemas para ir ao banheiro.</p>
<p>Não sei se foi a minha força de vontade, as orações da minha mãe, toda a força que recebi dos amigos reais e virtuais, ou se a combinação desses três fatores, o que sei é que estou bem. E mesmo não tendo emagrecido nada nos últimos 15 dias, já sinto que essa cirurgia está melhorando muito a minha vida.</p>
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		<title>Carne! Carne! Muita carne… ou não!</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Feb 2008 16:54:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No dia em que a nutricionista me passou a nova dieta, rolou o seguinte diálogo: - A partir de hoje quero que vocês comam, a cada refeição, no mínimo três colheres de proteína. Pode ser carne moída, frango ou peixe desfiados. - No mínimo três? E no máximo? &#8211; perguntei. - O quanto você aguentar. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia em que a nutricionista me passou a nova dieta, rolou o seguinte diálogo:<br />
- A partir de hoje quero que vocês comam, a cada refeição, no mínimo três colheres de proteína. Pode ser carne moída, frango ou peixe desfiados.<br />
- No mínimo três? E no máximo? &#8211; perguntei.<br />
- O quanto você aguentar.<br />
- A senhora acaba de me fazer um gordo muito feliz! &#8211; respondi empolgado.</p>
<p>Em um post anterior, pré-cirurgia, comentei que não aceitaria desenvolver intolerância a carnes. Como ser carnívoro que sou, não consigo me imaginar vivendo sem comer um bom churrasco de vez em quando. Desde que a nutricionista liberou carne moída, tenho comido sistematicamente e diariamente para acostumar o meu corpo ao fato de que não vou abrir mão disso. Mas as vezes eu acabo exagerando.</p>
<p>Há alguns dias atrás, cheguei em casa à noite com fome. Peguei quatro colheres de carne moída, misturei com alguns pedacinhos de queijo ricota (também liberado pela Dra. Liliana) e sentei em frente a TV para assistir ao Big Brother. A cada colherada de carne que engolia, tinha a impressão que havia acabado de comer um boi. Então eu parava um pouquinho, esperava o estômago esvaziar e comia mais um pouco.</p>
<p>Por diversas vezes olhei para o prato e me perguntei porque coloquei tanta comida, mas me recusava a parar ou a jogar fora. Só lembrava das lições que aprendi em casa desde criança: <em>&#8220;Se botou no prato, vai ter de comer!&#8221;</em> O Big Brother chegou ao fim, mas meu prato não estava nem na metade ainda. Mudei de canal e continuei comendo devagar e vendo TV. Mastigava tanto a carne que ela parecia virar farinha em minha boca antes de engolir.</p>
<p>Depois de uma hora e meia, finalmente comi a última colherada e acabei meu jantar. Não me senti mal em momento algum, nem mesmo tive problemas para dormir. Nos dias seguintes continuei me forçando a comer carne e, me orgulho em dizer, que tenho conseguido.</p>
<p>É evidente que a digestão da carne demora um pouco mais do que o de outros alimentos, mas quem se importa? Eu não tô com pressa mesmo&#8230;</p>
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		<title>Um mês depois&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 00:24:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/img/antesedepoois01.jpg" alt="Antes e depois" /></p>
<p>Foi difícil, mas o primeiro mês de operado finalmente chegou ao fim. Voltei ontem ao hospital para uma consulta com a nutricionista. Ela passou uma nova e maravilhosa dieta que me fez um gordo muito feliz. Agora já posso comer carne moída, frango e peixe desfiados, feijão amassadinho, arroz e macarrão bem cozidos, além de purês de batata e aipim. Definitivamente a minha vida acaba de ficar mais fácil.</p>
<p>Além das recomendações pra nova dieta, a nutricionista também me pesou para acompanhar a minha evolução neste primeiro mês. Fiz a cirurgia com 173 kg. Minha meta para o primeiro mês eram 156 kg, mas estou com 151.5 kg. Perdi 21.5 kg em trinta dias!</p>
<p>Agora falta bem pouquinho para que volte a conseguir me pesar nas balanças comuns de farmácia, elas só vão até 150 kg.</p>
<p>Falta pouco, muito pouco!</p>
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		<title>Eu quero morder!</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 21:05:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Que ninguém se engane, ficar 30 dias de dieta líquida é insuportável para qualquer um. Independente se gordo ou magro; se tem o hábito de comer compulsivamente ou se só gosta de comer salada de alface e broto de bambu. O fato é que essa dieta líquida tá me enlouquecendo. Não me entendam mal, não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que ninguém se engane, ficar 30 dias de dieta líquida é insuportável para qualquer um. Independente se gordo ou magro; se tem o hábito de comer compulsivamente ou se só gosta de comer salada de alface e broto de bambu. O fato é que essa dieta líquida tá me enlouquecendo.</p>
<p>Não me entendam mal, não sinto um pingo de fome. De vez em quando meu estômago se manifesta apenas para avisar que ainda está lá, e que está vazio, mas isso é tudo.</p>
<p>Vou listar abaixo o que posso ingerir durante a minha dieta líquida e qual a minha atual relação com esse item:</p>
<p>1 &#8211; Sucos (diretamente da fruta, nada de suco de caixinha) &#8212; só tolero ainda o de laranja.<br />
2 &#8211; Caldos de legumes ou carne (apenas o líquido, totalmente coado) &#8212; não aguento nem mais sentir o cheiro.<br />
3 &#8211; Gatorade (qualquer sabor) &#8212; já enjoei de todos, só suporto o de laranja.<br />
4 &#8211; Yogurt light (sem açúcar e dissolvido em leite desnatado) &#8212; tomo apenas os de morango e ameixa.<br />
5 &#8211; Mingau de aveia (usado como substituto aos caldos) &#8212; tomo uma vez por dia sem problemas.<br />
6 &#8211; Água de côco (o quanto quiser) &#8212; enjoei logo nos primeiros dois dias.<br />
7 &#8211; Vitamina de leite, banana e albumina sabor baunilha &#8212; tomo uma vez por dia sem problemas.<br />
8 &#8211; Gelatina light (no máximo 100 ml por dia) &#8212; enjoei depois de uma semana.</p>
<p>Todo mundo que conheço e passou por essa cirurgia me disse que a dieta líquida deles durou de 15 a 20 dias, mas acho que a minha nutricionista está tentando otimizar a perda de peso me forçando a ficar 30 dias sem comer nada.</p>
<p>Já estou a ponto de enlouquecer! Fico sonhando com o dia que poderei comer um purê de batatas. Tenho tanta vontade de comer algo salgado que de vez em quando coloco uma pitada de sal em minha língua só pra lembrar do gosto.</p>
<p>No dia sete de fevereiro voltarei na nutricionista para mudar a dieta, mas estou achando muito difícil aguentar até lá sem poder comer nem um purêzinho&#8230;</p>
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		<title>Depois da cirurgia &#8211; Parte II</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jan 2008 21:25:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dormir depois da operação não seria tão fácil quanto eu imaginava. Ligaram uma máquina reguladora de soro que, teoricamente, servia para impedir que o paciente ficasse desidratado, mas na prática tudo que ela fazia era apitar feito louca a cada meia hora, tornando impossível o ato de dormir. Ainda estava zonzo, sonolento, mas nem com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dormir depois da operação não seria tão fácil quanto eu imaginava. Ligaram uma máquina reguladora de soro que, teoricamente, servia para impedir que o paciente ficasse desidratado, mas na prática tudo que ela fazia era apitar feito louca a cada meia hora, tornando impossível o ato de dormir. Ainda estava zonzo, sonolento, mas nem com a quantidade cavalar de drogas que me deram era possível dormir com aquele coisa apitando toda hora.</p>
<p>Por volta da meia-noite a fisioterapeuta do turno veio me visitar. Ela disse que eu precisava levantar e andar para garantir uma recuperação mais rápida. A dra. Silvia é gente boa, mas tem a metade do meu tamanho. Minha mãe entrou em pânico com a idéia de alguém tão pequeno tentando me segurar caso eu resolvesse desmaiar no meio do corredor.</p>
<p>Com ajuda das duas, consegui ficar de pé. A dra. Sílvia me entregou dois sacos, que só então percebi que estavam ligados em mim, e fomos dar uma voltinha pelo corredor. Minha mãe achou a cena tão insólita que resolveu acompanhar-nos e tirar uma foto, mas como tecnologia não é exatamente o seu forte, a imagem ficou um pouco tremida, espero que não se importem com isso.</p>
<p><img src="http://www.papodegordo.com.br/img/andando01.jpg" alt="Caminhada" /></p>
<p>De volta ao quarto ainda fiz um exercício respiratório e voltei para cama. A dra. Silvia se despediu e nos deixou voltar a dormir.</p>
<p>Olhei para o relógio quando deitei e, considerando o adiantado da hora, fiquei me questionando porque ainda não havia sentido vontade de fazer xixi. Então o terror tomou conta de mim, finalmente entendi o que estava acontecendo. Um dos sacos que a fisioterapeuta me deu estava diretamente ligado no meu pinto.</p>
<p>Eu estava usando uma sonda! Uma maldita sonda!<br />
Putamerda! Ninguém me disse que eu teria de usar uma sonda!</p>
<p>FIM DA PARTE II</p>
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		<title>Teste de gordo</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Dec 2007 20:04:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando soube que o plano de saúde exigia uma perícia médica para autorizar a cirurgia não consegui deixar de imaginar como isso seria feito. Afinal, como descobrimos que um cara é gordo? Normalmente basta olhar pra ele, mas parece que o plano de saúde não pensava assim. Meu maior receio era o médico achar que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando soube que o plano de saúde exigia uma perícia médica para autorizar a cirurgia não consegui deixar de imaginar como isso seria feito. Afinal, como descobrimos que um cara é gordo? Normalmente basta olhar pra ele, mas parece que o plano de saúde não pensava assim.</p>
<p>Meu maior receio era o médico achar que eu estava saudável demais e decidir que não preciso de cirurgia, que apenas dieta e exercícios resolveriam o problema. Já tinha até mesmo ensaiado um discurso altamente convincente caso as coisas chegassem à este ponto.</p>
<p>Fui orientado a levar todos os exames já feitos ao médico indicado pelo plano. No dia da consulta entrei no consultório carregando um grande envelope pardo contendo todos eles. O consultório fica num prédio de escritórios chique de Salvador. A sala era pequena, mas bem arrumada. Me sentei em frente ao médico e depois dos tradicionais cumprimentos seguiu-se o seguinte diálogo:</p>
<p>- Qual a sua altura, Eduardo?<br />
- 1,88 m.<br />
- E seu peso?<br />
- Na última vez que medi, estava com 174. Quer que eu me pese agora pra confirmar? &#8211; disse, apontando para a balança no canto da sala.<br />
- É melhor não. Toda vez que alguém muito&#8230; grande&#8230; sobe na balança, desregula tudo e eu tenho que pagar uma nota pra arrumar. Vou colocar 174 kg mesmo.<br />
- O senhor quem manda. &#8211; olho em volta da sala e então tento puxar conversa novamente &#8211; Todos os exames que o cirurgião passou estão aqui, se quiser dar uma olhada&#8230;<br />
- Não precisa. Esses exames são importantes apenas pra cirurgia, eu só estou aqui para atestar a sua obesidade.<br />
- E aí, eu passei? &#8211; disse com um sorriso sarcástico no rosto.<br />
- Sim. &#8211; respondeu o médico meio constrangido. &#8211; Agora é só entregar esse documento no Planserv e marcar sua operação.</p>
<p>Quem diria, eu passei no teste de gordo!<br />
Foi mais estressante do que o vestibular e mais cansativo do que os exames de troca de faixa do caratê, mas eu consegui!<br />
Sou um gordo! Viva! Viva! Viva!<br />
Agora que venha a cirurgia!</p>
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		<title>Apresentando os resultados</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Dec 2007 04:04:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cirurgia Bariátrica]]></category>
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		<category><![CDATA[Exames]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de realizar todos os exames e consultar todos os especialistas necessários, finalmente chegou a hora de levar os resultados para o cirurgião. Cheguei um pouco atrasado para a consulta, mas por sorte meu médico também se atrasou. Fui o primeiro paciente da tarde. Entreguei toda a papelada e o dr. Luiz conferiu cada um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de realizar todos os exames e consultar todos os especialistas necessários, finalmente chegou a hora de levar os resultados para o cirurgião.</p>
<p>Cheguei um pouco atrasado para a consulta, mas por sorte meu médico também se atrasou. Fui o primeiro paciente da tarde. Entreguei toda a papelada e o dr. Luiz conferiu cada um dos laudos mais de uma vez. Parecia não acreditar que alguém tão pesado quanto eu poderia ser tão <em>&#8220;saudável&#8221;</em>.<br />
O comentário que fez a seguir confirmou minha teoria:<br />
- Sabe de uma coisa, você é um gordinho muito saudável!</p>
<p>Dei um sorriso social enquanto pensava se valia a pena combater a postura politicamente correta dele ao me chamar de &#8220;gordinho&#8221;. Achei melhor deixar pra lá, não posso culpar o cara, ele só tava sendo educado.</p>
<p>No fim da consulta, o dr. Luiz entregou o laudo em que atesta a minha obesidade mórbida e recomenda como tratamento a cirurgia bariátrica. Vou levar esse documento até meu plano de saúde e então passar pela perícia médica que vai autorizar, ou não, a minha operação.</p>
<p>Agora falta pouco, muito pouco.</p>
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		<title>Dudu no divã</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Nov 2007 06:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cirurgia Bariátrica]]></category>
		<category><![CDATA[Consultas]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho problemas com psicólogos. Não sei dizer exatamente o que é, mas simplesmente não levo muita fé nessas pessoas que ganham a vida ouvindo os problemas dos outros. Sempre achei que só faz terapia quem não tem amigos com quem conversar e desabafar. A minha irmã mais velha certamente discorda de mim. Ela é frequentadora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho problemas com psicólogos.<br />
Não sei dizer exatamente o que é, mas simplesmente não levo muita fé nessas pessoas que ganham a vida ouvindo os problemas dos outros.</p>
<p>Sempre achei que só faz terapia quem não tem amigos com quem conversar e desabafar. A minha irmã mais velha certamente discorda de mim. Ela é frequentadora assídua de terapias, massagens, passeios ecológicos, retiros espirituais com direito a dieta vegetariana, banhos de energia e todas essas baboseiras alternativas.</p>
<p>Não estou aqui pra discutir se essas coisas funcionam ou não, mas acho um puta desperdício gastar tanta grana com um troço desses quando eu poderia pegar um cineminha, jantar num restaurante bom ou investir mais na minha coleção de DVDs.</p>
<p>Quando soube que precisava passar por uma avaliação psicológica fiquei preocupado. Como evitar durante uma hora inteira todas as minhas tiradas sarcásticas, segurar meu cinismo latente e barrar milhares de piadas sobre a situação?!</p>
<p>Imaginei a cena diversas vezes.<br />
Entrava naquela sala cuidadosamente decorada para te deixar a vontade, cumprimentava a psicóloga, deitava no divã (ou em um sofá comum) e esperava a fatídica primeira frase:<br />
- Fale-me um pouco sobre você.<br />
Então eu começava:<br />
- Bem, meu nome é Eduardo, sou publicitário, tradutor e professor universitário, já trabalhei em rádio, internet e jornal, tenho pós-graduação em marketing e&#8230;<br />
Imediatamente ela escrevia em seu bloquinho de notas: &#8220;indivíduo sofre de distúrbio social, consegue relacionar-se apenas em ambiente de trabalho&#8221;.</p>
<p>Não, assim não vai dar certo. É melhor imaginar isso diferente, vamos começar de novo:<br />
- Fale-me um pouco sobre você.<br />
- Bem, meu nome é Eduardo, sou o caçula da minha família, tenho duas irmãs mais velhas, sou o filho preferido da minha mãe, meu pai é empresário do ramo hoteleiro*&#8230;<br />
A psicóloga começa a escrever freneticamente em seu bloquinho: &#8220;indivíduo sofre de grave distúrbio social, continua preso na infância e provavelmente tem síndrome de Édipo&#8221;.</p>
<p>Não, assim também não tá bom. Vamos tentar imaginar isso mais uma vez:<br />
- Fale-me um pouco sobre você.<br />
- Bem, meu nome é Eduardo, sou leitor de quadrinhos, fã do Homem-Aranha e do Batman, adoro jogos de computador, sou viciado em séries de TV e conheci a maior parte dos meus amigos atuais via internet.<br />
A psicóloga me olha assustada e escreve em seu bloquinho: &#8220;indivíduo sofre de gravíssimo distúrbio social, é nerd e deve ser internado imediatamente para tratamento&#8221;.</p>
<p>Achei melhor parar de imaginar e arriscar a sorte.<br />
No dia da consulta com a psicóloga cheguei no horário marcado. Minhas preocupações eram infundadas, o lugar não era nada daquilo que havia imaginado. A sala era apenas um consultório médico comum. Não havia divã, só uma mesa com duas cadeiras. Entrei e sentei-me em uma delas.<br />
A psicóloga me cumprimentou, sorriu e disse:<br />
- Fale-me um pouco sobre você.<br />
Respirei fundo e pensei comigo mesmo: &#8220;é hoje!&#8221;</p>
<p><em>*Na verdade meu pai tem um motel.</em></p>
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		<title>Coração de professor</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Sep 2007 02:06:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cirurgia Bariátrica]]></category>
		<category><![CDATA[Consultas]]></category>

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		<description><![CDATA[Tem uma coisa que me incomoda em todo esse processo pré-cirúrgico: a demora entre o dia que decidi fazer a cirugia e a data em que realmente cairei na faca. São necessários trocentos exames e diversas consultas médicas com especialistas diferentes. Parece que não acaba nunca. Entendo a razão de tudo isso. Afinal não seria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem uma coisa que me incomoda em todo esse processo pré-cirúrgico: a demora entre o dia que decidi fazer a cirugia e a data em que realmente cairei na faca. São necessários trocentos exames e diversas consultas médicas com especialistas diferentes. Parece que não acaba nunca.</p>
<p>Entendo a razão de tudo isso. Afinal não seria muito inteligente passar por uma cirurgia sem antes confirmar que você terá condições de sobreviver ao procedimento.</p>
<p>Vai ver o problema é mesmo comigo, se eu não fosse um pobre professor com um plano de saúde meia-boca e sim um rico empresário cheio da grana, já teria feito todos os exames.</p>
<p>Pra vocês terem uma idéia da situação, no final de agosto liguei para várias clínicas de Salvador tentando marcar uma consulta com um cardiologista. A resposta foi a mesma: todos os horários para primeira quinzena de setembro já estavam ocupados. A data mais próxima era 19/09. Não me conformei, conversei com a atendente da clínica, argumentei, implorei, quase chorei.</p>
<p>Então, quando já não tinha mais esperanças, surgiu uma possibilidade. Uma paciente ligou cancelando sua consulta do dia 06/09. Quatro da tarde na véspera do feriadão. Resolvi abrir mão de viajar, minha pressa em conseguir esta consulta era maior. Confirmei com a atendente e marquei a data.</p>
<p>Passadas quase duas semanas, o dia seis de setembro finalmente chega.<br />
Estava em casa, vendo TV, quando recebo uma ligação da clínica:<br />
- Sr. Eduardo, estou ligando para informar que a sua consulta de hoje foi cancelada.<br />
- Cancelada?! Por quê?!<br />
- O Dr. Blábláblá não poderá comparecer hoje.<br />
- Por que não?<br />
- Problemas pessoais, senhor.<br />
- Ou seja, ele resolveu viajar mais cedo pro feriadão e sacanear com os pacientes?<br />
- Não saberia informar, senhor.<br />
- Tá bom, foda-se. Pode remarcar a consulta pra quando?<br />
- A data mais próxima é no dia 26, senhor.<br />
- 26?! Mas e o dia 19? Vocês me falaram que tinha vaga para o dia 19!<br />
- Tinha, senhor. Não tem mais.<br />
- Essa é a única data disponível? Tem certeza?<br />
- Absoluta, senhor.<br />
- Então pode marcar.<br />
- Obrigado, a clínica Blábláblá lhe deseja um bom dia.<br />
- Ô!</p>
<p>Vinte dias se passaram, o dia 26 finalmente chegou e eu vou encontrar com o desgraçado do cardiologista logo mais, às oito da manhã&#8230; isto é, supondo que não role algum novo problema pessoal, é claro.</p>
<p>Ser pobre é uma merda mesmo.</p>
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		<title>Lista de compras</title>
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		<comments>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2007/09/16/lista-de-compras/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 16 Sep 2007 20:30:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cirurgia Bariátrica]]></category>
		<category><![CDATA[Consultas]]></category>

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		<description><![CDATA[Além de todos os exames necessários para fazer a cirurgia de redução do estômago, o paciente também precisa consultar quatro profissionais específicos: psicólogo, nutricionista, fisioterapeuta e cardiologista. No post de hoje falarei sobre a fisioterapeuta. Fui atendido pela Dra. Liana (ou seria Eliana) numa tarde extremamente quente. Como todo gordo no calor, eu suava em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Além de todos os exames necessários para fazer a cirurgia de redução do estômago, o paciente também precisa consultar quatro profissionais específicos: psicólogo, nutricionista, fisioterapeuta e cardiologista. No post de hoje falarei sobre a fisioterapeuta.</p>
<p>Fui atendido pela Dra. Liana (ou seria Eliana) numa tarde extremamente quente. Como todo gordo no calor, eu suava em bicas. Nem mesmo o ar-condicionado do consultório era o bastante para melhorar a situação.</p>
<p>A fisioterapeuta foi muito simpática, fez um exame geral em meus joelhos e demais articulações, mediu minha capacidade respiratória e conversou um pouco sobre o processo de recuperação da cirurgia.</p>
<p>Próximo ao fim da consulta ela me passou a seguinte lista:</p>
<p><em>
<p>Materiais Necessários para a cirurgia bariátrica<br />
1 &#8211; Faixa elástica PO com 25 cm de altura &#8211; Sugestão de marca: Mercus Body Care.<br />
2 &#8211; Meia elástica de algodão (sem nylon), sem ponteira, 3/4 de comprimento (dos pés ao joelho).<br />
3 &#8211; Respiron.<br />
OBS: O material deve estar com o paciente no momento da internação.</p>
<p></em></p>
<p>Fiquei imaginando a grana preta que iria gastar pra comprar tudo isso, já pensei na fatura do meu cartão de crédito e no saldo negativo da minha conta corrente&#8230; então lembrei de um pequeno detalhe: não sou o primeiro da família a passar por essa operação. Com certeza alguém, antes de mim, já comprou essas coisas e não as está usando atualmente.</p>
<p>Depois de alguns telefonemas consegui o respiron com a minha prima e a meia elástica com o noivo/marido dela. A faixa elástica eu terei que comprar mesmo, mas o efeito devastador em minhas finanças foi reduzido sensivelmente.</p>
<p>E depois dizem por aí que não é vantajoso vir de uma linhagem só de gordos&#8230;</p>
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		<title>A Primeira Consulta</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Aug 2007 13:18:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo Sales Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cirurgia Bariátrica]]></category>
		<category><![CDATA[Consultas]]></category>

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		<description><![CDATA[A minha cirurgia será feita no Hospital Espanhol, em Salvador, pela equipe do Dr. Luiz Henrique. Meu plano de saúde cobre a cirurgia em dois hospitais, escolhi esse por ser mais perto de casa. Já a escolha do médico veio como indicação de um amigo, também médico. Quando fui pra minha primeira consulta estava claramente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A minha cirurgia será feita no Hospital Espanhol, em Salvador, pela equipe do Dr. Luiz Henrique. Meu plano de saúde cobre a cirurgia em dois hospitais, escolhi esse por ser mais perto de casa. Já a escolha do médico veio como indicação de um amigo, também médico.</p>
<p>Quando fui pra minha primeira consulta estava claramente nervoso, ansioso eu diria, afinal era o primeiro passo pra uma grande mudança em minha vida. Fiquei imaginando quantas pessoas vão para essas consultas iniciais e quantas realmente têm coragem de seguir até o fim, e fazer a cirurgia.</p>
<p>O Dr. Luiz Henrique foi muito prestativo. Não teve pressa ao me explicar passo a passo todo o processo, detalhando exatamente o que eles vão fazer dentro da minha barriga. Foi então que fiquei sabendo que essa operação pode ser feita por <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Laparoscopia">laparoscopia</a> ou da maneira tradicional, aberta. Meu plano de saúde cobre apenas a aberta, então nem precisei me preocupar em tomar uma decisão e escolher qual queria.</p>
<p>Segundo o médico, as pessoas que se submetem a cirurgia de redução do estômago perdem cerca de 40% do peso total. Numa conta simples fiquei sabendo que meu peso final após todo o processo de emagrecimento deve variar entre 95 e 105 kg. Perderei aproximadamente 70 kg. Dr. Luiz disse que se eu estivesse mais magro no momento da cirurgia, o resultado final seria ainda mais baixo. Com meu peso ficando abaixo da casa dos 90 kg.</p>
<p>Tenho 1,88 m. Desde que me tornei adulto, o menor peso que atingi foi 107 kg e, cá pra nós, eu tava um gato. A idéia da balança continuar marcando três digitos não me assusta, desde que o número do meio seja um zero.</p>
<p>O Dr. Luiz acenou com uma maior perda de peso para sugerir que eu iniciasse uma dieta agora, assim estaria mais magro na época da cirurgia.<br />
Agradeci a idéia e disse que ele tinha razão, é claro. </p>
<p>Assim que deixei o consultório só conseguia pensar numa coisa:<br />
&#8220;Meus últimos dias de gordo desperdiçados fazendo dieta?! Nem a pau!&#8221;</p>
<p>Foi mal, Dr. Luiz, mas a carne é fraca.<br />
Antes de uma mudança tão drástica na vida, um longo processo de despedida se faz necessário. Definitivamente eu não vou pra mesa de operações sem antes me esbaldar em várias farras gastronômicas.</p>
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