Mastigar é preciso!
Sempre fui um cara totalmente anti-natureba. Nunca curti comer frutas nem tomar sucos naturais, não suporto verduras nem legumes, acho que quem come folha é lagarta e acredito que salada não é refeição, e sim falta de opção.
Sempre espalhei aos quatro ventos que só comia alguma coisa depois que ela passasse por algum processo de industrialização. Então posso tomar o suco da laranja, desde que no formato de refrigerantes. Posso comer batatas, desde que fritas e embaladas em saquinhos plásticos. E até consigo comer algumas folhas de rúcula, desde que estejam em cima de uma pizza de tomate seco. Sobre as saladas, continuo com a mesma opinião.
É interessante notar como essa cirurgia me forçou a mudar meus hábitos alimentares. Durante os primeiros trinta dias não tive escolha, fui forçado a tomar sucos de frutas naturais. Com a fase pastosa vieram os purês de batata, aimpim e, quem sabe, talvez até um de cenoura. As folhas ainda não foram liberadas, mas a vontade de comer alguma coisa palpável é tão grande, que encararia uma saladinha de alface numa boa. Exatamente, até mesmo saladas já são uma opção pra mim.
Segundo Maira, depois da cirurgia e de todas as dificuldades naturais decorrentes para se alimentar, terei que mudar meu lema. A partir de agora não posso mais dizer que só como coisas que passaram por algum processo de industrialização. Meu novo mote é que só como coisas que passaram por um loooongo processo de trituração… e aja dente pra mastigar tanto assim!


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