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	<title>Comentários sobre: Eletrodomésticos comilões?</title>
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	<description>Aqui é menos comida e mais informação</description>
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		<title>Por: Ricardo Ferro</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2009/03/23/eletrodomesticos-comiloes/comment-page-1/#comment-801</link>
		<dc:creator>Ricardo Ferro</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 09:51:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.contrapeso.blog.br/?p=1152#comment-801</guid>
		<description>Ol&#225;, Maira. 
Legal. Mas n&#227;o me entenda como cr&#237;tico ao seu post. Apenas usei-o como gancho para criticar a onda do &quot;politicamente correto&quot;. E, sim, eu n&#227;o sou contra piadas de judeus, bichas, gordos! At&#233; acho que brincar com as caracter&#237;sticas de cada um &#233; salutar. Entre outras tantas coisas, n&#227;o &#233; o homem o &#250;nico animal a rir de si pr&#243;prio? Claro, n&#227;o vamos partir pra cr&#237;tica que rebaixa a condi&#231;&#227;o do ser humano. Mas as diferen&#231;as est&#227;o a&#237; para serem notadas e usadas. 
Acho que quando um determinado grupo se sente ultrajado com refer&#234;ncia &#224; sua condi&#231;&#227;o &#233; porque, anteriormnte, essa condi&#231;&#227;o j&#225; foi tachada como negativa. Uma prova disso &#233; que se um neg&#227;o na rua chamar um desconhecido de branquelo, n&#227;o haver&#225; consequ&#234;ncias. Mas o inverso n&#227;o &#233; verdadeiro. Por uma s&#233;rie de refer&#234;ncias hist&#243;ricas e sociais, a segrega&#231;&#227;o racial deve ser combatida. E, por conta disso, a cr&#237;tica fica &quot;domada&quot;. E, claro, eu reconhe&#231;o que o &quot;gordo&quot; tem uma imagem negativada pela m&#237;dia, pela moda etc. 
Ah, que coincid&#234;ncia! Na universidade tamb&#233;m aprendi as rela&#231;&#245;es de signo e imagem e getalt e tal... Como publicit&#225;rio e designer tinha que saber pelo menos isso, n&#233;? Mas &#233; que eu acho que a idade vem chegando e eu vou ficando cansado de ser bonzinho... 
(um beijo e tchau! vou ali ler uma cr&#244;nica de Bukowski!) 
:-) </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ol&aacute;, Maira.<br />
Legal. Mas n&atilde;o me entenda como cr&iacute;tico ao seu post. Apenas usei-o como gancho para criticar a onda do &quot;politicamente correto&quot;. E, sim, eu n&atilde;o sou contra piadas de judeus, bichas, gordos! At&eacute; acho que brincar com as caracter&iacute;sticas de cada um &eacute; salutar. Entre outras tantas coisas, n&atilde;o &eacute; o homem o &uacute;nico animal a rir de si pr&oacute;prio? Claro, n&atilde;o vamos partir pra cr&iacute;tica que rebaixa a condi&ccedil;&atilde;o do ser humano. Mas as diferen&ccedil;as est&atilde;o a&iacute; para serem notadas e usadas.<br />
Acho que quando um determinado grupo se sente ultrajado com refer&ecirc;ncia &agrave; sua condi&ccedil;&atilde;o &eacute; porque, anteriormnte, essa condi&ccedil;&atilde;o j&aacute; foi tachada como negativa. Uma prova disso &eacute; que se um neg&atilde;o na rua chamar um desconhecido de branquelo, n&atilde;o haver&aacute; consequ&ecirc;ncias. Mas o inverso n&atilde;o &eacute; verdadeiro. Por uma s&eacute;rie de refer&ecirc;ncias hist&oacute;ricas e sociais, a segrega&ccedil;&atilde;o racial deve ser combatida. E, por conta disso, a cr&iacute;tica fica &quot;domada&quot;. E, claro, eu reconhe&ccedil;o que o &quot;gordo&quot; tem uma imagem negativada pela m&iacute;dia, pela moda etc.<br />
Ah, que coincid&ecirc;ncia! Na universidade tamb&eacute;m aprendi as rela&ccedil;&otilde;es de signo e imagem e getalt e tal&#8230; Como publicit&aacute;rio e designer tinha que saber pelo menos isso, n&eacute;? Mas &eacute; que eu acho que a idade vem chegando e eu vou ficando cansado de ser bonzinho&#8230;<br />
(um beijo e tchau! vou ali ler uma cr&ocirc;nica de Bukowski!)<br />
:-)</p>
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		<title>Por: Maira Moraes</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2009/03/23/eletrodomesticos-comiloes/comment-page-1/#comment-800</link>
		<dc:creator>Maira Moraes</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 10:52:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.contrapeso.blog.br/?p=1152#comment-800</guid>
		<description>Oi Ricardo! 
Obrigada por sua participa&#231;&#227;o. 
Sou conhecida entre os amigos por ser terminantemente contra o chamado &quot;politicamente correto&quot; e n&#227;o serei eu a levantar a bandeira da &quot;castra&#231;&#227;o&quot; da criatividade alheia. Por&#233;m, me incomoda sim a forma como as pessoas (n&#227;o apenas os publicit&#225;rios) utilizam certos estere&#243;tipos para fazer gra&#231;a e tirar onda de cool. 
Enquanto profissional da comunica&#231;&#227;o, n&#227;o posso esquecer daquilo que aprendi na faculdade: uma imagem &#233; um signo, uma representa&#231;&#227;o, n&#227;o &#233; apenas aquilo que ela representa. Elas o evocam sentidos, significados, criam um imagin&#225;rio em torno delas. E o &#8220;jogo&#8221; da publicidade &#233; exatamente esse: usar imagens para ligar as pessoas em torno de um sentimento comum. 
Proponho um exerc&#237;cio simples: um an&#250;ncio que colocasse em uma situa&#231;&#227;o parecida outra &#8220;minoria&#8221; (negros, judeus, &#237;ndios, mulheres, etc.) seria (ou n&#227;o) de gosto duvidoso? Ser&#225; que as feministas iriam ficar chateadas se fossem relacionadas as imagens de uma mulher com o cart&#227;o de cr&#233;dito e um eletrodom&#233;stico desses? A final de contas, teoricamente, o senso comum atribuiria a ambos o significado de &#8220;gastadores compulsivos&#8221;. 
Gostaria de aproveitar para esclarecer que n&#227;o sou contra a utiliza&#231;&#227;o da nossa imagem de gordinhos. S&#243; acho que o contexto precisa ser bem pensado, assim como no caso de qualquer imagem que se use. Uma prova disso voc&#234; ver&#225; no post que iremos publicar na pr&#243;xima quarta-feira. O &#8220;carro gordinho&#8221; e essa est&#233;tica usada na publicidade foram inspirados em uma s&#233;rie de obras de um artista pl&#225;stico muito bacana, chamado Erwin Wurm. Aguarde! </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Ricardo!<br />
Obrigada por sua participa&ccedil;&atilde;o.<br />
Sou conhecida entre os amigos por ser terminantemente contra o chamado &quot;politicamente correto&quot; e n&atilde;o serei eu a levantar a bandeira da &quot;castra&ccedil;&atilde;o&quot; da criatividade alheia. Por&eacute;m, me incomoda sim a forma como as pessoas (n&atilde;o apenas os publicit&aacute;rios) utilizam certos estere&oacute;tipos para fazer gra&ccedil;a e tirar onda de cool.<br />
Enquanto profissional da comunica&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o posso esquecer daquilo que aprendi na faculdade: uma imagem &eacute; um signo, uma representa&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o &eacute; apenas aquilo que ela representa. Elas o evocam sentidos, significados, criam um imagin&aacute;rio em torno delas. E o &ldquo;jogo&rdquo; da publicidade &eacute; exatamente esse: usar imagens para ligar as pessoas em torno de um sentimento comum.<br />
Proponho um exerc&iacute;cio simples: um an&uacute;ncio que colocasse em uma situa&ccedil;&atilde;o parecida outra &ldquo;minoria&rdquo; (negros, judeus, &iacute;ndios, mulheres, etc.) seria (ou n&atilde;o) de gosto duvidoso? Ser&aacute; que as feministas iriam ficar chateadas se fossem relacionadas as imagens de uma mulher com o cart&atilde;o de cr&eacute;dito e um eletrodom&eacute;stico desses? A final de contas, teoricamente, o senso comum atribuiria a ambos o significado de &ldquo;gastadores compulsivos&rdquo;.<br />
Gostaria de aproveitar para esclarecer que n&atilde;o sou contra a utiliza&ccedil;&atilde;o da nossa imagem de gordinhos. S&oacute; acho que o contexto precisa ser bem pensado, assim como no caso de qualquer imagem que se use. Uma prova disso voc&ecirc; ver&aacute; no post que iremos publicar na pr&oacute;xima quarta-feira. O &ldquo;carro gordinho&rdquo; e essa est&eacute;tica usada na publicidade foram inspirados em uma s&eacute;rie de obras de um artista pl&aacute;stico muito bacana, chamado Erwin Wurm. Aguarde!</p>
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		<title>Por: Ricardo Ferro</title>
		<link>http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2009/03/23/eletrodomesticos-comiloes/comment-page-1/#comment-799</link>
		<dc:creator>Ricardo Ferro</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 08:45:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.contrapeso.blog.br/?p=1152#comment-799</guid>
		<description>Senhores 
Tirando o fato de que existem gordos por disfun&#231;&#245;es metab&#243;licas e gen&#233;ticas (e outras al&#233;m da sua vontade) e que a propaganda talvez seja o chamado &quot;an&#250;ncio pra premia&#231;&#227;o&quot; (dada a falta de continuidade da campanha, pela aus&#234;ncia de links relacionados ao tema)... o que n&#227;o podemos (n&#243;s, gordos) &#233; ficar com aquele discurso de &quot;persegui&#231;&#227;o&quot;. O Gordo come mais mesmo, n&#227;o &#233;? O gordo fica grande por que consome mais do que gasta, n&#227;o &#233;? Ent&#227;o a campanha t&#225; correta em usar essa imagem como met&#225;fora. Ali&#225;s, n&#227;o s&#243; os gordos, mas qualquer coisa, quando est&#225; lotada, fica com ar de &quot;balofa&quot;... sacos cheios de lixo, bolsas cheias de quinquilharias, bolsos cheios de moedas...  Eu, como gordo (n&#227;o, n&#227;o como n&#227;o, &#233; apenas uma preposi&#231;&#227;o, nao &#233; o verbo), me sinto confort&#225;vel com a id&#233;ia. Sentir-se insultado ou buscar preconceito contra a &quot;classe&quot; numa id&#233;ia assim &#233; ir al&#233;m. 
Porra, as campanhas s&#227;o legais, o termo &#233; bem sacado... apenas acho que, realmente, deveria haver uma continuidade da campanha no site. 
E lembrem-se de uma das vantagens do gordo: num holocausto, os gordos ter&#227;o mais chances de sobreviver, devido ao ac&#250;mulo de gordura, de energia no corpo. Vamos durar mais. Isto &#233;, se nenhuma gangue de magros resolver nos atacar, pra fazer um banquete entre eles! 
Abra&#231;os! </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Senhores<br />
Tirando o fato de que existem gordos por disfun&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas e gen&eacute;ticas (e outras al&eacute;m da sua vontade) e que a propaganda talvez seja o chamado &quot;an&uacute;ncio pra premia&ccedil;&atilde;o&quot; (dada a falta de continuidade da campanha, pela aus&ecirc;ncia de links relacionados ao tema)&#8230; o que n&atilde;o podemos (n&oacute;s, gordos) &eacute; ficar com aquele discurso de &quot;persegui&ccedil;&atilde;o&quot;. O Gordo come mais mesmo, n&atilde;o &eacute;? O gordo fica grande por que consome mais do que gasta, n&atilde;o &eacute;? Ent&atilde;o a campanha t&aacute; correta em usar essa imagem como met&aacute;fora. Ali&aacute;s, n&atilde;o s&oacute; os gordos, mas qualquer coisa, quando est&aacute; lotada, fica com ar de &quot;balofa&quot;&#8230; sacos cheios de lixo, bolsas cheias de quinquilharias, bolsos cheios de moedas&#8230;  Eu, como gordo (n&atilde;o, n&atilde;o como n&atilde;o, &eacute; apenas uma preposi&ccedil;&atilde;o, nao &eacute; o verbo), me sinto confort&aacute;vel com a id&eacute;ia. Sentir-se insultado ou buscar preconceito contra a &quot;classe&quot; numa id&eacute;ia assim &eacute; ir al&eacute;m.<br />
Porra, as campanhas s&atilde;o legais, o termo &eacute; bem sacado&#8230; apenas acho que, realmente, deveria haver uma continuidade da campanha no site.<br />
E lembrem-se de uma das vantagens do gordo: num holocausto, os gordos ter&atilde;o mais chances de sobreviver, devido ao ac&uacute;mulo de gordura, de energia no corpo. Vamos durar mais. Isto &eacute;, se nenhuma gangue de magros resolver nos atacar, pra fazer um banquete entre eles!<br />
Abra&ccedil;os!</p>
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