Desgruda aí!
Quando meu filho nasceu, fiquei quatro meses em casa, só cuidando do meu pequeno. Quando a licença estava por terminar, precisei escolher uma escolinha para matricula-lo e fazer a adaptação dele lá. Em todas as escolinhas que entrei para conhecer, me disseram a mesma coisa “A adaptação é da mãe, porque o nenê estando alimentado, limpo e recebendo amor e carinho, fica bem”. Aí você fala:
- Ahn? Como assim? Sou EU quem o ama, sou EU quem dá todo o carinho, como é que MEU filho vai ficar bem LONGE de MIM?
Mesmo que você discorde, a realidade é essa. Você deixa seu bebê lá e vai embora para fazer as suas coisas enquanto seu filho passa o dia todo sendo paparicado na escolinha. Na primeira semana do meu bebê na creche, eu ainda não estava trabalhando, então o deixava lá e voltava pra casa. Desnecessário dizer que me escondia quietinha pra chorar de saudade, remorso e tudo o mais. Me sentia a pessoa mais malvada do mundo por deixar meu filhote tão pequenininho com pessoas estranhas.
Nos dois primeiros meses que voltei a trabalhar, sentava no banheiro da empresa e chorava de saudade, foi bem difícil me separar do bebê e continuar tocando a vida profissional. Mas não tinha jeito, são os ossos do ofício de mais um exemplar vivo de uma pessoa que é “MIL em UMA”.

E para mostrar que eu não estou exagerando na dose, pedi para algumas amigas mandarem seus depoimentos de como foi o início da vida escolar de seus herdeiros:
“Mandamos nosso filho para a escolinha com um ano e meio, quase dois. No dia, levei para a escola três livros, um caderno de anotações, um sketch book, mp3 player, uma térmica com café… Estava pronta para passar o dia sentada no banco da entrada para a sua adaptação. Afinal, era o primeiro dia, ele não conhecia ninguém, aquelas coisas. Acreditei que meu filho ia, com certeza, precisar se certificar que a mãe o aguardava, segurança emocional, sim, eu li os mesmos livros que todas as mães. Ele entra SEM OLHAR PARA TRÁS, dando tchauzinho com a mão.
-Tchau mamãe, até mais tarde.
Sentei, abri um livro. O dia ia, com certeza ser longo.Uma hora mais ou menos se passou e aparece meu filho correndo, molhado de suor, atrás de uma bola. Se assusta com a minha presença.
-Mãe? Você não tem nada pra fazer, não?
Aí eu levantei e fui embora. Na hora me senti aliviada em perceber a independência dele e, ao mesmo tempo, me senti uma manézona.”
Enviado por C.Marú
“A minha primeira filha não ficou em creche. Uma tia avó dela, minha tia, ficava com ela. Sabendo que ficaria bem, com todas as atenções, saía para trabalhar tranquila. Já meu segundo filho ficou em creche, eu conhecia as pessoas que ficavam com ele, sou uma pessoa tranquila, nunca tive maiores problemas. Gostaria de dizer que eu adoraria poder ficar com eles, mas financeiramente não foi possível, fico triste ainda em lembrar que não foi eu que estava lá quando começaram a andar ou falar. Sempre que estavam comigo dava toda a atenção, brincava. Cheguei a consultar um psicólogo para saber se eles não teriam problemas, a resposta foi que quando eu estivesse com eles deveria dar toda a minha atenção, sem outras coisas junto”.
Enviado por S. Borges.
“Meu primeiro filho, ficou com a Vó e o Vô, já minha segunda filha, infelizmente, não teve a mesma sorte. Ela teve que ir para a creche e como eu não tinha condições de pagar uma creche legal, a que ela frequentava não era nenhuma Brastemp, tanto é que ela não queria ficar lá por nada, chorava todo dia. Eu saía me sentindo a pior de todas as mães por deixar minha filha chorando em um lugar que ela não gostava de estar. Foi um período bem sofrido da minha vida e da vidinha dela, com certeza. Vêm mil coisas à cabeça, desejava largar tudo para ficar em casa cuidando dela, mas infelizmente nossa realidade não permitia e não permite isso até hoje”.
Enviado por T.Leal“Como meu filho foi muito esperado, ele é um presente de Deus para mim, minha ligação com ele é muito forte. Eu conversava muito com ele, explicando a razão de ter de frequentar a creche. Sempre com muito amor para que não se sentisse abandonado. Falei que ele ia ter muitos amiguinhos para brincar! E que a mamãe depois do trabalho já voltava para lhe buscar. E realmente, se Deus me desse ASAS eu voaria para chegar mais rápido, dar um abraço bem apertado e ver a carinha mais linda do mundo pra mim! Trabalhava sempre com o coração lá na Creche. Ele entrou quando estava com 1 ano e 9 meses. Foi um período difícil e exigiu muita dedicação Sempre afirmo o AMOR ameniza qualquer sofrimento.”
Enviado por D. Rocha
Agora é a sua vez, conte-nos como aconteceu e o que você sentiu quando precisou deixar seu(s) filho(s) na escola pela primeira vez!



Coró foi pra creche com 1 ano e 1 mês. Chegou, me deu um beijo e foi pro colo da professora. Só vi a menina de novo no final da tarde. Ela feliz da vida e eu arrasada pela falta de choro por mim. Mas tudo bem, sobrevivi!
Puxa, que danadinha! Tu ainda tivesse bastante tempo com ela, a maioria dos bebês precisam ir para a escolinha com 4 ou 6 meses. Dói demais a filha não reclamar de ficar longe da mãe, mesmo já maiorzinha.
“-Olha só… o Esguicho saiu da corrente marítma”
“Oh meu deus, e agora o que vamos fazer”
“Relaxa, vamos ver o que o Esguicho consegue fazer”
Ja eah!!
Não Sei como será…
Mas como aquela que nunca lembra de nada diz: “Se vc não deixar nada acontecer com ele, nada vai acontecer com ele é algo estranho de se desejar”
A cada dia que passa os filhos estão mais dependentes dos pais, mas é uma visão interessante se pensarmos que na verdade os pais é que estejam mais dependentes da presença dos filhos…. do que o inverso!
Antigamente na idade média após a adolescencia o adulto saia de casa e a menina também… mesmo que apenas casando.
Hj as pesquisas dizem que esta “adolescencia” no Brasil tem ido até os 28 anos, e que na Europa pode chegar aos 40.
Será q a cada dia tá mais dificil deixar as crianças crescerem… ou as pessoas que estão mais sozinha, e ajudam o filho a “ficar” em casa!
Já disse o Renato “O mal do mundo é a solidão”
Bom acho que já desvirtuei tudo, sorry pela visão simplista… é que eu ainda não passei por tudo isto!
bjs
Visão simplista nada, tá super certo tudo o que tu mencionaste aqui!
Adorei a menção ao Esguicho, amo Procurando Nemo! Realmente, os pais precisam colocar na cabeça que cada um tem seus afazeres e responsabilidades, nesse caso, os filhos devem aprender, conviver, socializar com outras crianças da mesma idade. Cabe aos pais, aceitar isso.
Fui para a creche com 6 meses.
Minha irmã mais velha já estava lá e meus avós nos pegavam na hora do almoço.
Sim! Minha mãe trabalhava meio período no banco e só ficávamos de manhã na creche e meus avós ficavam com a gente até a minha mãe nos buscar.
Sinceramente? Não me lembro muito desta época… Na verdade, não lembro nada!
Minha mãe, ao contrário, conta que sempre era muito difícil deixar a gente lá de manhã.
Ela sempre ficava com o coração apertado e muitas vezes ia trabalhar chorando, ao ver a gente ficando na creche.
Mas acho que este período foi muito importante para a nossa formação.
Nunca fui popular, mas sempre fui sociável e aprendi, desde pequena, a lidar com o outro, com aquele que não é da minha família, que pensa diferente de mim e que é tão humano quanto eu.
É algo louco isso! Mas acho que uma criança que só fica em casa perde alguns processos que as creches e as escolhinhas propiciam.
Não sei se vou pensar assim quando me tornar mãe, mas sei que não poderei ficar em casa cuidando de meus filhos, então procurarei um local bacana e que eu me sinta extremamente confortável!
=P
PS= Tem uma escolhinha perto do ponto de ônibus, que eu vou TODO dia de manhã. Sempre fico observando as mães levarem seus filhos e é muito engraçado. Tem criança que desce do carro e entra na escola direto, sem nem olhar para as mães ou pais. Um barato! Fica muito claro que, quem sofre mais, são os pais e não as crianças.
Querida Mila,
Adorei todos os depoimentos é muito bom saber que somos normais, todas sofremos com a mesma intensidade.
Bom deve ser por isso que se diz que o AMOR DE MÃE NÃO EXISTE IGUAL. Parabéns a reportagem ficou linda.
Um Grande Beijo
T.Leal
eu sei EXATAMENTE como foi o comportamento do Artur no 1º dia de creche dele porque fui eu que o levei lá.
Eu “proibi” minha esposa de levá-lo nos primeiros dias porque tinha CERTEZA que quem iria dar um “espetáculo” na porta da creche seria ELA!
Como ele foi comigo apenas nos despedimos e ele foi sem nenhum problema ou constrangimento!
Vida Longa e Próspera
Eu nãooooooooooooo acredito nisso! Pobre desta mãe que teve seu bebê arrancado dos braços!!!!
Estou acostumado com isso na escola. Todo ano é a mesma coisa: Mães chorando e filhos tranquilos :)
Tem mãe que fica desesperada, querendo entrar na sala de aula e tudo o mais. Claro que a gente não deixa, mas é um chororô incrível. Pior que, além de tudo, as crianças ficam muito mais bagunceiras quando a mãe está por perto.
Não tem jeito: Mãe tem mesmo que ficar na porta da escola ;))
Eu já fui professora e vi isso acontecer um milhão de vezes. Só te digo que quando a cria é TUA, a “paisagem” toda muda, viu!?
A minha mais velha foi para a creche com 1 ano e 3 meses, e realmente, eu é que precisei de adaptação! rsss! Não por ficar longe dela, já que desde os 5 meses eu tinha voltado a trabalhar e ela ficava com os meus pais. Tive que me adaptar porque, na minha cabeça, era uma coisa tão terrível! Eu sentia pena, pena, pena… Para todo canto eu olhava e sentia pena da minha pequetita. Lembro de olhar a salinha dela e me perguntar: “o que danado ela vai fazer aqui por 7, 8hs seguidas?”.
A adaptação foi tranquila, ela sentia só na hora da entrada, mas ainda hoje é assim. Ama a escola de paixão (a mesma creche do começo), na hora da saída não quer ir embora pra casa, mas na entrada me abraça, beija e diz que vai sentir saudade. Precisa vir uma professora ou auxiliar para desgrudá-la de mim!
Enfim, eu olhava pela janela da sala e chorava. Aliás, passei muitos meses chorando por tudo. Festinha na escola, chorava até no halloween! Dia das mães, então…
Já com o segundo foi tudo mais tranquilo. Foi para a mesma escolinha da mana com 6 meses e não chorei nem fiquei apreensiva, pelo contrário. Só cuidei de anotar tudo o que ele gostava, e gravei um Cd com a música Chocolate, do Tim Maia, dando a recomendação de que, em caso de choro insistente, era só tocar que ele parava (o Henrique tinha umas crises de choro bem sofridas, Deus sabe por que… é de câncer, talvez seja isso! rsss! Sentimental).
Um belo dia fui buscá-lo e uma das berçaristas veio contar que elas tinham ficado apavoradas porque ele “tomou o choro” (ainda hoje, com 2 anos, faz isso… dá muita agonia), e que, depois de voltar ao normal, continuou chorando. Até que uma delas lembrou do CD (já fazia uns 5 meses que ele estava lá), procurou, foi encontrá-lo em cima de uma estante e colocou pra tocar. E o menino parou de chorar na mesma hora e assim ficou. Rsss!
Dizendo por mim, sempre fiquei na ‘aba’ da minha avó desde que nasci. E minha mãe vivia trabalhando full-time, então eu fui criado pela avó – me levava na escola, me educou, etc -, mas todo dia quando ela ia me buscar eu corria na direção dela com um sorriso grande. Acho que era sua realização, por ter alguém de confiança e pelos meus dentes a mostra.
Hahahahaha
Hoje como eu moro junto com minha mãe – até casar em 2013 – talvez esse lado mais afetivo esteja se tornando agora, por nos vermos mais.
olá,meu filho tem 2 anos e 2 meses,e coloquei-o na creche faz 2 dias estou muito angostiada,com peso na consciencia,não chorou nem um pouquinho,o que faço
segunda feira levarei minha pequena Emilly de apenas 4 meses para a creche, o meu coração já está hiper apertado, pra falar a verdade, desesperado mesmo. tenho certeza que não conseguirei trabalhar direito, com os meus pensamentos nela. que Deus me ajude a suportar.
Meu bebê de 9 meses começou na creche há uma semana e está sendo um período muuuuuuito sofrido para mim, pq acredito q ele está sofrendo com a falta daqueles q ele conhece, além de estar em um ambiente novo. Por melhor q seja a estrutura física e o local acolhedor, acho impossível cinco funcionárias conseguirem dar a atenção necessária a quinze crianças (3 para cada uma. Já chorei,me desesperei, mas volto a trabalhar em breve, então, não tenho outra opção a não ser vigiá-lo pela internet sempre q posso.